quinta-feira, 6 de março de 2025

The Host - traição aos Templários é tema de novo single


"Lords of Chaos", lançado em fevereiro pela The Host, é mais um single retirado do vindouro álbum "Ars Tenebrarum" que marca o retorno da banda mineira. A faixa também ganhou uma versão em lyric video trazendo mais luz ao tema lírico enquanto mergulha num ríspido blackened death metal.


Em seus intensos 4'30" de duração. “Lords of Chaos” narra um dos episódios mais traiçoeiros da história do Cristianismo: a perseguição sistemática aos Cavaleiros Templários no século XIV. O relato, escrito por um membro da ordem religiosa, apesar de ficcional tem sua dramaticidade baseada em fatos.

Aqui está "Lords of Chaos'. Acesse e ouça ALTO?

Segundo a The Host, o relato, ainda que fictício, é "inteiramente possível e plausível, de um cavaleiro Templário que, após anos de lealdade inquestionável à Igreja e à Cristandade, vê a sua fé e propósito desmoronarem perante a traição orquestrada pelo rei Filipe IV de França, com a conivência e o apoio do Papa Clemente V".

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Capa de "Lords of Chaos" por Emerson Maia 


Experiência imersiva 


Em "Lord of Chaos", W.A.R. (letras e vocais) faz um aprofundamento dramático, caótico e desesperado, encarnando as dores e raivas do personagem, sendo muito bem acompanhado pelas guitarras de Janderson e baixo e bateria de Alexandre e M. S. Werkhauser, respectivamente, que imprimem uma ambientação torturante à faixa, levando o ouvinte a uma experiência imersiva.

A faixa, produzida pela própria banda (que ainda conta com Haereticus nos teclados e orquestrações), foi gravada, mixada e masterizada por Alexandre Resende no X Studio Music, em Conselheiro Lafaiete (MG).

"O processo de composição e gravação foi meticuloso, visando criar uma experiência imersiva e intensa, transportando o ouvinte para a mente de alguém consumido pela traição e pelo abandono da fé. Mais do que uma representação histórica, 'Lords of Chaos' é uma reflexão sobre a deslealdade, a manipulação religiosa e os efeitos devastadores de viver sob o domínio de sistemas de poder e dogmas religiosos que exploram a fé dos crédulos e dos cegos no seu fanatismo para ganho pessoal. Acima de tudo, expõe ainda mais a podridão moral e a hipocrisia que permeiam o mundo de dominação cristã", explicou a The Host.


Outras referências 


A banda ainda esclarece que o título da recém lançada faixa não faz referências a "Lords of Chaos", livro e filme de 1997 e 2018, respectivamente, que retratam um período da cena black metal norueguesa.

"O título 'Senhores do Caos' refere-se diretamente aos verdadeiros senhores do caos na Idade Média: a monarquia e o clero, que, movidos pela ambição e pelo interesse próprio, subjugaram sociedades inteiras através da servidão, da pobreza física e intelectual e da escravidão mental, consolidando o seu poder através da manipulação política e religiosa. No contexto da música, são eles os responsáveis por destruir a vida do personagem, traindo sua fé e lealdade", ressaltou a banda.

*por Artur Mamede 


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terça-feira, 4 de março de 2025

Nightmare Slaughter revela capa de "VVLGATAE"


Nightmare Slaughter (a.k.a David Koss) divulgou recentemente a capa de "VVLGATAE", mais um álbum conceitual da entidade death metal que opera como one-man-band desde 2005. 


A capa de "VVLGATAE", assinada por Koss - como outros trabalhos do Nightmare Slaughter - segundo o próprio, retrata a podridão e a decadência do Vaticano, mostrando o que acontece por debaixo dos panos, "por trás de todo o ouro e hierarquia que existem nesse lugar". 

"VVLGATAE" sucede "The Mother of Abortions" (2023), obra conceitual que aborda a mitologia mesopotâmica e a Thelema, além de outros temas comuns a quem se aprofunda na filosofia ocultista, executados com maestria e fúria (OUÇA AQUI).




Capa de"VVLGATAE" por David Koss


Tema espinhoso



Embasado em documentários, artigos, filmes, sites e notícias de jornais, o álbum faz uma imersão crítica no submundo da pedofilia no meio religioso, especialmente na Igreja Romana, e aborda a cultura do amordacamento à suas vítimas.

De acordo com o compositor, tratar de um tema tão espinhoso, requer sangue frio por ser algo possível de acontecer com pessoas próximas. "Confesso que, durante a pesquisa e o aprofundamento, senti alguns arrependimentos por tratar de algo real, que pode acontecer com qualquer pessoa e em qualquer âmbito social, principalmente dentro do ambiente familiar. A maldade contida nos atos cometidos por séculos por padres, clérigos, diáconos, arcebispos e toda a corja ligada à Igreja Católica tem sido maquiada e escondida da luz da verdade pelos próprios e por seus seguidores, que, na maioria dos casos, servem de cúmplices para acobertar o inadmissível, baseando-se na fé imposta culturalmente", escreveu Koss.

O músico conta que houve ainda dificuldades na captação de relatos. 'Mesmo com tantos meios de acesso à informação, os casos são parcialmente vagos. Se a pessoa não tiver paciência, acaba desistindo, pois o tema não é tão difundido", ressaltou. 


Material para pesquisa 



No comunicado publicado nas redes sociais do Nightmare Slaughter, Koss listou algumas de suas fontes de pesquisa. Lá se encontram documentários como "Exame de Consciência" (espanhol), "Atrás do Véu: Sobrevivendo à Igreja Luz do Mundo" (mexicano), "Minha Máxima Culpa - Silêncio na Casa de Deus", "Não Digas a Ninguém" (polonês) e os filmes "Graças a Deus" (francês) e o vencedor do Oscar de melhor filme de 2016, "Spotlight: Segredos Revelados".

As citadas obras, segundo ele, "retratam o pesadelo real vivido por milhares de famílias ao redor do mundo, com relatos absurdos de pessoas que tiram a própria vida e de pessoas que não conseguem ter uma vida social devido ao trauma sofrido na melhor fase da vida, a infância."

Koss agradece ainda aos jornalistas Fábio Gusmão e Giampaolo Morgado Braga, pela obra "Pedofilia na Igreja: um Dossiê Inédito Sobre Casos de Abusos Envolvendo Padres Católicos no Brasil" (2023), que classifica como 'o ápice da minha pesquisa".

*por Artur Mamede com informações de David Koss 


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segunda-feira, 3 de março de 2025

Thrashera disponibiliza seu lado do split com Abigail


Os speed-black-thrashers do Thrashera disponibilizaram nas primeiras horas desta segunda-feira (3) as quatro faixas do seu lado no split com a banda japonesa de black metal Abigail. 


Para além das plataformas de streaming, o álbum "Satanic Fast Black Steel", em edição limitada a 300 CDs, já se encontra a venda na Mutilation Records (Galeria do Rock, São Paulo/SP), com o selo Blasmorfose (RJ) ou diretamente com a Thrashera.

A praga se espalhará em breve com algumas cópias sendo distribuídas pela Mundo Bzarro Distro (Vila Velha, ES), Tormenta Distro (Fortaleza, CR) e Subterrâneo Maldito Distro (Lisboa e outros países da Europa).

Leia também: Torpes - "Anomia Social" abre caminho para primeiro álbum


Capa do split "Satanic Fast Black Steel" do Thrashera/Abigail 

Conteúdo blasfemo


O lado Thrashera do split "Satanic Fast Black Steel" tem todos os espectros impuros do metal, como blasfêmia e insultos a santidade, entorpecimento por substâncias ilícitas ou não, sexo e violência. Esse conteúdo blasfemo pode ser encontrado nas faixas executadas por Chakal – vozes, Madcrusher – guitarra, Surtür Impurus – bateria, Bode de Sade – guitarra/voz e Anras Vardamir – baixo/voz.

Ouça AQUI as faixas do Thrashera no split "Satanic Fast Black Steel"

As faixas têm os registros vocais de Chakal, que deixou a banda recentemente. O membro fundador da Thrashera imprime aqui sua marca indelével para a corrente "make metal evil again". A banda segue, agora com Vardamir assumindo os vocais principais.

Difícil apontar um destaque entre estas pequenas obras encharcadas de cachaça e enxofre, mas o impacto do microconto travestido de intro "Ritual Abissal" é inegável.


Track list 


Lado Thrashera 

01. Intro Ritual Abissal

02. Ritos de Loucura

03. Volúpia da Lama

04. Nada e Nenhum

05. Sangue ao Metal (Bônus Live, somente em CD))


Lado Abigail 

01. Sex Satisfaction

02. Satan Power Unholy War

03. Power of the Demon

04. Desolation

05. Taste Defeat

*por Artur Mamede 

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Torpes - "Anomia Social" abre caminho para primeiro álbum


Recente lançamento da Torpes, o single "Anomia Social" chega como prenúncio do álbum"Histeria Coletiva", o primeiro dos paranaenses. O álbum, assim como a recém lançada faixa,  vem carregado de crítica social, tema que baseou toda sua concepção.


Segundo a Torpes (Caio - guitarra/vocal, Vinícius - guitarra, Carlão - baixo e Ezequiel “Zica” - bateria), "Anomia Social" traz os questionamentos acerca do caos e as incertezas que foram instalados em nossa sociedade. 

"É uma canção sobre perda de valores, quebra de normas, tudo o que estiver ao alcance para alcançar os interesses escusos de uma elite política corrompida, preocupada mais em se manter no poder do que com os reais problemas de uma sociedade aflita, desamparada e carente de politicas que proporcionem tudo aquilo que foi prometido, o que lhe é de direito, o básico, como retorno sobre os impostos pagos com seu suor e trabalho", explicou a banda.

Leia também: DeathBanger - "The Rise of Death" exalta o legado brutal do thrash brasileiro

"Anomia Social" tem o punch do hardcore aliado a elementos do punk e metal e isso também é visto/ouvido na parte lírica. Entre o groove e os beats e vocais nervosos, um riff recorrente durante os três minutos da faixa lembra um estridente sinal de alerta. E é bom mesmo ficarmos espertos.

Aqui está "Anomia Social". Acesse e ouça ALTO!


Capa de "Anomia Social" por Guilherme Amorim 


Primeiro álbum 


Com previsão de lançamento para o fim de março, "Histeria Coletiva" é o primeiro álbum da Torpes, banda fundada em 2019, na região conhecida como Norte Pioneiro, no Paraná.

O álbum, assim como o recente registro, teve suas gravações feitas entre julho de 2024 e janeiro desse ano, sendo produzido, gravado e mixado pelo baixista Carlão e masterizado pelo Mopho Studio (SP).

*por Artur Mamede 

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domingo, 2 de março de 2025

DeathBanger - "The Rise of Death" exalta o legado brutal do thrash brasileiro


"The Rise of Death", faixa lançada neste domingo (2) pelos speed-thrashers do DeathBanger, é mais uma marca do poderio metálico brasileiro na área do NWOTM (New Wave of Thrash Metal). O single emula a fase áurea do metal no Brasil, que conseguia imprimir em música a raiva e a velocidade apesar da precariedade tecnológica.


É é com esse espírito "sujo" que a DeathBanger (João Gomes - baixo, Rob França - bateria, Ramonth Miranda -vocal e Thiago Cruz - guitarra), recria o ambiente hostil dos anos1980, na discografia iniciada em 2018 com o EP "Reborn from the Ashes" e o single "A Question of Survival" de 2021.

Aqui está "The Rise of Death". Acesse e ouça ALTO!


Capa de "The Rise of Death"


Legado de brutalidade 


"The Rise of Death" dá continuidade ao legado brutal de bandas como Dorsal Atlântica, Sepultura (old), e os conterrâneos da Morfeus, clássica banda thrash paraense da virada 80/90, só para ficar no território brasileiro.

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O single já chega com valor histórico, sendo a primeira composição da banda desde sua formação em 2016. Na época a música era chamada de "Arising Death", o que já expressava as tendências da DeathBanger.

A faixa explora o uso de riffs estridentes desde seus primeiros segundos, logo embarcando no peso e distorção, acompanhados por baixo e bateria cavalares e guturações vocais cavernosas.

DeathBanger é um nome para ser anotado. Vai servir para esfregar na cara de quem diz que não há nada novo e de qualidade sendo feito no metal nacional.

*por Artur Mamede 


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Heed the Call lança primeiro single

 


"Human Strife", lançado em fins de fevereiro, é o primeiro single da Heed the Call, o super grupo carioca capitaneada por Marcelo Mictian (Unearthly e Affront). Thrash metal veloz e furioso, a faixa abre caminho para a chegada do álbum de estreia da banda.


De acordo com Mictian, "Human Strife" traz liricamente os conflitos humanos, suas ganancias, ambição, egoísmo, o que o músico tentou passar também pela arte da capa, assinada por ele mesmo.

Aqui está "Human Strife". Acesse e ouça ALTO!


Capa de "Human Strife" por Marcelo Mictian 



O álbum de estreia da Heed the Call, ainda sem título divulgado, foi gravado no Attic Studio (RJ), em dezembro de 2024 e, segundo Mictian, está em processo de negociação para o lançamento.



Atenda ao Chamado 



Formada em janeiro de 2025 por Rafael Rassan (Affront, Steel Voxx e Imago Mortis) nas guitarras, Jansen Vital (Afro Lata, Rajada) no baixo e Teté Blood (Gore) na bateria, além de Marcelo Mictian (vocal), a Heed the Call reúne toda essa bagagem para compor sua identidade musical.

"A Heed the Call é thrash metal com letras carregadas de criticas sociais e políticas, apontando as mazelas da humanidade e suas loucuras e ganância. Daí vem o nosso nome: Atenda ao Chamado", disse Mictian ao Riffmakers.

*por Artur Mamede 


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Facada é o primeiro nome escalado para o Porthell Metal Fest

Facada é a primeira banda anunciada para a vigésima edição do PortHell Metal Fest, um dos mais tradicionais do Norte, que acontece em julho na região do Marajó (PA). 


Atualmente composta por James (vocal e baixo), Danyel (guitarra) e Vicente (bateria), o Facada foi formado em 2003, na capital cearense, e desde sempre se caracteriza por suas letras de teor combativo e sons que fundem grind, crust e death metal.

O Facada lançou em 2018, o álbum "Quebrante" (ouça aqui). E para 2025 promete enriquecer sua discografia com um split em conjunto com o Rot, coincidentemente a primeira banda anunciada no Porthell de 2024.

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Flyer do Porthell Metal Fest por Márcio Aranha 

Porthell Metal Fest 


O Porthell, realizado desde 2005 na cidade de Portel, região do Marajó (PA), chega a sua vigésima edição e se consolida como um dos festivais regionais mais fortes do circuito independente.

A princípio criado por amigos apenas para suprir a carência de eventos de metal na cidade, o Porthell já avançou as expectativas no seu primeiro ano, tendo como headliner o Violator (DF).

*por Artur Mamede 


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Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...