quinta-feira, 8 de maio de 2025

Corazones Muertos regrava clássico do punk argentino

A icônica "Uno, dos, Ultraviolento" dos argentinos Los Violadores ganhou uma versão em português dos punk rock'n'rollers paulistanos Corazones Muertos, rebatizada de "Ultraviolento". A faixa ainda vem embalada num bem bolado lyric video.


O clipe é apresentado nas redes sociais como "agora você pode entender o que o Joe (Klener, guitarra/vocal) canta...", o que já mostra um pouco do sarcasmo da Corazones Muertos e suas influências de New York Dolls, Dead Boys e outras.

A versão brasileira não foge nada da original de 1985 e nisso até a pronúncia se aproxima, visto que Joe é argentino. Lembrando ainda que "Uno, dos, Ultraviolento" já teve uma regravação (em castelhano com sotaque alemão) do Die Toten Hosen, em 2009.

Aqui está "Ultraviolento". Acesse e ouça ALTO!


Capa do single "Ultraviolento"


Nadsat e rock'n'roll


Claramente inspirado no livro e filme "Laranja Mecânica", de Anthony Burgess e Stanley Kubrick, respectivamente, "Ultraviolento" traz gírias em nadsat (o dialeto russo/cockney criado por Burgess) que se encaixam perfeitamente na proposta do rock de rua da Corazones Muertos.

Leia também: Desalmado - "Monopoly of Violence" eleva os níveis da brutalidade

O lyric video foi desenvolvido, dirigido e editado por Raoni Joseph (baixista da Aeroplano, de Belém-PA) e Ziggy Mendonça, guitarrista da Corazones Muertos.

Já o single tem produção de Klener e Michel Kuaker, nome forte do rock paulistano e responsável pelo Wah Wah Studios onde a faixa foi gravada.

Reúna os drugues, chame as devotchkas e ouça a nova versão dessa saga urbana recontada por  Joe Klener (guitarra/vocal), Ziggy Mendonça (guitarra), Jeff Molina (bateria) e Índio (baixo), a gang dos Corazones Muertos.

*por Artur Mamede


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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Desalmado - "Monopoly of Violence" eleva os níveis da brutalidade


"Monopoly of Violence", recém-lançado album da Desalmado, já chega como uma das grandes e barulhentas obras da musica extrema brasileira de 2025. A produção esmerada mostra um direcionamento mais death metal, ainda que mantendo a crueza grind que sempre foi marca da banda. O que vale também para o conteúdo lírico que evita os clichês do metal da morte.

Produzido e gravado no Family Mob, "Monopoly of Violence" traz os primeiros registros oficiais de João Limeira e Marcelo Liam como baterista e guitarrista, respectivamente, que na companhia de Caio Augustus (vocal) e Bruno Teixeira (baixo) cometetam um dos discos mais brutais da banda.

Aqui está "Monopoly of Violence". Acesse e ouça ALTO!

Capa de "Monopoly of Violence" por Gabriel Augusto

Monopoly of Violence


O álbum tem mixagem e masterização assinadas por Hugo Silva. Um ótimo trampo que deixa a audição de "Monopoly of Violence" assombro para os ouvidos. As  10 faixas soam claras e altas e juntas moldam um megalítico bloco death grind.

A capa é outro esforço da Desalmado para manter a personalidade do trabalho. Dispensando ferramentas de IA, a banda optou pela arte orgânica de Gabriel Augusto, que, segundo a banda, captou a essência da ideia.

Leia também: Ophiolatry - single/clip de "Death Tour" aponta para novo álbum


Track List


1. Anger
2. Trauma Bond
3. No Peace, Only Death
4. Blood Thorns
5. Deaf
6. Monopoly of Violence 
7. Fall of the Empire
8. Pig Killer
9. Last Frame 
10. Suffocated

"Monopoly of Violence" tem distribuição digital da Blood Blast (subsidiária do selo alemão Nuclear Blast) e em breve ganhará sua versão em formato físico.

*por Artur Mamede

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segunda-feira, 5 de maio de 2025

Ophiolatry - single/clip de "Death Tour" aponta para novo álbum


Narrando a descida ao Hades, "Death Tour" é o primeiro single de "Sepernt's Verdict", novo álbum do Ophiolatry a sair em 6 de junho pelo selo italiano WormHoleDeath Records. Como amostra desse novo trabalho (sucedendo "Transmutation" de 2008), os deathsters brasileiros dispararam no fim de abril o clipe oficial da referida faixa.



"Death Tour" dá voz, por meio de um brutal death metal, ao barqueiro infernal Caronte. A mensagem é clara: Essa é a viagem final. Esqueça seu ego.

 Aqui está o clipe de "Death Tour". Acesse e ouça ALTO!

Capa do single "Death Tour"


O ataque death metal é impiedoso nos 4'35" de duração de "Death Tour". A direção simples e eficiente de César Ribeiro em conjunto com a cinematografia em preto e branco de Alceste Ribas (também responsável pela edição), mostra o desembarque do lado de lá do Estige e a Ophiolatry tocando em sua margem. 


Caronte na versão de "Death Tour" da Ophiolatry


O enredo é fortalecido pelas atuações da banda e elenco, mais inserções à cores e em 3D (confira ficha técnica completa na descrição do clipe).


Serpent's Verdict


Atualmente formada por Jhorge “Dog” Duarte (baterista desde a fundação da banda em 1998), Jaime Veron nos vocais, Diego Santiago no baixo e Fred Barros na guitarra, a Ophiolatry assinou com a WormHole Death Records em abril. 


Capa de "Serpent's Vetdict"



A parceria garante a distribuição (junto a The Orchard Music) de "Serpent's Verdict". O álbum de retorno, após um longo hiato, conta com 13 faixas que se cruzam nos temas morte e renascimento, dando uma atmosfera conceitual à obra, usando de elementos mitológicos e da biologia ofídia como alegoria.

Track List


1. Jesus Complex
2. Revenge
3. Generation Curse
4. Death Tour
5. Serpent's Spits
6. Atheris
7. Apophis
8. Midia Bible
9. Manipulatipns Guilt
10. Heaven Jails
11. Narcissistic Victim Syndrome
12. Human Factory
13. Ecdysis

"Serpent's Verdict" já se encontra em pré-venda pelo https://orcd.co/serpentsverdict.

*por Artur Mamede

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quarta-feira, 30 de abril de 2025

"Luxferre" é o novo álbum do DannaH Project


Nono álbum do DannaH Project, "Luxferre" foi lançado em 18 de abril e traz mais uma coleção de criativos riffs de Daniel DiMelo, o musicista mineiro que encarna a entidade de música instrumental, ou heavy/no voice, como às vezes se manifesta.


Mas como pode ser ouvido nas 10 faixas de "Luxferre", o que o compõe vai além do heavy. Nos pouco mais de 36 minutos do álbum se ouvem levadas jazzy, prog, étnicas, post-punk e post-rock.

Aqui está "Luxferre". Acesse e ouça ALTO!


Faixa a faixa


Não só cordas, "Luxferre" tem ótimas batidas como o que se ouve em "Cinzas", a curta faixa de abertura que é mais que uma intro.


Capa de "Luxferre" por John Nobody Arts


Segue o álbum com o quase thrash metal da faixa título. "A Última Batalha" pende para o heavy tradicional mas longe do clichê.

A quarta faixa, "Eternidade", é das mais complexas (ainda assim de fácil digestão), criativa e alternando sombra e luz. "Janequeo" é a face étnica do DannaH Project. Hipnótica e imersiva e também agressiva com sua fúria tribal.

"Ventos do Sul" traz calma ao álbum com a bateria impondo uma velocidade contrastante. 

Virtuosa sem ser chata,  "Sete Flechas" abre com acordes que lembram violas. Logo vem uma enérgica bateria dando a deixa para os riffs e solos de DiMelo.

"Solar" vibra em nuvens de fuzz e distorção garage/shoegaze/metal. "Lobos e Cães" é uma faixa para guitarras. São várias camadas de cordas em diferentes efeitos criando uma massa sólida.

"Réquiem" fecha o álbum com uma levada barroca sacro/progressiva e nada enfadonha. Uma das grandes composições de "Luxferre" e ótima escolha para o coda. 

Leia também: Hellway Train coveriza "Solidão" da Azul Limão


O álbum


"Luxferre", assim como os demais trabalhos do DannaH Project,  foi gravado no Ilha do Fuzz Estúdio em Belo Horizonte, Brasil. Mixagem e masterização tiveram o processo dividido entre o Ilha do Fuzzy e Estúdio Casa 1098 em Esmeraldas, também em Minas Gerais.

O conceito de arte da capa de "Luxferre" é assinado por John Nobody Arts sobre a tela "The Annunciation" do italiano Francesco Solimena (c.séculos XVII/XVIII).


Track list 


01. Cinzas

02. Luxferre

03. A última batalha

04. Eternidade

05. Janequeo 

06. Ventos do Sul

07. Sete Flechas

08. Solar

09. Lobos e Cães

10. Réquiem


Já entre os melhores álbuns de 2025, "Luxferre" merece audições cuidadosas e seguidas. Sigam o Dannah Project.

*por Artur Mamede


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Hellway Train coveriza "Solidão" da Azul Limão


Em uma viagem no tempo, aos primeiros anos do hard'n'heavy brasileiro, os belorizontinos da Hellway Train resgatam a balada hard "Solidão", uma das faixas emblemáticas do EP "Ordem & Progresso", lançada originalmente pela Azul Limão em 1987.


'Solidão" vem à luz quase quatro décadas após seu lançamento em uma versão lyric video, simples e eficiente, deixando que se destaquem a letra da Azul Limão e a execução impecável da Hellway Train.

Veja "Solidão" na versão da Hellway Train clicando AQUI.

No clipe, a Azul Limão ganha outra homenagem. Por alguns segundos aparece na tela o guitarrista fundador da banda dividindo o palco com a Hellway Train num show de 2021, no Be Magic Festival (RJ).


Marcos Dantas (Azul Limão) dividindo o palco com a Hellway Train



E é nessa hora que entra um bem executado solo de guitarra. A execução da Hellway Train recria o clima dos primórdios do metal brasileiro, mas com as condições favoráveis da atualidade.


Os riffs estridentes e rápidos eztão lá, assim como baixo e bateria segurando o andamento de forma segura, com a mixagem deixando tudo audível e no mesmo nível. O vocal também se destaca na recriação do clima oitentista, abusando de forma dramática de falsetes e vibratos.


Hellway Train


Fundada em 2010, a Hellway Train é uma das mais proeminentes representantes brasileiras do N.W.O.T.H.M (New Wave of Traditional Heavy Metal), um levante mundial de bandas que buscam resgatar a estética e a sonoridade do heavy metal tradicional e que inevitavelmente esbarra no speed metal.

Formada atualmente por Marc Hellway nos vocais, Vinicius Thram na guitarra, Chris Maia no baixo e Filipe Stress na bateria, a Hellway Train lançou recentemente é o EP "Strike by Lightning" (ouça AQUI), lançado em abril. 

São três faixas com uma abordagem mais agressiva que a composta para o álbum "Borderline" (2024). No EP a Hellway Train aposta numa pegada mais speed, às vezes flertando com o metal punk. E botem fé, os caras acertaram.

*por Artur Mamede


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terça-feira, 29 de abril de 2025

Delinquentes - dos primórdios da banda, "Chernobyl" vira web clipe


Veteraníssima no HC/crossover paraense e brasileiro, a Delinquentes disponibilizou recentemente o web clipe de "Chernobyl", faixa que tinha seu último registro oficial no álbum "A Serpente" (2024), mas que faz parte do repertório da banda desde o fim da década de 1980.


A formação Jayme Katarro (vocalista/fundador), Paulo Bigfoot (guitarra), Pablo Cavalcante (baixo) e Raphael Lima (bateria), que regravou "Chernobyl" se consolida como a mais prolífica da Delinquentes, banda iniciada a quase 40 anos e que sempre ergueu a bandeira independente.

E de forma independente vem o clipe da faixa (assista clicando AQUI). 

O eficiente apoio vocal de "Chernobyl"

A produção


Gravado no Fábrika Studio, em Belém, o web clipe tem produção assinada por Kleber Chaar, um quase Delinquente de tanto que acompanha a banda, sendo também o produtor de "A Serpente" e de nais uma penca de bandas e projetos paraenses.

Leia também: Unblooded - "Marcas daTortura" retrata a brutalidade carcerária

Essa promiscuidade (sadia) entre banda, estúdio e produtor garantiu a boa captação e a ótima atuação da Delinquentes no vídeo.

"Chernobyl" é urgente em velocidade e duração. São 1'23" de riffs muito bem executados, baixo e bateria com grande destaque no andamento quase thrash e os vocais raçudos de Jayme Katarro.

A letra, tipica da epoca em que foi escrita, ainda cabe para o mundo atual o que justifica seu resgate. Além de que o título vale (e é usado como ) refrão, aqui reforçado pelos vocais de apoio de Raphael Lima, Paulo Bigfoot e Pablo Cavalcante, mais os fotógrafos e amigos (também quase Delinquentes) Vítor Peixe e Breno Barros.

Para ouvir ALTO!

*por Artur Mamede


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Unblooded - "Marcas daTortura" retrata a brutalidade carcerária



O visceral "Marcas da Tortura", disparado no último dia 10, é a estreia em video clipe dos death grinders maranhenses do Unblooded. A obra audiovisual, realizada totalmente no espírito FVM, é carregada de brutalidade e nada aqui é gratuito, não é barulho pelo simples barulho e o sangue derramado tem seus porquês.


"Marcas da Tortura" faz referência ao caso dos irmãos Naves, um dos maiores erros judiciários da história do Brasil e que continua sendo repetido nos porões e celas dos DPs.

Aqui está "Marcas da Tortura". Acesse e ouça ALTO.



Frames de "Marcas da Tortura"

O clipe


Para o peso do tema, o teor da letra e a massa sonora death grind de "Marcas da Tortura" só um acompanhamento igualmente brutal. O que foi alcançado na parceria entre a Unblooded e o diretor André Bakka.

Leia também: Inferno Nuclear - lyric video chama para novo álbum

Num cenário simples, uma imensa mortalha e a banda banhada em sangue (com algumas inserções externas e de um programa de TV), Bakka e equipe captaram e reproduziram no clipe a mensagem da Unblooded.

O clipe foi realizado de forma totalmente FVM num esforço colaborativo que deu certo. A começar pela cenografia que leva a assinatura de Maria Helena Costa (responsável pela mortalha e mãe do guitarrista Alexandre Costa), do próprio Alexandre e André Bakka.

Bakka aparece outras vezes na ficha técnica, como maquiador e um dos torturados do clipe (o outro é interpretado por André Luiz e o torturador por Gusttavo Bazílio, baixista da banda e também coordenador de produção e produção geral).

A equipe se completa com Débora Selv na produção geral, maquiagem e efeitos especiais ("assistente de sangue"), Lucas Mano (baterista da Unblooded e produção geral) e Adam Fragoso na direção de fotografia, edição, montagem e colorização.


Unblooded


Com uma década de atuação na música extrema, a Unblooded tem na formação atual, alem dos citados Alexandre Costa, Gusttavo Bazílio e Lucas Mano, o vocalista Aleff Lopes.

"Marcas da Tortura" foi retirada do EP de mesmo nome lançado em dezembro de 2023. O trabalho de media duração tem sete faixas elaboradas e gravadas já com a formação atual.


Capa de "Marcas da Tortura" por The Darkside Art

O EP foi gravado no KM4 Produções sob a mão de Ruan Cruz, que mixou, masterizou e orientou a Unblooded nas gravações. Débora Selv articipa ainda da  obra nos vocais de "Esquadrão de Bruxas".

"Marcas da Tortura" saiu com o apoio de Nilberto Borges da Metal Island Records e todo esse esforço conjunto que fortalece o ecossistema da música extrema nacional.


*por Artur Mamede

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Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...