quarta-feira, 30 de abril de 2025

"Luxferre" é o novo álbum do DannaH Project


Nono álbum do DannaH Project, "Luxferre" foi lançado em 18 de abril e traz mais uma coleção de criativos riffs de Daniel DiMelo, o musicista mineiro que encarna a entidade de música instrumental, ou heavy/no voice, como às vezes se manifesta.


Mas como pode ser ouvido nas 10 faixas de "Luxferre", o que o compõe vai além do heavy. Nos pouco mais de 36 minutos do álbum se ouvem levadas jazzy, prog, étnicas, post-punk e post-rock.

Aqui está "Luxferre". Acesse e ouça ALTO!


Faixa a faixa


Não só cordas, "Luxferre" tem ótimas batidas como o que se ouve em "Cinzas", a curta faixa de abertura que é mais que uma intro.


Capa de "Luxferre" por John Nobody Arts


Segue o álbum com o quase thrash metal da faixa título. "A Última Batalha" pende para o heavy tradicional mas longe do clichê.

A quarta faixa, "Eternidade", é das mais complexas (ainda assim de fácil digestão), criativa e alternando sombra e luz. "Janequeo" é a face étnica do DannaH Project. Hipnótica e imersiva e também agressiva com sua fúria tribal.

"Ventos do Sul" traz calma ao álbum com a bateria impondo uma velocidade contrastante. 

Virtuosa sem ser chata,  "Sete Flechas" abre com acordes que lembram violas. Logo vem uma enérgica bateria dando a deixa para os riffs e solos de DiMelo.

"Solar" vibra em nuvens de fuzz e distorção garage/shoegaze/metal. "Lobos e Cães" é uma faixa para guitarras. São várias camadas de cordas em diferentes efeitos criando uma massa sólida.

"Réquiem" fecha o álbum com uma levada barroca sacro/progressiva e nada enfadonha. Uma das grandes composições de "Luxferre" e ótima escolha para o coda. 

Leia também: Hellway Train coveriza "Solidão" da Azul Limão


O álbum


"Luxferre", assim como os demais trabalhos do DannaH Project,  foi gravado no Ilha do Fuzz Estúdio em Belo Horizonte, Brasil. Mixagem e masterização tiveram o processo dividido entre o Ilha do Fuzzy e Estúdio Casa 1098 em Esmeraldas, também em Minas Gerais.

O conceito de arte da capa de "Luxferre" é assinado por John Nobody Arts sobre a tela "The Annunciation" do italiano Francesco Solimena (c.séculos XVII/XVIII).


Track list 


01. Cinzas

02. Luxferre

03. A última batalha

04. Eternidade

05. Janequeo 

06. Ventos do Sul

07. Sete Flechas

08. Solar

09. Lobos e Cães

10. Réquiem


Já entre os melhores álbuns de 2025, "Luxferre" merece audições cuidadosas e seguidas. Sigam o Dannah Project.

*por Artur Mamede


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Hellway Train coveriza "Solidão" da Azul Limão


Em uma viagem no tempo, aos primeiros anos do hard'n'heavy brasileiro, os belorizontinos da Hellway Train resgatam a balada hard "Solidão", uma das faixas emblemáticas do EP "Ordem & Progresso", lançada originalmente pela Azul Limão em 1987.


'Solidão" vem à luz quase quatro décadas após seu lançamento em uma versão lyric video, simples e eficiente, deixando que se destaquem a letra da Azul Limão e a execução impecável da Hellway Train.

Veja "Solidão" na versão da Hellway Train clicando AQUI.

No clipe, a Azul Limão ganha outra homenagem. Por alguns segundos aparece na tela o guitarrista fundador da banda dividindo o palco com a Hellway Train num show de 2021, no Be Magic Festival (RJ).


Marcos Dantas (Azul Limão) dividindo o palco com a Hellway Train



E é nessa hora que entra um bem executado solo de guitarra. A execução da Hellway Train recria o clima dos primórdios do metal brasileiro, mas com as condições favoráveis da atualidade.


Os riffs estridentes e rápidos eztão lá, assim como baixo e bateria segurando o andamento de forma segura, com a mixagem deixando tudo audível e no mesmo nível. O vocal também se destaca na recriação do clima oitentista, abusando de forma dramática de falsetes e vibratos.


Hellway Train


Fundada em 2010, a Hellway Train é uma das mais proeminentes representantes brasileiras do N.W.O.T.H.M (New Wave of Traditional Heavy Metal), um levante mundial de bandas que buscam resgatar a estética e a sonoridade do heavy metal tradicional e que inevitavelmente esbarra no speed metal.

Formada atualmente por Marc Hellway nos vocais, Vinicius Thram na guitarra, Chris Maia no baixo e Filipe Stress na bateria, a Hellway Train lançou recentemente é o EP "Strike by Lightning" (ouça AQUI), lançado em abril. 

São três faixas com uma abordagem mais agressiva que a composta para o álbum "Borderline" (2024). No EP a Hellway Train aposta numa pegada mais speed, às vezes flertando com o metal punk. E botem fé, os caras acertaram.

*por Artur Mamede


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terça-feira, 29 de abril de 2025

Delinquentes - dos primórdios da banda, "Chernobyl" vira web clipe


Veteraníssima no HC/crossover paraense e brasileiro, a Delinquentes disponibilizou recentemente o web clipe de "Chernobyl", faixa que tinha seu último registro oficial no álbum "A Serpente" (2024), mas que faz parte do repertório da banda desde o fim da década de 1980.


A formação Jayme Katarro (vocalista/fundador), Paulo Bigfoot (guitarra), Pablo Cavalcante (baixo) e Raphael Lima (bateria), que regravou "Chernobyl" se consolida como a mais prolífica da Delinquentes, banda iniciada a quase 40 anos e que sempre ergueu a bandeira independente.

E de forma independente vem o clipe da faixa (assista clicando AQUI). 

O eficiente apoio vocal de "Chernobyl"

A produção


Gravado no Fábrika Studio, em Belém, o web clipe tem produção assinada por Kleber Chaar, um quase Delinquente de tanto que acompanha a banda, sendo também o produtor de "A Serpente" e de nais uma penca de bandas e projetos paraenses.

Leia também: Unblooded - "Marcas daTortura" retrata a brutalidade carcerária

Essa promiscuidade (sadia) entre banda, estúdio e produtor garantiu a boa captação e a ótima atuação da Delinquentes no vídeo.

"Chernobyl" é urgente em velocidade e duração. São 1'23" de riffs muito bem executados, baixo e bateria com grande destaque no andamento quase thrash e os vocais raçudos de Jayme Katarro.

A letra, tipica da epoca em que foi escrita, ainda cabe para o mundo atual o que justifica seu resgate. Além de que o título vale (e é usado como ) refrão, aqui reforçado pelos vocais de apoio de Raphael Lima, Paulo Bigfoot e Pablo Cavalcante, mais os fotógrafos e amigos (também quase Delinquentes) Vítor Peixe e Breno Barros.

Para ouvir ALTO!

*por Artur Mamede


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Unblooded - "Marcas daTortura" retrata a brutalidade carcerária



O visceral "Marcas da Tortura", disparado no último dia 10, é a estreia em video clipe dos death grinders maranhenses do Unblooded. A obra audiovisual, realizada totalmente no espírito FVM, é carregada de brutalidade e nada aqui é gratuito, não é barulho pelo simples barulho e o sangue derramado tem seus porquês.


"Marcas da Tortura" faz referência ao caso dos irmãos Naves, um dos maiores erros judiciários da história do Brasil e que continua sendo repetido nos porões e celas dos DPs.

Aqui está "Marcas da Tortura". Acesse e ouça ALTO.



Frames de "Marcas da Tortura"

O clipe


Para o peso do tema, o teor da letra e a massa sonora death grind de "Marcas da Tortura" só um acompanhamento igualmente brutal. O que foi alcançado na parceria entre a Unblooded e o diretor André Bakka.

Leia também: Inferno Nuclear - lyric video chama para novo álbum

Num cenário simples, uma imensa mortalha e a banda banhada em sangue (com algumas inserções externas e de um programa de TV), Bakka e equipe captaram e reproduziram no clipe a mensagem da Unblooded.

O clipe foi realizado de forma totalmente FVM num esforço colaborativo que deu certo. A começar pela cenografia que leva a assinatura de Maria Helena Costa (responsável pela mortalha e mãe do guitarrista Alexandre Costa), do próprio Alexandre e André Bakka.

Bakka aparece outras vezes na ficha técnica, como maquiador e um dos torturados do clipe (o outro é interpretado por André Luiz e o torturador por Gusttavo Bazílio, baixista da banda e também coordenador de produção e produção geral).

A equipe se completa com Débora Selv na produção geral, maquiagem e efeitos especiais ("assistente de sangue"), Lucas Mano (baterista da Unblooded e produção geral) e Adam Fragoso na direção de fotografia, edição, montagem e colorização.


Unblooded


Com uma década de atuação na música extrema, a Unblooded tem na formação atual, alem dos citados Alexandre Costa, Gusttavo Bazílio e Lucas Mano, o vocalista Aleff Lopes.

"Marcas da Tortura" foi retirada do EP de mesmo nome lançado em dezembro de 2023. O trabalho de media duração tem sete faixas elaboradas e gravadas já com a formação atual.


Capa de "Marcas da Tortura" por The Darkside Art

O EP foi gravado no KM4 Produções sob a mão de Ruan Cruz, que mixou, masterizou e orientou a Unblooded nas gravações. Débora Selv articipa ainda da  obra nos vocais de "Esquadrão de Bruxas".

"Marcas da Tortura" saiu com o apoio de Nilberto Borges da Metal Island Records e todo esse esforço conjunto que fortalece o ecossistema da música extrema nacional.


*por Artur Mamede

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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Inferno Nuclear - lyric video chama para novo álbum


A Inferno Nuclear publicou no último dia 07 o lyric video de "Inferno Nuclear". A faixa abre a campanha de promoção do novo álbum, programado para ser lançado em 12 de maio.


A versão lyric video de "Inferno Nuclear" leva a assinatura do experiente Marcelo Silva (Blasfemia Art), que animou a capa criada por Kleber Guimel para o sucessor de "Diante de um Holocausto" de 2021.

Aqui está "Inferno Nuclear". Acesse e ouça ALTO!!


Capa de "Inferno Nuclear" por Kleber Guimel 

Cenário geopolítico atualiza o tema


A faixa tem 3'51" de um veloz thrash metal da velha escola e a letra, mesmo com temática comum ao estilo, aparece relevante já que o atual cenário geopolítico mundial não colabora para criação de temas mais amenos. 

"'Inferno Nuclear' traz à tona questões sobre a guerra e a violência no mundo contemporâneo. Em um contexto geopolítico marcado por tensões, a letra aborda a Guerra Fria e a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial, refletindo sobre conflitos que têm ceifado milhares de vidas", detalha o vocalista Wellington Freitas. 

"Nos últimos anos, o mundo tem sido testemunha de crises humanitárias devastadoras. A guerra na Síria, o conflito entre Rússia e Ucrânia, e a situação entre Israel e Palestina são apenas alguns exemplos de como a humanidade se encontra em um estado de alerta constante", completou Freitas. 

Leia também: Escafism na escalação do Setembro Negro Festival


O novo álbum 


"Inferno Nuclear", o single e o álbum,  foi gravado no Estúdio Madness Music (Jardim da Conquista, SP) em outubro e dezembro de 2024. 

Com produção por Thiago Bezerra, o álbum traz a banda afiada nas composições e estabilizada com uma formação experiente, que tem além de Wellington, o guitarrista Leonardo Garcia, o baixista Leandro Lronnos e o baterista Marcos Luz.

Assim, a banda que tem origens na capital paraense, expande seu poder de fogo com mais um trabalho de longa duração que pode repetir,  ou superar,  o êxito de seu álbum de estreia. 


*por Artur Mamede 


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terça-feira, 8 de abril de 2025

Escafism na escalação do Setembro Negro Festival




Expoente amazonense do technical slamming brutal death metal, a Escafism está no cast 2025 do festival Setembro Negro. A escalação divulgada nesta terça-feira (8) traz nomes de peso da música extrema brasileira e gringa.


No front do metal extremo desde 2018, a Escafism (Júnior Martins - vocal, Sid Lima - bateria, Profanus Java - guitarra e César Zystus - baixo), se apresenta na tarde de 7 de setembro,  dividindo o Palco Infernal com Morkalv, Orthostat, Tyranex, Nervochaos e Varathron.


Cartaz oficial do Setembro Negro Festival 

O Riffmakers conversou com Júnior Martins,  frontman da Escafism,  logo após a divulgação do cast pela Tumba Productions. O papo foi rápido,  ainda sob a carga emocional trazida pelo anúncio. Havia muito a se dizer, mas pouco tempo para falar. Confira.

Leia também: Dannah Project dispara "Sete Flechas", terceiro single de "Luxferre"


Atual formação da Escafism 


Riffmakers: O anúncio do cast da edição 2025 acabou de sair nas redes sociais da Tumba Productions. Fui conferindo os nomes, muita coisa foda, e já no final,  lá estava a Escafism.  Como foi ter recebido,  junto com o público,  a notícia?

Júnior Martins: A gente já vem trabalhando há muito tempo para participar desse evento, sempre nas vindas da Nervochaos a Manaus fazíamos questão de estar presentes,  tocando ou na plateia,  assim conseguimos mostrar nosso trabalho ao Edu Lane (baterista da Nervochaos, cabeça da Tumba Productions e criador do Setembro Negro). E em 2024 fizemos uma mini-tour em São Paulo e no Chile, o que, com toda certeza, chama a atenção.  Então trabalhamos muito e insistentemente para termos o que colhemos hoje.

Recebemos a notícia da melhor forma.  Já há uns dias estávamos apreensivos, na ansiedade mesmo, e quando saiu o cast ficamos muito felizes. Isso nos dá força para almejar cada vez mais coisas melhores para a Escafism. 

Riffmakers: Qual a importância de participar do Setembro Negro e o que esperam de retorno?

Júnior Martins: É magnífico estar mum festival desse calibre com nomes de peso do metal nacional e referências internacionais no maior evento do tipo na América do Sul e da América Latina. É uma alegria tremenda. 

Esperamos com isso uma maior aproximação com o público, mostrando nosso trabalho ao vivo para um grande número de pessoas.  Isso ainda gera um intercâmbio, já que o público também é formado pelas bandas e produtores.  Tudo isso dá um retorno magnífico. 

Riffmakers: O cast é um dos mais pesados já trazidos ao Brasil e a Escafism está incluída.  Como público,  o que mais esperam assistir?

Júnior Martins: Tenho minhas opiniões,  mas sei que casam com as da Escafism.  Então,  minhas expectativas são de ver Triptykon (tocando Celtic Frost), Incantation, Watain,  Varathron e, claro, as nacionais. 


Cast completo do Setembro Negro 2025


- 05 de setembro (sexta-feira):

- Palco Maioral

Thulcandra

Primordial 

Agalloch

- Palco Infernal 

Necrofilosophy

Vermin Womb

The Crown

- 06 de setembro (sábado):

- Palco Maioral 

Wisdom

Imprecation

1349 

Coven

Macabre

Watain

- Palco Infernal 

Necromanticu

Leprovore

Féretro 

Bütcher

Primitive Man

Incantation 

- 07 de setembro (domingo):

- Palco Maioral 

The Mist

Ash Nazg Burz

Darkened Nocturn Slaughtercult

Power Trip

Candlemass

Triptykon (tocando Celtic Frost)

- Palco Infernal 

Morkalv

Escafism 

Orthostat 

Tyranex

Nervochaos 

Varathron 

*por Artur Mamede 


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sábado, 5 de abril de 2025

Dannah Project dispara "Sete Flechas", terceiro single de "Luxferre"


O Dannah Project, assinatura musical instrumental de Daniel DiMelo, disparou na última sexta-feira (4) o single "Sete Flechas" encurtando assim a distância do agora até o lançamento de "Luxferre" no próximo 18 de abril. 


Como já é característico do som do DannaH Project, "Sete Flechas"  e as demais composições de "Luxferre", não exigem letras e palavras: "carregam a manifestação de luz e sombra através do som instrumental", afirma o músico. 

Ouça "Sete Flechas" e os outros singles de "Luxferre' CLICANDO AQUI. 


Capa do single "Sete Flechas"

Virtuosa sem ser chata,  "Sete Flechas" abre com acordes que lembram violas. Logo vem uma enérgica bateria dando a deixa para os riffs e solos de DiMelo. 

No single,  a bateria tem um protagonismo surpreendente (para uma peça baseada em guitarras), deixando-o quase ao ponto do thrash metal.  

Leia também: Ofensiva Sonora/Fábio Belluci canta as guerras do "Século XX" em punk folk


Luxferre 


"Luxferre", a sair em 18 de abril (já em pré-venda no Bandcamp), é o nono álbum do DannaH Project. Das 10 músicas que o compõe,  três sairam como singles, "Janequeo", a faixa título é agirá "Sete Flechas", composições instrumentais que abrangem um som pesado e melódico. 


Capa de "Luxferre" por John Noboby Arts


Segundo DiMelo, produtor de "Luxferre", o álbum não está preso a um estilo específico, fazendo referências ao heavy metal, postmetal, postrock e outros gêneros e subgêneros.

"Luxferre", assim com os recentes singles e todos os outros trabalhos do DannaH Project foi gravado no Ilha do Fuzz Estúdio na capitalmineira. O Ilha dividiu a mixagem e  masterização com o Estúdio Casa 1098 em Esmeraldas, também em Minas Gerais. 


*por Artur Mamede 


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Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...