terça-feira, 13 de maio de 2025

Inferno Nuclear "Amazônia em Chamas" escancara o caos social


Segundo álbum dos thrashers da Inferno Nuclear, "Amazônia em Chamas" chega como um alerta ao mundo. Carregado de críticas sociais, o trabalho lançado no último dia 12, dispara contra a manipulação religiosa, a invisibilidade dos desfavorecidos, o racismo institucional e crimes contra a natureza, entre outros temas.


A temática assertiva das faixas de  "Amazônia em Chamas" não é panfletarismo barato. A ideia é passada em letras simples, porém afiadas, embaladas em um veloz e enérgico thrash metal nos moldes da velha escola. 

E mesmo com algumas faixas indo para o lado da mitologia amazônica (lembrando as raízes paraenses da banda), a sonoridade e a parte lírica evitam usar do exotismo de novela que encanta/engana turistas.

Aqui está "Amazônia em Chamas". Acesse e ouça ALTO!


Capa de "Amazônia em Chamas", por Márcio Aranha 

 

Parcerias que fortalecem


"Amazônia em Chamas" foi gtavado no estúdio Madness Music (SP) e teve produção de Thiago Bezerra, que ainda participou com backing vocals nas faixas "Grito de Protesto", "Falsos Profetas" e "Insensatez Humana". 

Leia também: Escafism - "Spreading The Pain" vem à luz

O álbum é repleto de colaborações que só enriqueceram o resultado final, como a ótima faixa de abertura "Ritual" que tem inserções de sons da floresta orquestrados pelo músico paraense João Franklin. 

A faixa seguinte, "Matinta Pereira" que também usa da ambientação amazônica (na letra) conta com Fabiana Santos (The Leprechaun) percutindo o triângulo junto à banda.

"Falsos Profetas", lançada anteriormente como single/lyric video, conta com os vocais de Andressa Castelhano (Hell on Wheels). Também com vocais, Diego Nogueira (Anthares, Blasthrash) contribui em  "Insensatez Humana".

"Amazônia em Chamas" conta ainda com as vinhetas sonoras do fotógrafo paraense Vítor Peixe em "Falsos Profetas", "Amazônia em Chamas" e "Grito de Protesto".

A capa retratando a entidade mitológica Matinta Pereira é assinada por Márcio Aranha que captou a dramaticidade do tema.

Wellington Freitas (vocal), Leonardo Garcia (guitarra), Leandro Kronnos (baixo) e Marcos Luz (bateria), a atual Inferno Nuclear, conseguiram imprimir nas nove faixas do álbum toda a experiência adquirida em outras bandas e gigs. 

"Amazônia em Chamas" é um álbum rico em diversidade, com as referências do thrash antigo sendo misturadas à influências individuais para fechar um dos melhores lançamentos do estilo no Brasil.


Track list


1. Ritual

2. Matinta Pereira (A Velha Feiticeira)

3. Inferno Nuclear 

4. Insensatez Humana

5. Amazônia em Chamas

6. Falsos Profetas

7. Antirracista

8. Grito de Protesto

9. Doença Social


Como é dito pela banda no material promocional que acompanha o álbum, "'Amazônia em Chamas' mantém viva a tradição do metal que questiona, desafia e afronta". Por isso recomendo a audição no mais alto volume.

*por Artur Mamede


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segunda-feira, 12 de maio de 2025

Escafism - "Spreading The Pain" vem à luz


"Spreading the Pain", o primeiro full álbum da Escafism, finalmente está lançado. Nas principais plataformas de streaming desde o dia 09/05, a obra traz nove faixas (sendo a primeira uma macabra intro) do já reconhecido slamming brutal death metal do quarteto amazonense.


Gerado durante a pandemia, "Spreading the Pain" é o sucessor natural do muito bem avaliado EP "Banquet of Worms", de 2021. Como aconteceu com várias produções daquela época, o trabalho teve lançamento adiado.

Porém a Escafism aproveitou esse tempo para melhorar o que já estava pronto e adicionar novos elementos, como alguns andamentos mais voltados ao technical death metal, resultado de algumas mudanças de formação e amadurecimento musical dos integrantes, fruto de gigs interestaduais e uma minitour internacional.

Aqui está "Spreading tbe Pain". Acesse e ouça ALTO!

Capa de "Spreading the Pain", por Adilson Mago


Primeiras impressões



Em conversa rápida com Júnior Martins, vocalista da Escafism, o Riffmakers teve um panorama da produção de "Spreading the Pain" e do retorno que o álbum já trouxe até o momento.

"'Spreading the Pain" tem faixas compostas durante a pandemia. Um período em que ficamos isolados, nos comunicando por mensagens, o que causou a demora na finalização do álbum cheio", afirma Júnior.


Segundo o vocalista o retorno ao "normal" também não foi fácil. "Terminando a quarentena, houve a necessidade de tocar ao vivo, a vontade de criar novas músicas e apresentar as que já estavam prontas. E houve troca de integrantes e tudo isso foi adiando o lançamento".

De acordo com Júnior, o tempo trouxe o amadurecimento necessário ao album. "Foram longos anos de muito trabalho. Com músicas sendo compostas e outras sendo repaginadas para o atual momento da banda e de nossas habilidades como músicos",  comentou o frontman.

E mesmo com pouco tempo de lançado, "Spreading the Pain" já traz resultados a Escafism. "O retorno e a aceitação do álbum têm sido magníficos. Alguns selos já nos procuraram para futuras parcerias em novos álbuns e há a boa avaliação do público, que nos impulsiona para novas composições e planos de tours", conta Júnior.


A produção



"Spreading thePain" tem uma produção contemporânea que evidencia a técnica e o feeling da atual formação da Escafism (Profanus Java - guitarra, César Zystus - baixo, Sid Lima - bateria e Júnior Martins - vocal).

O álbum foi masterizado por Diego DoUrden (vocal do Mystifier) no Darkside Studios (Recife-PE) que deu um up em todas as faixas, equilibrando agressividade e técnica fazendo do álbum um dos grandes do ano.

A capa de "Spreading the Pain" repete a parceria da banda com o ilustrador sergipano Adílson "Mago" Lima, autor da arte de "Banquet of Worms".

Track list


1. Deep Darkness
2. Carnal Desire
3. Purulent Secretion
4. Compaj
5. Screams of Torture
6. Myiasis
7. Infected Breed
8. Banquet of Worms
9. Refinements of Cruelty

*por Artur Mamede

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sábado, 10 de maio de 2025

Medicine Death renasce com "Cenobite"


Veterana do metal paraibano, a Medicine Death publicou recentemente o lyric video de "Cenobite". A faixa, que já é rica em sua construção, ganha o reforço gráfico de Alcides Burn marcando positivamente o retorno da banda fundada em 1989.


O lyric video, na verdade marca dois renascimentos, da Medicine Death e da própria faixa. "Cenobite", estava pronta há dois anos, tendo sido gravada entre junho e julho de 2023 para uma compilação de bandas do metal paraibano, um projeto que não vingou. Mas a resiliência é uma das marcas do underground brasileiro.

E indo mais a fundo na história da Medicine Death, chegamos a 2015, ano do primeiro registro de "Cenobite". A demo com a faixa foi composta e gravada  originalmente por Wilhelm Hansen (guitarras) e Williard Scorpion (baixo e vozes)  com bateria programada.

Aqui está "Cenobite". Acesse e ouça ALTO!


Frame de"Cenobite" por Alcides Burn

Hellraiser


Inspirada na mitologia Hellraiser de Clive Barker, "Cenobite" descreve o universo mórbido de prazer e dor e o personagem título da faixa que ganha uma maior dimensão na riqueza de sua construção musical e na assombrosa arte do ilustrador Alcides Burn.



Frames de "Cenobite" por Alcides Burn


O uso de percussão tribal/industrial e tempos quebrados, riffs dissonantes, vocalizações diversas e clima atmosférico em algumas passagens, eleva o death metal da MD para a categoria avant-garde.

Leia também: Trypophöbia - "Desintegrando Puritanos - Böötlive in São Paulo" chega sem massagem

"Cenobite" foi produzida por Marcos Sena no Music Obsession Studio (João Pessoa-PB), que junto a atual Medicine Death (Williard Scorpion - baixo/vozes, Pablo Ramires - bateria/percussão e Hálamo Reis - guitarras) deram uma nova vida à faixa.

*por Artur Mamede

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sexta-feira, 9 de maio de 2025

Trypophöbia - "Desintegrando Puritanos - Böötlive in São Paulo" chega sem massagem


Intolerante com os intolerantes - e como ser diferente? - a Trypophöbia volta um ano após o álbum de estreia e dispara o ao vivo "Desintegrando Puritanos - Böötlive in São Paulo". São 23 faixas viscerais e urgentes (na mensagem, velocidade e duração) que esburacam ainda mais o já puído manto da classe mérdea brasileira.


Saído em 1° de maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, "Desintegrando Puritanos - Böötlive in São Paulo"  compila quase um ano de apresentações da Trypophöbia em eventos como o Condições Extremas, Respostas Extremas; In Grind We Rise Fest; DDP Fest e Walk Together, Mosh Together (2024) e In Grind We Rise Fest III; Extremo Horror Fest e Extreme Sunday, em 2025.

Aqui está "Desintegrando Puritanos - Böötlive in São Paulo". Acesse e ouça ALTO!

Capa de "Desintegrado Puritanos" por David Torres 



"Desintegrando Puritanos" não suaviza em letra, música e gráfico. As críticas às oligarquias e a elite emergente são potencializadas na arte da capa que relê, com cores brasileiras, "Humanure" do Cattle Decapitation.

De acordo com a banda, a capa segue "preservando os nossos princípios antifascistas, anticapitalistas e contra toda intolerância perpetuada e disseminada pela Extrema Direita de modo geral, adaptamos e alinhamos o nosso tributo artístico à nossa mensagem tanto lírica como sonora".

Musicalmente, o incômodo (para alguns) é incessante. Hardcore, grind, crust e outras adjacências sonoras subversivas são despejados às toneladas pela Trypophöbia, que não economiza nem quando a formação fecha em trio.

A "podrução"


"Desintegrando Puritanos - Böötlive in São Paulo" é um álbum rústico e grosseiro com as tracks registadas por aparelhos celulares. A autopirataria tem poucas edições, talvez só um respiro entre as faixas, e o primoroso trabalho do multibandas/projetos Igor Goularth, aqui acusado de masterização e nivelamento das faixas.

O bootleg carrega ainda segundo a Trypophöbia, o peso de ser uma obra transição da banda, onde se misturam gigs com a "formação clássica", tendo Lucas Cassero assumindo os blast beats/d-beats e a versão power trypo com Fran Pedreira (baixista) se encarregando temporariamente da bateria.

Track list ësbüräcädä (e gigs idem)


1.  Obscurantismo (Sample) + SxFxNxIx - Se Fudendo no Inferno (Intro) *

2. Desintegração do Puritano **

3. Sem Anistia [In Grind We Rise Fest **

4. Colheita Maldita ***

5. Divisão dos Divergentes ***

6. Sorria! ***

7. Sob Livre e Espontânea Pressão **

8. MxBxLx (Movimento Bestial Libertino) ***

9. Monopólio da Hereditariedade **

10. (The) Shit Sore Colostomy Quandary ***

11. All The Myths Are Dead! ****

12. Big Takeover ***

13. Messias Decrépito + You Suffer (Napalm Death cover) *

14. Colheita Maldita *****

15. O Despertar Para o Esquecimento [Extreme Sunday, 2025] 00:21 

16. Sorria! (2x) *****

17. Arranca Toco (Ratos de Porão cover) *****

18. Biotech Is Godzilla (Sepultura cover) *****

19. (The) Shit Sore Colostomy Quandary *****

20. Messias Decrépito + You Suffer + Dead (Napalm Death covers) *****

21. Desintegração do Puritano ******

22. All the Myths Are Dead! **

23. Divisão dos Desperados *


* Condições Extremas, Respostas Extremas, 2024

** In Grind We Rise Fest III, 2025

*** In Grind We Rise Fest, 2024

**** DDP Fest, 2024

***** Extremo Horror Fest, 2025

****** Walk Together, Mosh Together, 2024


PS.: E para quem chega agora, Trypophöbia não é barulho gratuito. Nada aqui é "for fun". Nem essa resenha. E como diz a banda;


Rap é compromisso e grindcore é protesto. In Grind We Rise!


×por Artur Mamede

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quinta-feira, 8 de maio de 2025

Corazones Muertos regrava clássico do punk argentino

A icônica "Uno, dos, Ultraviolento" dos argentinos Los Violadores ganhou uma versão em português dos punk rock'n'rollers paulistanos Corazones Muertos, rebatizada de "Ultraviolento". A faixa ainda vem embalada num bem bolado lyric video.


O clipe é apresentado nas redes sociais como "agora você pode entender o que o Joe (Klener, guitarra/vocal) canta...", o que já mostra um pouco do sarcasmo da Corazones Muertos e suas influências de New York Dolls, Dead Boys e outras.

A versão brasileira não foge nada da original de 1985 e nisso até a pronúncia se aproxima, visto que Joe é argentino. Lembrando ainda que "Uno, dos, Ultraviolento" já teve uma regravação (em castelhano com sotaque alemão) do Die Toten Hosen, em 2009.

Aqui está "Ultraviolento". Acesse e ouça ALTO!


Capa do single "Ultraviolento"


Nadsat e rock'n'roll


Claramente inspirado no livro e filme "Laranja Mecânica", de Anthony Burgess e Stanley Kubrick, respectivamente, "Ultraviolento" traz gírias em nadsat (o dialeto russo/cockney criado por Burgess) que se encaixam perfeitamente na proposta do rock de rua da Corazones Muertos.

Leia também: Desalmado - "Monopoly of Violence" eleva os níveis da brutalidade

O lyric video foi desenvolvido, dirigido e editado por Raoni Joseph (baixista da Aeroplano, de Belém-PA) e Ziggy Mendonça, guitarrista da Corazones Muertos.

Já o single tem produção de Klener e Michel Kuaker, nome forte do rock paulistano e responsável pelo Wah Wah Studios onde a faixa foi gravada.

Reúna os drugues, chame as devotchkas e ouça a nova versão dessa saga urbana recontada por  Joe Klener (guitarra/vocal), Ziggy Mendonça (guitarra), Jeff Molina (bateria) e Índio (baixo), a gang dos Corazones Muertos.

*por Artur Mamede


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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Desalmado - "Monopoly of Violence" eleva os níveis da brutalidade


"Monopoly of Violence", recém-lançado album da Desalmado, já chega como uma das grandes e barulhentas obras da musica extrema brasileira de 2025. A produção esmerada mostra um direcionamento mais death metal, ainda que mantendo a crueza grind que sempre foi marca da banda. O que vale também para o conteúdo lírico que evita os clichês do metal da morte.

Produzido e gravado no Family Mob, "Monopoly of Violence" traz os primeiros registros oficiais de João Limeira e Marcelo Liam como baterista e guitarrista, respectivamente, que na companhia de Caio Augustus (vocal) e Bruno Teixeira (baixo) cometetam um dos discos mais brutais da banda.

Aqui está "Monopoly of Violence". Acesse e ouça ALTO!

Capa de "Monopoly of Violence" por Gabriel Augusto

Monopoly of Violence


O álbum tem mixagem e masterização assinadas por Hugo Silva. Um ótimo trampo que deixa a audição de "Monopoly of Violence" assombro para os ouvidos. As  10 faixas soam claras e altas e juntas moldam um megalítico bloco death grind.

A capa é outro esforço da Desalmado para manter a personalidade do trabalho. Dispensando ferramentas de IA, a banda optou pela arte orgânica de Gabriel Augusto, que, segundo a banda, captou a essência da ideia.

Leia também: Ophiolatry - single/clip de "Death Tour" aponta para novo álbum


Track List


1. Anger
2. Trauma Bond
3. No Peace, Only Death
4. Blood Thorns
5. Deaf
6. Monopoly of Violence 
7. Fall of the Empire
8. Pig Killer
9. Last Frame 
10. Suffocated

"Monopoly of Violence" tem distribuição digital da Blood Blast (subsidiária do selo alemão Nuclear Blast) e em breve ganhará sua versão em formato físico.

*por Artur Mamede

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segunda-feira, 5 de maio de 2025

Ophiolatry - single/clip de "Death Tour" aponta para novo álbum


Narrando a descida ao Hades, "Death Tour" é o primeiro single de "Sepernt's Verdict", novo álbum do Ophiolatry a sair em 6 de junho pelo selo italiano WormHoleDeath Records. Como amostra desse novo trabalho (sucedendo "Transmutation" de 2008), os deathsters brasileiros dispararam no fim de abril o clipe oficial da referida faixa.



"Death Tour" dá voz, por meio de um brutal death metal, ao barqueiro infernal Caronte. A mensagem é clara: Essa é a viagem final. Esqueça seu ego.

 Aqui está o clipe de "Death Tour". Acesse e ouça ALTO!

Capa do single "Death Tour"


O ataque death metal é impiedoso nos 4'35" de duração de "Death Tour". A direção simples e eficiente de César Ribeiro em conjunto com a cinematografia em preto e branco de Alceste Ribas (também responsável pela edição), mostra o desembarque do lado de lá do Estige e a Ophiolatry tocando em sua margem. 


Caronte na versão de "Death Tour" da Ophiolatry


O enredo é fortalecido pelas atuações da banda e elenco, mais inserções à cores e em 3D (confira ficha técnica completa na descrição do clipe).


Serpent's Verdict


Atualmente formada por Jhorge “Dog” Duarte (baterista desde a fundação da banda em 1998), Jaime Veron nos vocais, Diego Santiago no baixo e Fred Barros na guitarra, a Ophiolatry assinou com a WormHole Death Records em abril. 


Capa de "Serpent's Vetdict"



A parceria garante a distribuição (junto a The Orchard Music) de "Serpent's Verdict". O álbum de retorno, após um longo hiato, conta com 13 faixas que se cruzam nos temas morte e renascimento, dando uma atmosfera conceitual à obra, usando de elementos mitológicos e da biologia ofídia como alegoria.

Track List


1. Jesus Complex
2. Revenge
3. Generation Curse
4. Death Tour
5. Serpent's Spits
6. Atheris
7. Apophis
8. Midia Bible
9. Manipulatipns Guilt
10. Heaven Jails
11. Narcissistic Victim Syndrome
12. Human Factory
13. Ecdysis

"Serpent's Verdict" já se encontra em pré-venda pelo https://orcd.co/serpentsverdict.

*por Artur Mamede

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Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...