quinta-feira, 3 de abril de 2025

Disfagia - "Horrores da Guerra" é o novo EP da one-man-band


De Fortaleza (CE), a one-man-band Disfagia disparou no último dia 2 mais um EP. "Horrores da Guerra" tem oito violentas faixas compactadas em 7'03" de duração. E o que ouve é uma amálgama de crust/grind/HC muito bem executado.



Encarnada em Victor Viana (composições/vocais/todos os instrumentos), a Disfagia leva a sério o prefixo "DIS". É nítida a influência do hardcore britânico do Discharge  e outros arregaçou sonoros como Doom, Extreme Noise Terror, Disrupt, Terrorizer e Napalm Death mais primitivo. 

Aqui está "Horrores da Guerra". Acesse e ouça ALTO!


Capa de "Horrores da Guerra"


Brutalidade  crescente 


Em "Horrores da Guerra" a Disfagia sobe ainda mais o nível da brutalidade cometida nos seus trabalhos anteriores, a isso se deve mais experiência e melhor qualidade de gravação. 


Das oito faixas de "Horrores da Guerra", três já haviam sido publicadas no EP 'Armagedom", lançado em setembro de 2024, que aqui ganharam um novo verniz, soando mais altas e claras e mantendo a violência do registro original. 

A temática lírica é aquela comum ao que se pede a quem encara a proposta de fazer grind/crust: guerras, fome, autoritarismo e exploração.  Parece repetição,  mas a culpa é da humanidade que insiste em repetir estes erros dando motivo para que se façam mais músicas (ou anti-músicas) de repúdio. 

Track list 


01. Horrores da Guerra 
02. Guerra Profana 
03. Miséria 
04. Guerra Nuclear 
05. Parasitas 
06. Morte Corporativa 
07. Revolta 
08. Guerra, Morte e Destruição 


Outros registros 



Da Disfagia e Victor Viana (a.k.a Victor Skullcrusher) também são encontrados no Bandcamp o já citado "Armagedom", o EP "Carcaça' (julho,  2024) e as demos "Miséria e Exploração" e "Puro Desprezo", de setembro de 2023 e agosto de 2022, respectivamente. 

Ainda de Victor, a plataforma abriga os projetos paralelos Wardog, Achalasia e Scumbag, todos transitando entre os subgêneros mais extremos da anti-música. Recomendo.

*por Artur Mamede 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 






quarta-feira, 2 de abril de 2025

Sacrifix - lyric video de "Let's Thrash" levanta alto a bandeira do estilo


Como uma bandeira do estilo forjado no início da década de 1980, "Let's Thrash", o novo single/lyric video do Sacrifix lançado no primeiro dia de abril, traz a fórmula para se fazer o thrash metal nos moldes da velha escola.


Pinçado do EP de mesmo nome publicado em fevereiro, "Let's Thrash" é recheado de referências ao estilo, o que  pode ser notado nas várias partes que compõem a faixa. São diferentes modulações vocais e andamentos instrumentais que vão do speed mais primitivo à passagens mais lentas abrindo para o stage diving e tudo com bastante personalidade.

Com tanta bagagem não é de se estranhar que "Let's Thrash " tenha mais de seis minutos de duração, fazendo da faixa um desafio para o pescoço. 

"Let's Thrash" é daquelas para se detonar ao vivo, com o título virando um poderoso refrão. A faixa tem participação de Pedro Zupo (Living Metal), Johnny Z (Metal Na Lata) e um coral thrasher que dá uma ideia de como isso funcionará em um show.

Aqui está o lyric video de "Let's Thrash". Acesse e ALTO!



Frames de "Let's Thrash"


Thrasheando até a morte


Para reforçar a mensagem passada desde o título,  "Let's Thrash" tem o poderoso recurso do audiovisual.  Mais uma vez, vários elementos do estilo são passados a limpo, fazendo do clipe um testamento do thrash metal tanto para iniciados como para neófitos, um ótimo trabalho da W. Designer.

Leia também: Madbong tece homenagem ao Planet Hemp em "Usuário"


O EP


"Let's Thrash" (OUÇA AQUI), o EP de onde o single foi retirado já se encontra na mais alta prateleira, entre os preferidos da casa e dos grandes lançamentos de 2025.


Capa de "Let's Thrash" por Emerson Maia

Produzido pela própria Sacrifix (Frank Gasparotto -vocal/guitarra, Diego Domingos - guitarra, Filipe Toninni - baixo/backing vocals e Fabio Moyses: - bateria/backing vocals), "Let's Thrash" conta com seis poderosos registros. 

A faixa título foi gravada no Tori Studios (Diadema) e as demais, no formato ensaio ao vivo, foram captadas no Armazém Studios (Tatuapé). Mixagem e masterização são assinadas por Marco Nunes e todo esse conjunto de esforços gerou essa pedra bruta do thrash metal nacional. 


Track list


01. Let’s Thrash 

02. Sacrifix (rehearsal) 

03. Raped Democracy (rehearsal) 

04. Rotten (rehearsal)

O5. Mundo Nojento (rehearsal) 

06. Let's Thrash (rehearsal) 

Essa é uma obra para se ouvir alto.  Let's Thrash Till Death!

*por Artur Mamede 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 









terça-feira, 1 de abril de 2025

Madbong tece homenagem ao Planet Hemp em "Usuário"


Lançado em fins de março, o chapado single "Usuário" dos olindenses do Madbong pesa a mão no stoner e faz uma homenagem ao Planet Hemp,  mas precisamente ao álbum de estreia dos cariocas,  nascido há 30 anos e também batizado de "Usuário".


Faixa instrumental,  grave, lenta e groovada,"Usuário" carrega nos elementos do stoner/sludge com texturas psicodélicas, que podem levar os mais chegados a um estado contemplativo (ou morgação).

Aqui está "Usuário". Acesse e ouça ALTO!

De acordo com a Madbong (Nel Guerra - guitarra, Ednie Barros - bateria e Eduardo Trindade - baixo) em "Usuário”, a banda mergulha em sonoridades pesadas, densas e repletas de efeitos psicodélicos, criando paisagens sonoras que inspiram conscientização e resistência ao proibicionismo.

Leia também: Eskröta - single "LBR" abre caminho para "Blasfêmea"


Capa chapada de "Usuário"

Pra geral 


Mas "Usuário" também é indicado aos não adeptos da cannabis. Para os que só vieram pelo som, tá tudo ok também.  Em 04'25" (ops) de duração da faixa, são despejadas toneladas de graves puxando pela memória os riffs sabbathicos, o baixo evidentemente marcado para hipnotizar e a bateria jazzeada com certa crueza.

Mixada, e muito bem, por Júnior Supertramp, "Usuário" tem algumas interessantes quebras na cadência, oscilando para uma euforia de segundos e logo voltando ao pantanoso doom. 

E quase na ponta, uma rápida inserção de áudio, um trecho de alguns segundos do clássico "Tapa na Pantera", traz uma luz a "Usuário" que enfim se apaga com uma cacofonia épica. Recomendo. 

*por Artur Mamede



sexta-feira, 28 de março de 2025

Eskröta - single "LBR" abre caminho para "Blasfêmea"


Com o lançamento nesta sexta-feira (28) do single "LBR", sigla para "Latina, Brasileira, Revolucionária", o trio Eskröta abre o ano já fazendo da recém lançada faixa as apresentações de "Blasfêmea", álbum a ser lançado em 11 de abril com distribuição da Deck.


"Latina, Brasileira, Revolucionária" tem todos os elementos do já conhecido crossover praticado pelo Eskröta acrescidos de eficiente massa percursiva. E até aqui vem funcionando muito bem. E como o trio vem se "especializando" em festivais, não abre mão de usar o título da faixa como refrão, daqueles de cantar junto. O que também funciona muito bem. E está tudo bem.

Aqui está "LBR". Acesse e ouça ALTO!


Capa do single digital "LBR" por Hell Labs


O single 


"LBR" tem produção, masterização e mixagem assinados por Gabriel do Vale, guitarrista das bandas Decomposer, Nebraska Inn e Capricorn.

O registro claro e audível, mas nada pasteurizado, mostra o domínio do trio quando o assunto é crossover/thrash/hardcore e essa bagagem ganha peso com a letra, é claro, e a percussão de Rafael Almeida e Nego Henrique da cultuada Cordel do Fogo Encantado.

"Essa é uma das músicas com mais personalidade que já escrevemos, traz um pouco da nossa bagagem e da nossa história de uma maneira diferente", disse a banda nas redes sociais.

Leia tambémPorthell convoca o hard 'n' heavy da Amazing


Blasfêmea 


Capa de "Blasfêmea" por nothing last 4ever


"Blasfêmea", o álbum sucessor de "Atenciosamente, Eskröta" de 2023, sai em 11 de abril nas plataformas digitais e logo também em mídia física, com distribuição pela Deck. 

O álbum dá continuidade à incessante luta do trio (Yasmin Amaral - guitarra/vocal, Tamy Leopoldo - baixo e Jhon França - baterista) contra vários e nocivos "ismos" que ainda insistem em surgir na sociedade e também no meio musical. 


*por Artur Mamede 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 










quinta-feira, 27 de março de 2025

Porthell convoca o hard 'n' heavy da Amazing

O Porthell Metal Fest anunciou os brasilienses da Amazing para o cast da edição de 2025 do tradicional festival. O hard'n heavy do quinteto será atração da vigésima edição do evento que este ano acontece no dia 12 de julho, como sempre, na cidade de Portel, região do Marajó (PA).


A Amazing surgiu em Brasília no ano de 2006 por iniciativa dos amigos Gus D., Fellipe Nava e Rod ‘n’ Rock, que se uniram para executar um hard rock influenciado por nomes como Van Halen, Aerosmith e Mr. Big.

Leia tambémDesalmado - "No Peace, Only Death" puxa nova fase da banda

Atualmente, além dos citados integrantes, a formação da Amazing fecha com o guitarrista Sir Arthur e o vocalista Matheus Janoski. 



A Amazing tem em seu catálogo o EP  “Hard Rock Crazy Club” de 2019 e os singles “Hard Rock Life” e “Highway To Paradise”, sendo este último o que batizou o full album de 2024, lançado pela Som do Darma (ouça AQUI).


Capa de "Highway To Paradise"


Nas nove faixas de "Highway To Paradise" a parte lírica é composta por rocks e baladas retratando temas clássicos do gênero como festas, relacionamentos e o estilo de vida rock ‘n’ rol

O disco foi gravado no Orbis Estúdio em Vicente Pires/DF e também no estúdio Refinaria no Plano Piloto. Produção, mixagem e masterização são assinadas pelo renomado Will Negrão (Plebe Rude, Raimundos, Graham Bonnet). A capa do álbum é um desenho de Rafael B. com finalização do próprio baixista Rod ‘N’ Rock. 


Porthell Metal Fest 


Um dos maiores e mais tradicionais festivais do Norte do Brasil, o Porthell Metal Fest realiza sua vigésima edição no dia 12 de julho, na cidade de Portel, região do Marajó (PA).

Conhecido pela diversidade de estilos no cast o Porthell até agora já confirmou, além da Amazing, as bandas Facada e Plastique Noir (ambas do Ceará) e as pratas da casa Mente Suicida e Born II Hate.

O Riffmakers segue na cobertura.

*por Artur Mamede 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 



Desalmado - "No Peace, Only Death" puxa nova fase da banda


Lançada como single/clipe no último dia 25, "No Peace, Only Death" inaugura uma nova fase da Desalmado. A faixa é a primeira divulgada oficialmente do álbum "Monopoly Of Violence" que tem previsão de saída ainda neste semestre. O audiovisual também é o primeiro de uma trilogia planejada para a promoção do disco.


A tal nova fase, segundo a própria banda, consiste na inserção pesada de elementos do hardcore no já devastador death metal praticado pela Desalmado. Outro ponto é a efetivação de João Limeira e Marcelo Liam como baterista e guitarrista, respectivamente, fechando a formação com Bruno Teixeira (baixo) e Caio Augustus (vocal).


Desalmado no Family Mob


Clique AQUI e assista "No Peace, Only Death" (Aviso: o clipe contém sequências de luzes piscantes e padrões visuais que podem afetar pessoas com fotossensibilidade e epilepsia)



Frames de "No Peace, Only Death"

O clipe 


Dirigido por Marcos Scaglione e Estevam Romera (ex-guitarrista da Desalmado, que também assina o roteiro), "No Peace, Only Death" alterna cenas da banda em ação no Family Mob Studios (SP, com fotografia de Scaglione) e externas que registram uma paisagem invernal e solitária em Charlotesville (Virginia, EUA).

Leia tambémTormenta relança "Homo Deus" em vídeo clipe

A ficha técnica não aponta quem assina a edição, mas essa dá a cara do clipe, variando do claro ao escuro e andamento, com a paisagem em velocidade reduzida e cortes frenéticos da anda em estúdio.

Produzido pela Desalmado, "No Peace, Only Death" conta com Lucas Chamorro como assistente de produção e Scaglione mais uma vez, agora como pós-produtor, repetindo a parceria de "Alone" clipe lançado em fevereiro de 2024.


*por Artur Mamede 

Foto de capa: Murilo Amâncio 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 








sábado, 22 de março de 2025

Tormenta relança "Homo Deus" em vídeo clipe


"Homo Deus" faixa que dá nome ao EP de 2023 do Tormenta volta a ser destaque por conta de sua versão videoclípitica. Lançado na última sexta-feira (21), a obra audiovisual enriquece o trabalho lírico/musical cometido pelos thrashers de Ribeirão Preto (SP) desde 1998.


A faixa, uma progressão natural do que foi iniciado em 2006 com o álbum"Tormenta" e seguiu com "Batismo de Dor" de 2019, mostra as intenções do Tormenta em ir além do thrash metal mais tradicional. A ótima produção e execução do clipe de 'Homo Deus" cravam essa proposta impressa no EP (ouça AQUI).


Capa do EP "Homo Deus"

O clipe 


De acordo com o Tormenta, "Homo Deus" fala sobre o ponto de vista da decadência da espécie humana, que não é “sapiens” – aquele que sabe - nem o topo da cadeia evolutiva. "Pelo contrário, traz destruição a outros seres viventes, ao planeta e consequentemente, acelera a extinção da própria espécie", diz a banda, o que é retratado no bom uso de texturas, luzes e simbolismos do clipe (veja AQUI).



Franes de "Homo Deus"


O clipe de "Homo Deus" tem argumento e direção de  Rogener Pavinski, guitarrista e vocalista do Tormenta que aqui ainda responde por Produção e Arte, montagem e colorização.

A crew fecha com Elton Ferreira (Direção de Fotografia), Daniel Massa (operador de câmera),  Ricardo Dalfarra e Danilo Marques (iluminação do set), Ana Ferreira e Patrícia Faria (pintura corporal/figurino) , Pedro Paulo (cenografia), Aline Carvalho (assistente de Produção e Arte) e Sâmia Lima (contrarregra).

As fotos do making of são de Bruno Zaqueu e Nicolas Trivilato. A produção ainda contou com os  estagiários Bruno Zaqueu, Lívia Rocha e Nicolas Trivilato

André Cruz assina a máscara do "açougueiro" e na versão com acessibilidade Eloá Delucca faz a interpretação em Libras da letra de "Homo Deus". Julia Amptala, Nicolas Trivilato, André Cruz, Mariana Rodrigues,e Pedro Luiz Santana protagonizam o clipe com boas atuações.

Todo o esforço casou bem imagens com letra e música que já eram bem boas na execução do Tormenta.


Tormenta em cena de "Homo Deus"


Também marcante é a participação do Tormenta (Luis Fregonesi - bateria, Flávio Santana - guitarra, Fernando Henriques - baixo e o já citado Pavinski), que junto a crew fizeram de "Homo Deus" uma das grandes obras audiovisuais independentes do metal brasileiro.


Incentivo a cultura 


O projeto VIDEOCLIPE HOMO DEUS é realizado via Lei Paulo Gustavo; Governo federal, Ministério da Cultura, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e Secretaria Municipal da Cultura e Turismo de Ribeirão Preto.

*por Artur Mamede 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 










Disfagia - "Horrores da Guerra" é o novo EP da one-man-band

De Fortaleza (CE), a one-man-band Disfagia disparou no último dia 2 mais um EP. "Horrores da Guerra" tem oito violentas faixas com...