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terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Single "Blind Words" fecha o ano do Overdose

Uma das mais influentes e atuantes do celeiro metálico que foi Belo Horizonte (MG) - ou "BH Area", nos anos de 1980 e 1990, o Overdose lançou recentemente o single"Blind Words".


A faixa, terceira lançada em 2024 (antecipada por "Século XXI" e "João Sem Terra", disponibilizadas em abril e julho, respectivamente), prepara o terreno para um novo material que sucederá "Scars", álbum do longínquo ano de 1995.

"Blind Words" é a cara do Overdose, banda que sempre renovou e inovou no seu modo de fazer metal. Produzida por Claudio David (guitarrista e fundador), a faixa tem uma pegada moderna, com vocais calcados no thrash e groove metal, com uma parede instrumental sólida erguida sobre o metal tradicional. Ouça ALTO clicando aqui.


Capa de "Blind Words"

Crítica às mentiras institucionalizadas 


A letra de "Blind Words" critica ferozmente o acúmulo de riqueza por parte de poucos (a capa dá a deixa do conteúdo) e a rede de mentiras institucionalizada criada para manter o povo submisso sob questionáveis bandeiras políticas, sociais e religiosas.

“Além disso, critica a preponderância das mentiras no âmbito da amizade e da convivência social, tornando os relacionamentos mais superficiais e instáveis. As pessoas não se sentem mais culpadas por propagarem ‘pequenas mentiras’. É o que o filósofo e psicanalista Jacques Lacan chamava de ‘Quebra do Significante’. Por isso, ‘Blind Words’ é uma crítica às mentiras institucionalizadas no âmbito dos relacionamentos sociais e políticos”, detalhou Claudio David.

Novo EP


O Overdose, com os três recentes singles lançados, vem aos poucos promovendo seu retorno e novos componentes. As amostras são parte de um novo EP de cinco faixas que levará a assinatura do atual Overdose, que atualmente é formado pelo já citado Claudio David, além de Vitor Santos (vocal), Diego Quites (guitarra), Filipe Duarte (baixo), e Tiago Vitek (bateria).

"Século XXI", "João Sem Terra" e "Blind Words" estão disponíveis em todas as plataformas de streaming e a banda segue publicando atualizações frequentes em suas redes sociais. Siga.

Foto principal: Sofia Munayer

*por Artur Mamede 




sexta-feira, 12 de julho de 2024

Overdose lança o single "João Sem Terra"

A veterana Overdose vem aos poucos promovendo seu retorno e novos componentes e novas músicas estão nesse pacote. Lançado em 11 de julho, "João Sem Terra" é o novo single/clipe. E é novo mesmo. O Overdose tem como característica a renovação.


Uma das mais influentes e atuantes do celeiro metálico que foi Belo Horizonte (MG) - ou "BH Area", nos anos de 1980 e 1990, o Overdose chega a sua quarta década e "João Sem Terra" se une ao single/clipe de "Século XXI", lançado em maio, para marcar o fim do silêncio do Overdose nos estudios. A banda não lançava nada desde "Scars", de 1995.


Capa do single "João Sem Terra" do Overdose 


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A ajuda que nunca vem


"João Sem Terra" é um refém da desgraça que espera ajuda da elite (políticos e clero)  enquanto luta contra a miséria no sertão brasileiro (vale para a zona urbana de grandes cidades também,). É com essa premissa que se desenrola a contundente letra.

A faixa inicia com um marcante ataque percussivo, logo seguido por guitarras abrasivas emulando um baião pesado e um baixo sólido e robusto. O vocal brada as letras de forma nítida, passando sem atropelos a ideia lírica de Sofia David e Cláudio David, autores da letra de "João Sem Terra".

Aqui está "João Sem Terra". Acesse e ouça ALTO,!

E se tu estranha o uso de percussão e temas regionais pelo Overdose, é porque talvez tu esteja ainda na primeira metade da penúltima década do Século XX.  E desde essa época, as críticas sociais já estavam presentes.

Como disse no primeiro parágrafo, o Overdose tem como característica a renovação. Toda música nova do Overdose é uma MÚSICA NOVA do Overdose. Ouça ALTO!

por Artur Mamede 


APOIADORES RIFFMAKERS 






domingo, 30 de junho de 2024

Terceira Guerra - "A Dor Ensina" é o novo clipe


Dá para tratar dos temas vacilos, fracassos e escolhas erradas e de como se recuperar disso sem a xaropice coach ou papinho de auto ajuda? Dá. A banda belorizontina de hardcore/metal Terceira Guerra prova que sim em letra, música e clipe. "A Dor Ensina", clipe lançado no último dia 28, consegue te pôr pra cima sem amaciar o discurso.


"A Dor Ensina", assim como todo o trabalho da Terceira Guerra, é chapada no hardcore novaiorquino com o metal brasileiro. O clipe tem direção e edição de Davidson Mainart e assistência de Bruno Paraguay, responsáveis pelas recentes obras audiovisuais do Paradise in Flames.

 


O vídeo é também mais uma amostra da simbiótica e saudável promiscuidade entre as bandas da BH Area. O acima citado Bruno Paraguay é baixista/vocalista do Eminence, que tem mais um integrante emprestado para "A Dor Ensina". Allan Wallace, guitarrista do Eminence assina a captação, mixagem e masterização da faixa.



Veja o clipe de "A Dor Ensina" clicando AQUI.

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"Viver... errar... faz parte da trajetória"


Além da Terceira Guerra (Beto - vocal; Thiago"Thom" - guitarra; Liniker Moura - baixo e Edu Rodrigues - bateria), "A Dor Ensina" tem atuações de Camila Késia, Gustavo Marçal, João HxCx, Matheus Tonelli e Rafael Costa, mais staff, figurino e maquiagem por Bárbara Contin e Pâmela Trindade.

A trupe trabalhou em um ambiente de abandono e desolação, mas reforçando a ideia de que é preciso sair desse abandono e desolação.





"Acreditamos que esse lançamento marca um novo momento da banda, mais madura, com alguma visibilidade e já impactando pessoas que não estávamos alcançando quando fizemos os primeiros lançamentos", destaca a banda.

Terceira Guerra 

A Terceira Guerra surgiu de uma vontade de fazer música ativista em um momento delicado na política nacional, em 2022.

"Queríamos unir essa inquietude em relação a pautas de direitos básicos que estavam sendo (e sempre foram) negligenciados à vontade de fazer um som pesado e original. A meta era construir algo sólido, sermos levados a sério dentro da cena. Queremos ter relevância suficiente para estar em casas, palcos e festivais também relevantes".

A banda explica que o nome não possui um caráter belicista. "A Terceira Guerra não é uma guerra bélica, mas uma guerra contra as minorias", concluem.

Saiba mais sobre a Terceira Guerra pelas redes sociais. É facinho de achar.

*por Artur Mamede 




APOIADORES RIFFMAKERS 










quarta-feira, 22 de maio de 2024

Ex Machina revela capa de "Heretic"


A belorizontina Ex Machina revelou nesta quarta-feira (22) a arte da capa de "Heretic", álbum sucessor de "Eighteen Years Dying" de 2016. A arte da capa é assinada pelo artista gráfico Fernando Lima, que também é vocalista do Drowned. 


Assim fica registrado mais um exemplo da relação simbiótica entre as bandas de Belo Horizonte, algo que acontece desde os anos de 1980 e que faz com que a cidade seja chamada por alguns de BH Area, em referência a Bay Area, o berço do thrash metal nos EUA.

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25 anos de atividades 


A Ex Machina foi fundada em 1998 na capital mineira e é figura constante em festivais de BH e interior do estado.

Formada atualmente por Thiago Viana e Igor Arruda (guitarras), Thiago Alves (bateria) e Leônidas Valadares (baixo/vocal), a Ex Machina está produzindo "Heretic", com data de lançamento ainda a ser anunciada.



A banda aponta como suas influências um grosso caldo sonoro que inclui Sepultura, Ratos de Porão, Obituary, Crowbar e outras.

Registros sonoros 

Além do citado "Eighteen Years Dying", a Ex Machina tem como registros sonoros a demo tape "Beyond Aggression" (1999), o CD demo "Perverted" (2004), o EP "A Shot In You Faith" (2007), o split "Ex Machina/ Severa" (2018) e o CD/DVD ao vivo "Dying Alive - 20 Years Under the Underground (1998-2018)" lançado em 2020.


A arte brutal de "Eighteen Years Dying"


Aqui está"Eighteen Years Dying", acesse e ouça ALTO!

*por Artur Mamede 



quinta-feira, 3 de março de 2022

Drowned revela capa de "Recipe of Hate"



A Drowned, veterana representante do death/thrash made in BH Area, divulgou na tarde desta quinta-feira  (3) a capa e o track list de seu novo álbum "Recipe of Hate (the holy bible)", o oitavo de estúdio, trampo brutal a ser lancado pela mítica Cogumelo Records. 

A obra e a arte gráfica de todo o álbum é assinada pelo vocalista  Fernando Lima, que é responsável.pelo clipe de animação "Doctor Horror Medical Group" recentemente explanado aqui no Riffmakers. 

"A ideia foi criar uma capa que representasse o quanto a política e principalmente a religião podem colocar o ser humano na gaiola da ignorância e levar a civilização cada dia mais próxima do seu fim. As pessoas são apenas peças manipuladas desse jogo onde a única coisa que importa é o lucro de seus líderes cada dia mais corruptos, egoístas e intolerantes", disse o autor da capa. 

A poderosa arte da capa vai embalar as 11 faixas executadas a toda velocidade pela banda que retorna aos palcos e estúdios com a formação original (Fernando Lima – vocal; Marcos Amorim e Rafael Porto – guitarras; Rodrigo Nunes – baixo e Beto Loureiro – bateria) responsável pelos arregaços extremos "Bonegrinder" (2001), "Back from Hell", (2002) e "Butchery Age" (2003). 


"Recipe of Hate" estará disponível em todas aa plataformas de streaming a partir do dia 25 de março. Uma pequena edição física  (500 cópias) estará a venda na Cogumelo Records. 

*por Artur Mamede 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Drowned e os experimentos aberrantes do "Doctor Horror Medical Group"



"Baseado em fatos surreais" assim a Drowned descreve o tema de "Doctor Horror Medical Group" single e clip animado lançado nesta segunda-feira  (21). O single, que aborda experimentos médicos sem eficácia científica ministrados a seres humanos durante a pandemia, é o terceiro retirado do álbum "Recipe of Hate (the holy bible)" a ser lançado em março pela lendária Cogumelo Records.

Para os desavisados, ou de memória curta, ou ainda passapanistas descarados, "Doctor Horror..." é uma referência direta a certo grupo médico, capitaneado por capitães de certo grupo metaleiro, que ministrava a seus pacientes vitimados pela Covid medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença, o que levou a vários óbitos e subnotificaçôes destes. 

Musicalmente a faixa é uma amostra poderosa do thrash/death cometido pela banda da BH Area desde 1998 e "Recipe of Hate" é emblemático por ter sido composto e executado pela formação original (Fernando Lima – vocal; Marcos Amorim e Rafael Porto – guitarras; Rodrigo Nunes – baixo e
Beto Loureiro – bateria) responsável pelos arregaços extremos "Bonegrinder" (2001), "Back from Hell", (2002) e "Butchery Age" (2003). A animação e os desemhos são assinados por Fernando Lima.

Ressalto aqui o posicionamento da banda contra toda a merda em que o atual Executivo Federal vem enterrando o país. O recrudescimento crítico teve sua amostra no primeiro single de "Recipe of Hate", a faixa de título autoexplicativo "Hail, Capitain Genocide!" de novembro passado. É o posicionamento que parece estar faltando à maioria das bandas com relevância e relativo alcance midiático. Vivas ao Drowned!

Vela "Doctor Horror Medical Group" clicando aqui.


*por Artur Mamede 

Headhunter D.C divulga capa e track list de novo álbum

"Rise of the Damned...", o novo álbum de estúdio do Headhunter D.C. que já assombrava (positivamente) os apreciadores ...