sábado, 4 de maio de 2024

Endrah, renovada, segue como trio


Após o baque que é a saída de um integrante, a Endrah, banda paulista que funde hardcore com death metal, seguirá como trio e, com essa nova configuração, já promete clipe, álbum e tour.


A renovada Endrah é formada por César 'Covero' (guitarra/vocal), Adriano 'Kardec' Vilela (baixo/vocal) e Bruno Santin (bateria), que prometem um som ainda mais brutal, violento e visceral do que o executado com o ex- vocalista Ryan Relentless.

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Mudança na formação 

A saída de Relentless, que entrou na Endrah respondendo a um anúncio de "procura-se vocalista' em 2005, deve-se a problemas pessoais e de logística, estes últimos agravados com o isolamento causado pela COVID-19.

"Nossa última turnê foi em 2019, aí veio a pandemia e complicou tudo em relação ao Relentless. Durante os três anos seguintes, ficou muito difícil até para compor novas músicas, pois ele não estava mais na 'vibe' que precisávamos", disse Vilela.

Segundo o baixista, a ideia era seguir sem Ryan mesmo e testes foram feitos para achar uma nova voz a Endrah. "Chegamos a testar alguns vocalistas brasileiros, mas não deu certo, provavelmente pela complexidade das nossas músicas. Então, decidimos tentar como um trio, tendo eu e o Covero dividindo os vocais, e soou tudo muito genuíno e entrosado. Em três semanas, avançamos mais do que em três anos!", afirma o músico.

Novos trabalhos 

A Endrah encontrou na nova formação uma energia renovada e uma dinâmica fluida, resultando na criação de 15 novas músicas, das quais 10 serão apresentadas no próximo álbum, já intitulado "Bloodshed and Violence", com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano.

"Das 15 músicas prontas, metade delas já tem letras e vocais encaixados. Cinco delas vamos deixar para um próximo EP. Vai ser ódio atrás de ódio, pois a parada está brutal (risos)", reforça Covero.

Já na segunda quinzena de maio será lançado o primeiro single dessa nova fase da Endrah. A faixa se encontra em processo de finalização e terá uma versão em videoclipe a ser lançado na mesma época.

Também existem planos para uma turnê de divulgação de "Bloodshed and Violence", com previsão para setembro ou outubro de 2024.

Mini tour de "Demonstration"

Para comemorar os 20 anos do lançamento do debut-EP "DEMONStration", a Endrah prepara uma mini turnê para o final de junho. O mês coincide com o fim dos compromissos de Bruno Santin como técnico de bateria do Sepultura. 


Capa de "DEMONStration", de 2004 (Divulgação)


Esses shows marcarão a estreia da nova formação, onde o álbum será tocado na íntegra, acompanhado por outras faixas selecionadas do repertório.

*Edição de Artur Mamede com informações da VH Press




Tributo a Saturnus contará com integrantes da própria banda



Idealizado pela banda brasileira de doom metal The Cross, o álbum "Where The Gods Play Silently – A Brazilian Tribute to Saturnus” terá a participação de dois integrantes da banda homenageada.


Thomas A. G. Jensen e Brian Hansen )vocalista e baixista, respectivamente), da banda dinamarquesa darão destaque à faixa "I Love Thee" que está sendo gravada pela The Cross, um dos pilares do doom metal brasileiro, na ativa desde 1990.


O álbum 


"Where The Gods Play Silently – A Brazilian Tribute to Saturnus” comemora os 31 anos de carreira do Saturnus e está previsto para agosto de 2024 em CD duplo.

Idealizado pelo The Cross, o álbum conta com 14 bandas brasileiras que trabalham em suas versões para a banda dinamarquesa, que além de Jensen e Hansen, se completa com Henrik Glass (bateria) e Rune Stiassny (guitarra) para executar seu Doom metal sombrio e melancólico.




A capa do álbum é assinada pelo artista Paulo Monteiro da LFX Music Works.

Track list (banda - canção)


1. The Cross (feat. T. Jensen & B. Hansen) – I Love Thee
2. Lamentos – Embranced by Darkness
3. Spectrummm – A Father's Providence
4. Ode Insone - Empty Handed
5. Endless Solitude – Pretend
6. Scarlet Peace – Chrisy Goodbye
7. Martyrdom – Limbs of Crystal Clear
8. Thy Dying Star – I Long
9. Aqueronte – Rain Wash Me
10. Under the Gray Sky – To The Dreams
11. Fohatt – A Poem (Written in Moonlight)
12. Inventor – For Your Demons
13. Sorrow Blue – Noir
14. Sacredeath – Truth

*Edição de Artur Mamede com informações da Sangue Frio Produções 



sexta-feira, 3 de maio de 2024

Andralls anuncia novo álbum "Universal Collapse"


"Universal Collapse", sétimo álbum de estúdio do Andralls, sairá em formato físico e digital no dia 25 de maio, anunciaram os fasthrashers na manhã desta sexta-feira (3).


No Brasil, "Universal Collapse" sairá pela Marquee Records com slipcase e terá o cover "Beber Até Morrer", clássico do Ratos de Porão. Já na Europa, o lançamento ocorre em meados de junho sob a responsabilidade da MDD Records.

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O que se sabe sobre "Universal Collapse"

Gravado, mixado e masterizado no Dual Noise Estúdio pelo produtor Rogerio Wecko, "Universal Collapse" tem arte da capa assinada pelo tatuador Edu Nascimento. Os dois últimos singles mais recentes foram regravados.




Todas as nove letras autorais do álbum tem participação majoritária do baterista Xandão Brito, o que confere um tom confessional a cada uma.

"Além de muito thrash, o disco traz pitadas de death, hardcore e punk, assim como coisas melódicas que a banda não fazia há tempos", disse a banda nas redes sociais. 

Na sequência do lançamento, o Andralls Xandão Brito (bateria), Alex Coelho (guitarra/vocal), Guilherme Goto (guitarra) e Renato Carvalho (baixo) parte para mais uma turnê europeia. 

Track list 

01 - Cross of Shame

02 - How Many Lives I Need To Die

03 - Escape from the Traps

04 - Dead Consumers

05 - Call Me Madness

06 - Masters of the Lie

07 - Laws of the Universe

08 - The Body Is Here but I'm Gone (instrumental)

09 - Universal Collapse

10 - Blood Fire Revenge

11 - Beber Até Morrer (Ratos de Porão Cover)

*por Artur Mamede 




Drowned discute o racismo em "Expresso 1888"

"Expresso 1888" é mais um single disponibilizado pelo Drowned na manhã desta sexta-feira (3), se juntando ao que será o novo álbum que mostra um direcionamento diferente da banda, com enfoque na realidade atual, letras em português e sonoridade para além do thrash metal.


O título é uma referência à Lei n.º 3.353, de 13/05/1.888, declarando “extinta a escravidão no Brasil” e é o novo single de uma série iniciada em março na estratégia da banda de divulgar o novo álbum.

Com uma música lançada por semana, o Drowned já soltou nos streamings as faixas "Que a Força Esteja com Você", "Ao Pó Voltarás", "Desgraça Urgente" e "Misoginia em Cristo".

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Expresso 1888

O novo single do Drowned faz referência aos constantes casos de racismo praticados pelas forças do Estado e ao racismo estrutural. A contemporaneidade da letra é reforçada com samples de noticiários nacionais e pela capa que redesenha uma imagem comum nas motociatas promovidas pela presidência passada.





Musicalmente, "Ecpresso 1888" une thrash e hardcore mais tradicionais à linhas mais prog/jazz, dando um efeito interessante ao single. Os vocais ganham outra dimensão, indo para um andamento mais lento e de guturais mais abertos, facilitando a compreensão da mensagem.

Ouça "Expresso 1888" clicando AQUI

Estas variações são ouvidas nos outros singles lançados na série e dão uma ideia do "novo" Drowned, que não teme os haters e reforça um posicionamento que vinha ficando evidente desde a pandemia (leia: Drowned - single faz referências ao governo genocida brasileiro, Drowned e os experimentos aberrantes do "Doctor Horror Medical Group" e Drowned revela capa de "Recipe of Hate").

"O novo disco tratará sobre o Brasil. Se alguém não se sente preparado a ouvir o que temos a dizer, beleza, mas vamos continuar! Música pesada não é pra pessoas que envelheceram mal, matando seus ideais por uns trocados ou aparência de normalidade", disse a banda em suas redes sociais.

Letra de "Expresso 1888"


Julgado pela lei que estrutura a sua culpa. Condenado à marginalidade, sua cor, sua cultura. Sua cor... a sua culpa! 
Segregados, perseguidos desde os ancestrais. 

O crime é sempre dos excluídos, exilados sociais. Excluídos... exilados ancestrais... 

Outro homem inocente é morto de maneira vil. 
A polícia confundiu guarda-chuva com fuzil! Invadir casa, presumir que já nasceu quadrilha. Terror e ameaça pra todos da família. 
Vão fazer parecer engano! 
Para alguns pouco importa! 
A cor é o motivo pra "deixar essa gente morta". Brasil, um país de todos, todos os preconceitos!

Drowned 

Com mais de duas décadas de atividades, o Drowned é formado por Fernando Lima (vocal); Marcos Amorim e Rafael Porto (guitarras); Rodrigo Nunes (baixo) e Beto Loureiro (bateria), time responsável pelos arregaços extremos "Bonegrinder" (2001), "Back from Hell", (2002) e "Butchery Age" (2003).

*por Artur Mamede 





quinta-feira, 2 de maio de 2024

Tá Servido? Dead Fish ganha tributo da Mutante Rádio



Muita coisa melhora com o tempo. Eu melhorei. Deixei de lado preconceitos idiotas e ouvi coisas que não ouviria por achar acessíveis e moderninhas demais para o metal/punk/hardcore e adjacências. Na lista havia o "Sirva-se", álbum de 1997 do Dead Fish.



Levei um bom tempo para me servir, mastigar e digerir. Ainda assim deixei de lado após algumas audições. E o álbum me volta a ser servido anos depois, com novos temperos, em "Tá Servido? Um tributo mutante ao Dead Fish". 


O álbum 

O álbum de 1997 dos capixabas não foi requentado. O projeto da Mutante Rádio, lançado em março último, teve por parte das 15 bandas participantes um trabalho de reconstrução e aplicação de novas cores e sabores às faixas de "Sirva-se".

Tem ska, surf music, thrash, pitadas pop punk, hardcore meio avant-gard e hardcore tradicional. Tudo embalando as letras contundentes do Dead Fish, que demorei tanto pra ouvir por culpa da "mídia especializada" que tachava a banda de hardcore melódico, termo que ainda afasta os mais puristas e/ou xaropes.

Aqui está "Tá Servido?". Acesse e ouça.

As bandas participantes são de várias localidades e de vários sotaques musicais, e além das letras do Dead Fish, o álbum ganha liga com a participação feminina nas vozes. Das 15 faixas, sete são cantadas por mulheres. E os reaças e misóginos que ainda colam no rolê que lutem.





A arte da capa é assinada pelo incansável Daniel Ete (Muzzarelas e Bong Brigade), ornando bem com a proposta da web rádio.

Track list 

1. Molotov (Skabong, de Aracaju-SE)
2. Compra! (Borm to Freedom, de Natal-RN)
3. Anarquia Corporation (Señores, de Goiânia-GO)
4. Third World Friendship (Anversa, de S. José dos Campos-SP)
5. MST (Can't Stand It, de Americana -SP)
6. Diariamente (Eskröta, de São Carlos /Rio Claro-SP)
7. Just Skate (Riffing, de Belém-PA)
8. Agressão Social/ Social Aggression (Rematte, de Fortaleza-CE)
9. Individualismo de Massa (Plastic Fire, do Rio de Janeiro-RJ)
10. Do Contra/You Against! (Sick Besta, de Brasília -DF)
11. Fight for Consciente (Blastfemme, do Rio de Janeiro-RJ)
12. Wrong (Rabo de Galo, de Curitiba-PR)
13. Lugar Algum/No Place (Álvaro Dutra, de Brasília -DF)
14. The Patty (Rosa Idiota, de Salvador-BA)
15. Social Aggression (Footstep Surf Music Band, de Campinas-SP)


*por Artur Mamede 



quarta-feira, 1 de maio de 2024

Demophobia lança "Perversidade e Violência"

"Perversidade e Violência", o primeiro álbum completo da Demophobia, foi lançado neste 1° de maio. A data, Dia do Tralhador, casa com a temática do álbum e a ideologia da banda. E antes que, num ataque de "truezice", tu descarte a matéria pensando ser esta uma banda de white metal, leia o próximo parágrafo.

O nome da banda vem das palavras gregas Demo (povo) e Phobos (repulsa). Demophobia é a repulsa, o medo, que a elite sente (deveria sentir mais) do povo. Essa é a ideia muito clara nos temas abordados no álbum.

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O álbum 

"Perversidade e Violência" é o sucessor natural do EP lançado em 2019, "Moinhos de Gastar Gente", a estreia da banda formada na região do ABC Paulista um ano antes.

No primeiro álbum cheio, Rafael Vieira (vocal), Paulo Vítor (guitarra), João Medeiros (baixo) e Arthur Henrique (bateria) executam um poderoso crossover de thrash metal e hardcore, inserções no death metal e até incluem passagens de uma calmaria incômoda. 




É nessa cama sonora que deitam as letras de forte cunho filosófico, combativo e panfletário (sem ser xarope ou academicista) da Demophobia. Há inclusive referências ao cantor/poeta Belchior na faixa "Sempre Desobedecer", verso da canção "Como o Diabo Gosta"do citado compositor.

"Perversidade e Violência' conta com 10 sons de rebelião e participações de André Alves (Statues on Fire, ex-Nitrominds e Musica Diablo), Henrick Magalhães (ROT) e Diego Rocha (Blasthrash).

Aqui está "Perversidade e Violência", acesse e ouça.

A arte da capa é assinada por João Medeiros, designer e baixista da Demophobia, também responsável pelas artes do EP "Moinhos de Gastar Gente" (2019) e do single "Modus Operandi" (2021).




O álbum foi produzido pela banda e Diego Rocha, que também mixou e masterizou a obra. As sessões de gravação de "Perversidade e Violência" começaram em fevereiro de 2023 no Bayarea Estúdios (SP) e foram concluídas em julho do mesmo ano. 

"Perversidade e Violência'" está disponível em todas as plataformas de streaming e no canal da banda no YT. O trabalho foi lançado também em CD pelo coletivo Vertigem Discos, Die Hard Records, Brado Records, Two Beers or not Two Beers Records e Tu.Pank Records.


Track list 

1. Infoproletários

2. Nunca se Renda

3. Bastilha Brasileira

4. Sem Tempo

5. Perversidade e Violência (feat. Henrick Magalhães – ROT)

6. Hackearam Nossa História (feat. André Alves – Statues on Fire/ Nitrominds)

7. Novo Pacto Colonial (The Hangs’ Anguish)

8. Estatuto da Maldade

9. Sempre Desobedecer 

10. Paralelo 11

No formato CD a obra ganha duas faixas bônus: "O Chamado" e "Modus Operandi" que haviam sido lançadas como singles.

*por Artur Mamede 




Siegrid Ingrid anuncia nova formação e volta à cena


Lançado em novembro de 2023, "Back from Hell", o mais recente álbum do Siegrid Ingrid, tem o título mais apropriado para a nova fase da banda que iniciou as atividades em 1989 e estava há mais de duas décadas sem um álbum de inéditas.



Para essa volta do inferno a banda recrutou o baterista Rômulo Minduim, que substitui Herbert Loureiro, dando continuidade a sempre eficiente linhagem de bateristas do Siegrid Ingrid. Assim, a nova formação da Siegrid Ingrid é Mauro Punk (vocal), Borô e André Gubber (guitarras), Luiz Berenguer (baixo) e Minduim.

A primeira gig dessa nova configuração do Siegrid Ingrid acontece no dia 4 de maio, no Metalcore Fest, na capital paulista.

"Back from Hell" (ouça AQUI) é um lançamento coletivo de Cogumelo, Voice Music, Tumba, Rock Brigade Records, Fuck It All Records, BC Noise Records, Tu Pank Records, Lokaos, Undergrind Records, Two Beers Or Not Two Beers e Cianeto Discos.

O retorno também conta com uma nova edição, de luxo, de "Pissed Off" de 1995. A edição, da Tumba Records (de Edu Lane, baterista da Nervosa Chaos e ex-Siegrid Ingrid) vem em formato CD, com 18 faixas extras, e DVD com dois shows gravados no Aeroanta, em São Paulo.


"Back from Hell" tem arte de Herbert Loureiro 




Integridade underground 

A volta do Siegrid Ingrid vinha sendo trabalhada pela banda, que apesar do "sumiço", nunca sumiu dos verdadeiros canais de mídia que apoiam o underground.

Uma amostra disso são os clipes de 'Never Again"  "Nojo", faixas retiradas de "Back from Hell", que vem alcançando uma relativa quilometragem no Canal da banda no YT. Assista o vídeo de "Mojo" clicando AQUI.

A banda trabalha as redes sociais de forma coerente e honesta, sem pegar carona nas modinhas, mantendo a integridade underground, o que não foi impedimento para que tivessem uma pequena citação (mas enorme para música independente) em uma revista eletrônica de rede nacional. 

Um outro ataque do Siegrid Ingrid nesta fase é o relançamento de "The Corpse Falls", que completa 25 anos em 2024.

*por Artur Mamede 





Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...