quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Delinquentes dispara clipe de "Um Milênio de Silêncio"


*por Artur Mamede 

"'Um Milênio de Silêncio' é o minuto de luto, eternizado agonizadamente para as próximas gerações." assim a Delinquentes, veterana do HC paraense e brasileiro, definia a faixa homônima que teve sua versão videocliptíca lançada nessa quarta-feira  (3).

A faixa, gravada no Fábrika Studio por Kleber Chaar, foi transformada em clipe pela Mekaron Filmes, com direção do Eduardo Sousa, em locações feitas em um ferro velho da cidade de Belém. 

"A intenção foi mostrar o desespero e a falta de caminhos do ser humano num mundo semi destruído, num cenário com referências a filmes como Mad Max, com os gritos entalados dos integrantes pelas mordaças da civilização", diz a banda.

Influências thrash metal

A letra, composta no auge da pandemia, retrata o pesadelo do ser humano diante de uma pandemia apocalíptica, em cima dos riff's thrash metal do guitarrista Paulo Bigfoot, que tentou resgatar uma pegada do metal oitentista ao hardcore mais moderno feito atualmente pela banda.

"Os riff's do Bigfoot trazem suas influências thrash metal e nesse caso, um thrash mais oitentista, com influências de 'Kill 'Em All' do Metallica e outros" conta o vocalista e funddador da Delinquentes, Jayme Katarro. A banda se completa com Pablo Cavalcante  (baixo) e Raphael Lima (bateria) já escolados n0 crossover a que a banda se propõe.

Veja aqui o clipe de "Um Milênio de Silêncio"


domingo, 31 de outubro de 2021

"Hungry for Rot" da Podridão é um brutal tributo ao death metal primitivo


*por Artur Mamede 

De Itaquaquecetuba (SP) o trio death metal Podridão (Rotten Flesh - guiit., Repugnant Fat - bat., e Putrid Dick - bx e voz) disparou no sábado  (30) o single "Hungry for Rot", faixa que traz ao público o lado mais primitivo do estilo executado pela banda.

O single terá uma edição física de 150 cópias com distribuição da própria banda e do mitológico selo Kill Again Records. "É somente um single mesmo, com uma música. Gostamos de fazer lançamentos nesse formato e com baixas tiragens" explicou Rotten Flesh (a.k.a Ivi Kardec).

Tributo à brutalidade 

O brutal e primitivo death metal da Podridão, com riffs de guitarra e vozes dilacerantes e baixo e bateria sempre avançando na velocidade, já é marca da banda desde sua fundação em 2016. 

As referências ao estilo firmadas nas bandas do final dos anos se 1980 e início da década de 1990 também encontram eco no sangrento texto de abertura do video clipe: "Metal to kill bastard posers", que é claro não deve ser encarado com seriedade. 

"Somos uma banda que desde o começo tem a proposta de fazer o Death Metal primitivo com a inspiração do final dos anos 80 para o 90. Respeitamos todos os estilos, mas nossa proposta é cravada nessa linha de som", afirma o guitarrista. 

O single


“Hungry for Rot” foi gravado, mixado e masterizado no No Limits Studio em parceria com a Atom Lab. A capa é assinada por Emerson Maia (Visceral Slaughter, Escafism, Candiru e  outras) e as fotos são de Cláudio Preto.

Confira aqui o clipe de .Hungry For Rot




sexta-feira, 29 de outubro de 2021

MANGER CADAVRE? - Novo e raivoso álbum, "Decomposição", já está disponível

(Foto: Dani Moreira)

*por Artur Mamede

Lançado nessa sexta-feira  (29) "Decomposição" é o novo trabalho, e terceiro álbum cheio, da Manger Cadavre? banda de hardcore crust enraizada em São José dos Campos (SP) e uma das mais atuantes no submundo musical brasileiro. O álbum tem distribuição Xaninho Discos e Blood Blast, braço digital do selo alemão Nuclear Blast. 

"O 'Decomposição'  é fruto de toda a angústia vivida nesses dois últimos anos (seja no âmbito individual ou no coletivo). Por outro lado, é também resultado de uma grande rede de apoio, que com o financiamento coletivo, possibilitou a gravação desse material e de muitos amigos que se mobilizaram para nos ajudar com o que poderiam. A todos que se envolveram de alguma forma, nosso muito obrigado", disse a banda em publicação nas redes sociais 

"Decomposição" tem capa de Wendell Araújo 

As 11 faixas já esrao disponíveis e "Apatia", single da obra, tem video clip muito bem trampado no YouTube. "Decomposição"  foi gravado, produzido e mixado por Otavio Rossato (Desalmado, Violet Soda) no Family Mob (São Paulo/SP). Luiz Sangiorgio foi assistente de gravação e o álbum teve masterização de David Menezes. A capa:é assinada por Wendell Araújo (Cólera, Uganga) e o encarte é de Alcides Burn (Krisiun, Funeratus e Lockdown).

Track List

1 Epílogo
2 A Raiva Muda o Mundo
3 Em Memória
4 Vida, Tempo e Morte
5 Apatia
6 Miseráveis
7 Neocolonialismo
8 Tragédias Previstas
9 Profetas da Submissão
10 Demônios do Terceiro Mundo
11 Cemitério do Mundo

Ouça em sua plataforma favorita: https://bfan.link/decomposicao

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Kill Bozo - Volume 1. " total intenção de chocar e insultar os conservadores"


*por Artur Mamede 

A Kill Bozo banda formada em 2019 na cidade de Goiânia (GO) e agora um combo intetestadual antifa, lançou em 08 de outubro a   daixa "ODEIO" o primeiro single e video clipe (colaborativo) do primeiro full album, "Kill Bozo - Volume 1" disparado no dia 15 do mesmo mês e que vinha sendo arquitetado desde 2020.

ODEIO

De acordo com a banda, a faixa demonstra toda a insatisfação com o tenebroso momento de nosso país. No vídeo clipe a banda contou com participações de amigos e companheiros da cena underground que somaram com todo o sentimento de coletividade do projeto.


"A repercussão tem sido extremamente positiva, tanto pela quantidade de plays nos streaming como pelas boas críticas, além de ter despertado a ira do gado que invadiu nossas redes sociais e nos fez rir pra caramba com toda a sua demonstração de burrice. Enfim, irritar fascista é uma das funções dessa banda!", disse Ruy Araújo, integrante do coletivo e uma das caras d0 canal Motim Underground.

O álbum 

O full lenght "Kill Bozo - Volume 1" teve a produção iniciada em 2020, ao mesmo tempo em que uma pandemia deixou o país em colapso.. O álbum evou cerca de 1 ano para ser finalizado e foi produzido pelo baixista da banda Ali Rosa.. 
Ainda mais indignados, a Kill Bozo trabalhou duro para que a música feita pela banda transmita toda a revolta que sente em relação à destruição deste país.

"O álbum tem 13 faixas que são verdadeiros manifestos antifascistas, músicas que gritam contra o desgoverno miliciano, em prol do livre amar, do companheirismo, e com a total intenção de chocar e insultar os conservadores que se espalharam como um câncer pelo país" comenta Ruy.
 
Interestadual 

A ideia era transformar em música toda a indignação com a atual conjuntura política do Brasil, onde o fascismo se institucionalizou", atesta a banda no seu release.


A  mesma pandemia que isolou também fortaleceu a banda, que em 2021, evolui para um coletivo interestadual, somando aos membros originais mais um punhado de camaradas que fortalecem a luta. O projeto seguirá em plena atividade, a princípio nos estados de Goiás e Tocantins, demonstrando assim todo o sentido de coletividade que um projeto como a Kill Bozo necessita.

O coletivo opera em total alinhamento, tanto musicalmente como em ideais, com ânsia de despejar todo o descontentamento com o status quo. Desta panela de pressão, aliada à dedicação dos envolvidos, nasceram as primeiras composições da banda.

A manifestação antifascista da banda se apresenta por meio de sons que bebem em diversas fontes do rock, punk e metal, além de temperos de diversos estilos brasileiros e latinos.

Você pode conferir o trabalho em todas as plataformas e streaming

Spotify: https://bit.ly/vol1-spotify
Deezer: https://bit.ly/vol1-deezer
Apple Music: https://bit.ly/vol1-apple
Outras plataformas: https://onerpm.link/468726512570

Assista ao clipe de Odeio clicando aqui.


sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Sarcasmo e incorfomismo: The Solitaryman Monoband lança EP homônimo


*por Artur Mamede 

Dos inúmeros feitos do musico capixaba Cacá Côgo durante a pandemia, (produção e criação musical, séries de covers nas plataformas de video, bate-papos virtuais e a luta diária para promover esses atos), o mais expressivo, o The Solitaryman Monoband, lancou no dia 19 de setembro o EP que leva o nome do projeto .

São sete faixas de um punk rock sujo, rápido e áspero, ainda assim rico, músico e liricamente. Côgo encarna o espírito FVM (ou DYI), da produção a execução das músicas, cantando, tocando um violão distorcido e fazendo a cama percussiva usando os pés para acionar bumbo, caixa e chimbal. Nos 15 minutos de duração do trampo a  maquina não para e despeja nos ouvidos doses de sarcasmo, ironia, inconformismo e raiva. É mais uma tijolada na vidraça do reacionarismo, e claro, vinda do submundo independente, já que parece tudo tranquilo no rock corporativo. 

Solitário, mas não sozinho

Sobre a riqueza falada acima, muito se deve às collabs generosas e bem executadas de Alex Mesquita, o Japa, na captação de áudio e produção, e Marcos Tadeu, que assina mixagem e masterização.

Cacá, o solitaryman (foto: divulgação)

"Aré o último EP de 2020, ''Hipocrisia a gente vê po aqui'', eu gravava tudo sozinho. Da forma mais tosca possível. Pra esse novo EP, eu chamei meu amigo de longa data Alex Mesquita, que cuidou da captação do áudio e da mix. Minha ideia era fazer um trampo com uma qualidade de gravação melhor sem perder a tosqueira. Daí pra mix e master chamei meu outro brother Marcos Tadeu" comentou Côgo. 

A sonzeira tem também a participação luxuosa de Mário Mariones (baixo e voz do Garrafa Vazia) e Letícia Pires (A Creche) em  "Assassinos” e  “Onde Você Estiver Eu Não Quero Estar”, respectivamente, além de uma música de Cezar Marco, "Cai Fora".

"Foi um lance legal que rolou. Nesse meio underground a gente acaba fazendo muitos amigos. Mesmo de longe. Tive o prazer de ter no EP as participações de meus queridos Mario Mariones e Letícia Pires. Além das participações, eu fui agraciado com um música do meu brother Cezar Marco "Cai fora". Ele mandou a música pra eu ouvir, numa versão caseira de voz e violão e eu pirei! Logo já adaptei pro meu estilo e ficou ótima! Curto muito essa canção", conta o solitaryman.

Reciprocidade 

Mariones fala sobre a collab e rebate os elogios. "Fui convidado para gravar um hardcore e mesmo que nos últimos tempoa eu faça uma linha vocal mais brutal, foi uma experiência legal cantar com o Solitaryman. O Cacá me enviou o som e tive apoio do guitarrista do Garrafa, Vancil Cardoso, na gravação. E foi do caralho! Cacá é gente boa, regravou 'Autonomia'  do Garrafa, curto muito a pegada lo-fi e o amor que ele transmite pela música nesse tête-a-tète, essa coisa de Professor Pardal de montar o timbre, a produção, trocar ideias com as figurinhas do underground. Foi uma honra. E ficou fudido, né?"

Clipe de apresentação 

O destemido Solitaryman ainda a reboque do lançamento do EP, publicou o lyric video de "O Que Falta Acontecer?", que pode ser conferido clicando aqui

O EP está disponível em todas as plataformas digitais e logo terá sua versão física, a ser distribuída pelos selos Velho Rabugento (PE) e  D’Outro Lado (SP).


sexta-feira, 10 de setembro de 2021

"Um Milênio de Silêncio" é o novo grito dos Delinquentes


*por Artur Mamede 

Publicado na última quinta-feira (9) “Um Milênio de Silêncio” dos veteranos Delinquentes é a 3ª faixa lançada pelos paraenses, em forma de single ou clipe, desde que a pandemia começou. A faixa faz parte de um conjunto de músicas que comporão o próximo disco, com previsão de lançamento para 2022 que já tem metade do repertório gravado. "A letra foi feita no auge da pandemia, ainda ano passado, quando o cenário estava bastante assustador, pois nem sabíamos ao certo se haveria vacinas num futuro próximo", disse o vocalista Jayme Katarro.

"É uma letra carregada até então de um pessimismo que quase todos passaram, quase um desespero coletivo. Trata-se de um grito entalado em nossa garganta que ecoou mais anda ao sabermos de todas as trapaças do governo federal, com propinas das vacinas e relativizações sobre o vírus. Um negacionismo que repercutiu em seus seguidores desumanos", apontou o músico.


Rifferama caótico para dias caóticos

A sonoridade do single carrega um riff pesado de thrash metal, feito pelo guitarrista Paulo Bigfoot, já mostrando a que veio na banda (ele ingressou na Delinquentes final de 2018). É uma música que vai na contramão da anterior lançada, 'Carro Prata', cuja melodia é mais cadenciada e com toques de rap core. 'Um Milênio...', ao contrário, é rápida, pesada e agressiva, como os tempos caóticos da pandemia pediam". A faixa foi gravada, mixada e masterizada em maio no Fábrika Studio pelo Kleber Chaar, que trampa com a Delinquentes desde 2012. Chaar também assina a produção do single juntamente com a banda que tem apoio da Xaninho Discos Booking.

"A capa, mais uma vez a cargo do parceiro Paulo Victor Magno (autor das polêmicas artes do Facada Fest), solta para todos os lados o que berramos na música: Da CPI às manifestações do gado, tudo sob a sombra do Hitler do 3° Mundo, e em cima dos túmulos das vítimas da Covid e do mal governo. 'Um Milênio de Silêncio' é o minuto de luto, eternizado agonizadamente para as próximas gerações", pontuou Jayme Katarro.

Ouça "Um Milênio de Silêncio" clicando aqui






"O Mundo Está Acabando" d'Os Decréptos ganha video animado

* por Artur Mamede 

Incansáveis, os punk rockers antifas d'Os Decréptos (Wal Ataíde - guitarras, Danihell Moreira - vocal, Lucas Gomes -baixo e Rodrigo Teles - bateria) lançaram no 7 de setembro o clip de "O Mundo Está Acabando". A faixa composta na primeira fase da banda (iniciada em  2007) ganhou animação pelas mãos do cartunista Leandro Franco, que também é baterista/vocalista da Asteroides Trio. 

"'O Mundo Está Acabando' é uma música antiga, da primeira fase da banda, composta por Michel Bruno e Rafael Dornelas, ex guitarristas da banda. Mesmo sendo antiga ela nunca tinha sido gravada, e quando estávamos selecionado as músicas que iriam entrar no CD ela foi escolhida. Mesmo sendo uma música tão antiga, acho que nunca fez tanto sentido devido a tensão política, pandêmica e apocalíptica que estamos vivendo no mundo" comentou o baterista Rodrigo Teles.

Quanto a gravação da faixa (produzida pelo baixista Lucas Gomes) e arte do clip, Teles fala da satisfação da banda com o resultado. "Curtimos muito o resultado final da gravação e achamos que merecia um clip, todos da banda já eram muito fãs do trabalho do Leandro Franco e já era uma ideia antiga ter um clipe da banda com a assinatura dele, quando escutamos o som não tivemos dúvidas que esse clip era ele quem tinha que fazer", disse.

Os  Decréptos por Leandro Franco

Processo criativo

Pouco antes do lançamento do clip, Os Decréptos, em uma edição da Resenha Decrépta (assista aqui),  deram voz ao Leandro Franco que falou sobre  o processo criativo. Teles, complementa: "O processo de criação do clipe é 100% dele, entregamos a música e falamos, 'velho, faz o que quiser' e o resultado final achamos que ficou sensacional", fecha o músico. 

Confira clicando aqui o clip de "O Mundo Está Acabando".


Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...