quarta-feira, 24 de abril de 2024

Autopsy - 35 anos de "Severed Survival"

 


"Severed Survival" álbum de estreia do Autopsy foi lançado em 24 de abril de 1989, é considerado um dos pilares do death metal que para ser ainda mais horrendo enfiou as mãos nas entranhas do gore.


A importância de "Severed Survival" pode ser medida na quantidade absurda de fitas K7 copiadas e rodadas a exaustão, nos discos que sumiram aqui e apareceram em toca-discos lá e nas centenas de camisetas estampadas (originais e "caseiras") com a icônica arte da capa, assinada por Kev Walker, que vi nesses anos.







Nasce o Autopsy 

Na lista dos grandes álbuns do selo inglês Peaceville Records, "Severed Survival" foi parido por um relativamente novo Autopsy. A banda havia sido formada em agosto de 1987 pelo baterista/vocalista Chris Relfert, recém-saído do Death após o lançamento de "Scream, Bloody, Gore" lançado em maio daquele ano.

Juntaram-se a Relfert os Erics Cutler e Edgard (guitarrista e baixista, respectivamente). Esse primeiro núcleo do Autopsy registou em dezembro a "Demo '87". Logo depois, uma segunda guitarra é acrescida com a entrada de Danny Coralles e o baixo passa para as mãos de Ken Sorvari. 

Com essa nova configuração gravam a demo "Critical Madness" em julho de 1988, que chamou a atenção da Peaceville numa época em que o death metal estava sendo disputado a golpes de foice por selos como Earache (UK) e Roadrunner (EUA).


O álbum 

"Severed Survival" é um dos grandes álbuns de estreia da música pesada, suja e barulhenta. O death metal já havia sido forjado, Death e Possessed eram acusados pela paternidade do estilo e bandas similares apareciam em garagens do mundo todo, como imitadores ou acrescendo identidade própria.

Nesse segundo grupo entra o Autopsy e "Severed Survival", que já contava com o baixo fretless de Steve DiGiorgio (saído do Sadus à época).




O estilo próprio garantiu o lugar da banda entre os pioneiros e grandes nomes do death metal e criou o que depois foi aperfeiçoado por Impetigo, Cannibal Corpse, Entombed, Dismember e outros.

Riffs e solos bem executados e virulentos, baixo virtuoso e marcante e bateria insana, mais os vocais desesperados, as vezes ininteligíveis, são usados na fórmula desse novo death metal que busca ser tão técnico quanto esporrento.

Aqui está "Severed Survival". Acesse e ouça.


A track list 

1. Charred Remains 3:38
2 Service For A Vacant Coffin 2:49
3 Disembowel 4:04
4 Gasping For Air 3:18
5 Ridden With Disease 4:50
6 Pagan Saviour 4:08
7 Impending Dread 4:45
8 Severed Survival 3:26
9 Critical Madness 4:31
10 Embalmed 3:00
11 Stillborn 2:47


*por Artur Mamede 







terça-feira, 23 de abril de 2024

Test é o novo nome no line up do Porthell Metal Fest


Test é o novo nome escalado para o line up do Porthell Metal Fest. Anunciado nesta terça-feira (23), o duo formado por João Kombi (guitarra/vocal) e Barata (bateria) levará ao tradicional festival seu inovador death/grind.


O Porthell Metal Fest chega à sua décima oitava edição mantendo o espírito de trazer ao seu palco nomes relevantes e promissores da música pesada. A edição 2024 do festival acontece em 13 de julho na cidade de Portel, região do Marajó (PA).







TEST


Uma das encarnações do espírito DIY (Do It Yourself, ou Faça Você Mesmo), o Test gera controvérsias justamente por sua liberdade e vontade de fazer por si mesmo, desde suas primeiras gigs de guerrilha (estacionar uma Kombi próxima a grandes eventos de metal, ligar os amps a um gerador de energia e tocar de graça) aos flertes com o death metal e o jazz.

Da Kombi o Test passou para os palcos mais convencionais e dividiu estes com pesos pesados do naipe de King Diamond, Napalm Death, Carcass, Cannibal Corpse, Exodus, Brujeria, Mayhem e Mortician, só pra citar alguns shows. 


* Todas as fotos do Test nesta matéria foram retiradas das redes sociais da banda *

Porthell Metal Fest 

O Porthell, realizado desde 2005 na cidade de Portel, região do Marajó (PA), chega a sua décima oitava edição e se consolida como um dos festivais regionais mais fortes do circuito independente.

A princípio criado por amigos apenas para suprir a carência de eventos de metal na cidade, o Porthell já avançou as expectativas no seu primeiro ano, tendo como headliner o Violator (DF).

Pelo palco do Porthell também já passaram Torture Squad (SP), Jackdevil (MA), Flashover (DF), Uganga (MG), Socialchaos (SP), Warpath e Delinquentes (PA), entre outros nomes em evidência no cenário underground.

Para 2024 já foram anunciados Rot (SP), Nocturnal Bleed (PA) e Retaliatory (PA).

*por Artur Mamede 



segunda-feira, 22 de abril de 2024

Disgrace and Terror dá início a The True Will of Evil Eurotour 2024



Disgrace and Terror, trio death metal radicado em Belém (PA) iniciou na tarde desta segunda-feira (22) a primeira etapa da "The True Will of Evil Eurotour 2024". A maratona começou com um voo Belém-Fortaleza (CE) de onde seguem para Lisboa, em Portugal.


O primeiro compromisso da Disgrace and Terror (Rot - vocal e baixo, Vinicius Carvalho - guitarra e Aldyr Rod - bateria) no Velho Mundo é uma apresentação no renomado festival português SWR Barroselas Metalfest, no dia 25. Ainda em terras lusitanas a D&T toca no Side B Rocks, em Alenquer, no dia 28.





A tour, organizada pela On Fire Booking Agency, leva o título do mais recente album "The True Will of Evil" lançado em abril pelos selos Distro Rock, Rapture, Misantropic, Metal Island, Brutaller e Pentagrama. O álbum logo será resenhado aqui no Riffmakers.






Experiência em tours


Além de  Portugal, a "The True Will of Evil Eurotour 2024" ainda tem datas na Espanha, França, Alemanha, Bélgica e Holanda. 





A Disgrace and Terror, nos seus 22 anos de atividades, já realizou shows e festivais em todas as regiões do Brasil, além de turnês pela América do Sul e Europa, tocando ao lado de nomes como Cannibal Corpse, Malevolent Creation, Exodus, Destruction, Kreator, Belphegor, Aeon, Napalm Death, Enthroned, Onslaught e outros.

Discografia D&T

Influenciada pelo death e thrash metal dos anos de 1980 e 1990, a Disgrace and Terror estreou com "Shadows of Violence" (2005), seguido por "The Final Sentence" (2013), "El Papa Negro" (2015), "Age of Satan" (2018) e "Casa Nefanda" (2021). 

Aqui está "The True Will of Evil". Acesse e ouça.

*por Artur Mamede 



Vulcano quebra o silêncio com "Epilogue"

"Epilogue" foi mais um trabalho cometido nas sombras pelo Vulcano, uma das bandas pioneiras do black/death metal mundial. A obra veio à luz no último dia 13 surpreendendo geral e dando ao mundo mais uma amostra de toda a brutalidade adquirida em 43 anos de experiência e 18 obras lançadas.

Leia também: Carniça dispara video de "Command"

O álbum 

Lançado pela Renegados Records,"Epilogue" tem nove faixas e a princípio pode ser visto/ouvido como um álbum conceitual observando-se os títulos das faixas e as ouvindo na ordem em que foram colocadas.

Da primeira à última faixa, "Prelude" e "Epilogue", respectivamente, é possível também notar a caminhada do Vulcano, passar por suas fases evolutivas e suas imersões musicais para além do black metal cru do Venom, flertando com o avant-garde dos primeiros trabalhos do Celtic Frost e death metal dos anos de 1980.

A faixa de encerramento conta com a invocação registrada na faixa "Bloody Vengeance" do álbum de mesmo nome, de 1986. O fim é o início, remetendo à serpente/dragão que morde a própria cauda estampada na capa de "Epilogue', arte assinada por Reinaldo Orbiux que faz as vozes em "Prelude".




“O conhecimento não se alcança com as faculdades do intelecto, essas são as de menor importância para aquele que busca”, diz o líder, fundador e guitarrista do Vulcano, Zhema Rodero, em seu hermetismo filosófico, uma característica que faz questão de registrar desde "Om Pushne Namah", EP lançado no longínquo ano de 1983.

Atualmente, além de Zhema, o Vulcano é formado por Luiz Carlos Louzada - vokills (1997-2000, 2008, 2010 - presente), C. Nunez - baixo (2022 - presente), Gerson Fajardo - guitarra (2015 - presente) e Bruno Conrado - bateria (2019 - presente), todos com grandes contribuições para novo grande álbum do Vulcano, principalmente Claiton Nunez, que assina com Zhema a composição de cinco faixas.

Zhema ainda divide três letras com Carli Cooper, parceiro desde o início da banda.

Aqui está "Epilogue". Acesse e ouça.

"Epilogue" foi gravado n'O Beco Estudios (Curitiba-PR) entre novembro de 2023 e fevereiro de 2024 e mixado e masterizado por Ivan Pellicciotti, que também assina a produção com Zhema Rodero.

*por Artur Mamede 




domingo, 21 de abril de 2024

Carniça dispara video de "Command"


Carniça, banda de Novo Hamburgo (RS) que denomina seu som como heavy rotten metal, lançou neste domingo (21) o lyric vídeo de "Command", faixa do álbum "A New Medium Ages" de 2022.

A data para o lançamento do vídeo coincide com a da fundação da banda, há 33 anos. E "Command" também vem como réquiem para o amigo Tiaraju Lima, vocalista da Torvo (conterrâneo da Carniça) falecido em 2021.

"Command" conta com um dueto vocal de Tiaraju e Mariano, vocalista da Carniça. A participação póstuma foi possível graças a gravações cedidas pela Torvo.

"... como aniversário se comemora com amizades, esse trabalho traz a participação de um grande músico que nos deixou: Tiaraju Lima, eterno vocalista da banda Torvo. 'We came alone', mas estaremos juntos nessa babilônia que é lutar por direitos e uma humanidade melhor no futuro"escreveu a banda em suas redes sociais.

Leia também: Retaliatory volta ao Porthell após 18 anos

"Command"

As imagens de "Command" trazem a banda em ação e frames estáticos de Tiaraju. Somam-se a isso fictícias cenas distópicas e apocalípticas, que se alternam com cenas reais de guerras, sendo essas um combo de toda a escrotice humana. 


Frame de "Command"


Os últimos segundos do vídeo vão fechando em fade de som e imagem, trazendo um clima dramático para a obra produzida e editada por Parahim Lustosa Neto.

Aqui está "Command", acesse e veja/ouça.

O que se ouve é uma fusão de heavy tradicional, thrash e death metal, muito bem executada por Mariano Lustosa (vocal e letras), Parahim Lustosa Neto (guitarras), Mário Lustosa (bateria) e Kauê Muller (baixo).

*por Artur Mamede 





Retaliatory volta ao Porthell após 18 anos




Representante do death/thrash brasileiro e paraense, a Retaliatory foi anunciada neste domingo (21) como mais uma atração do Porthell Metal Fest.

Com mais de três décadas dedicadas ao metal, a Retaliatory volta ao tradicional festival realizado na cidade de Portel, região do Marajó (PA), após uma ausência de 18 anos.

Leia também: "The End Complete" - O último grande álbum do Obituary

Fundada em 1990, a Retaliatory já passou por várias formações, sendo uma das mais brilhantes a que trazia Monise Sousa (R.I.P) nos vocais, função que também ocupou na Klitores Kaos, Cavalo do Cão e Baixo Calão.

Atualmente a Retaliatory é formada por Moita (vocal), Espeto e Luciano Arakaty (guitarras fundadores), Lendl Oliveira (baixo) e Wagner Nugoli (bateria).




Na bagagem para a décima oitava edição do Porthell Metal Fest a banda levará sua experiência de 34 anos registradas em três demos, uma coletânea, o álbum Retaliatory Attack (Kill Again Records, 2006), um EP e dois singles lançados, além de vários shows e participações em festivais por todo o Brasil. 

Em 2024 o Retaliatory trabalha na pós-produção do próximo álbum, com lançamento previsto ainda para o primeiro semestre.


Porthell Metal Fest 


O Porthell, realizado desde 2005 na cidade de Portel, região do Marajó (PA), chega a sua décima oitava edição e se consolida como um dos festivais regionais mais fortes do circuito independente.

A princípio criado por amigos apenas para suprir a carência de eventos de metal na cidade, o Porthell já avançou as expectativas no seu primeiro ano, tendo como headliner o Violator (DF).

Pelo palco do Porthell também já passaram Torture Squad (SP), Jackdevil (MA), Flashover (DF), Uganga (MG), Socialchaos (SP), Warpath e Delinquentes (PA), entre outros nomes em evidência no cenário underground.

Para 2024 já foram anunciados Rot (SP) e Nocturnal Bleed (PA).


*por Artur Mamede



"The End Complete" - O último grande álbum do Obituary


O Obituary dos anos de 1990 seguia firme, e muitas vezes liderava, a onda de ataques death metal que varreu o mundo na época. Depois de "Slowly We Rot" (1989) e "Cause of Death" (1990), em 21 de abril de 1992, chegava a vez de "The End Complete".

Exagero, ou não, muitos (me incluo) consideram este o último grande álbum do Obituary. A fórmula dos discos anteriores estava intacta e funcionando e os números que seguem o trabalho quando comparados ao que veio depois, apontam para a constatação de que este é o fim completo da fase de ouro da banda.

Mais um arregaço parido pela então gigantesca Roadrunner, "The End Complete" foi o primeiro álbum do Obituary a entrar nas paradas da Europa e na posição 16 na Billboard Top Heatseekers Chart.

Do álbum também foi extraído o clipe que leva o nome da faixa título (veja aqui). O vídeo teve grande quilometragem no Headbangers Ball (o equivalente ao brasileiro Fúria Metal) da MTV.

Outra marca que atesta o alcance do Obituary (e do death metal) da época, é a de vendas. "The End Complete" vendeu 150 mil cópias nos Estados Unidos e mais de 250 mil no restante do mundo.

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A obra 

Como era de praxe para toda banda de death metal que pensasse em conquistar e destruir o mundo (e contasse com o apoio de uma grande gravadora), a produção deveria passar pelo Morrisound Recording, em Tampa (Flórida, EUA) e contar com a experiência do mago Scott Burns.

E assim foi feito, como também foi feito nos álbuns anteriores. Só que desta vez, além de Burns, a produção contou com o Obituary, formado na época por John Tardy – vocal, Donald Tardy – bateria, Trevor Peres e Allen West – guitarras e Frank Watkins – baixo.

West voltava para o lugar que ocupou no álbum da estrela e esta formação é considerada a clássica, se mantendo unida por mais três álbuns.




O resultado foi um álbum de nove excelentes faixas diversas, ricas, grooveadas e pesadas, com destaque para os duos e solos de guitarra de Peres e West.

A track list
01 – I’m in Pain
02 – Back to One
03 – Dead Silence
04 – In the End Of Life
05 – Sickness
06 – Corrosive
07 – Killing Time
08 – The End Complete
09 – Rotting Ways

Ouça "The End Complete" clicando aqui.

*por Artur Mamede








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