sexta-feira, 5 de julho de 2024

Surra - "Falha Crítica" está lançado



Já nos streamings, "Falha Crítica", o novo álbum do Surra lançado nesta sexta-feira (5) reafirma o posicionamento da banda frente ao cenário sociopolítico atual.  


O bom thrash/crossover/hardcore sempre foi de combate, mas os últimos anos demandaram o recrudescimento da luta. E o Surra tá dentro. E fazendo de um jeito divertido.

O álbum 


"Falha Critica" foi produzido por Leeo Hanna, mixado e masterizado por Hugo Silva. O álbum foi gravado no Family Mob Studios (SP) entre 2023/2024. 

A capa e produção de arte ficaram a cargo de Guilherme Elias. Maya Melchers e Estevam Romera assinam a produção das fotos e Alexandre Kool, a ilustração.

O álbum tem 14 faixas distribuídas em pouco mais de 27 minutos. É um divertido e veloz crossover, que não abre mão de politizar as letras.  E assim entramos no vórtex das letras afiadas que pedem músicas intensas que deixam as letras afiadas ainda mais cortantes.



Aqui está "Falha Crítica". Acesse e ouça ALTO! AGORA!

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Nunca foi tão justo esperar um álbum 


Nunca foi tão injusto citar uma faixa preferida (ainda que o subtítulo acima entregue o jogo). "Falha Crítica" já pode ser colocado entre os bons discos do ano. 





Aquilo que eu esperava desde a audição de "Liberdade Eliminando o Mundo" (single lançado em fins de junho), foi entregue, e ainda devo  troco.

Leeo Hanna (guitarra/vocal), Guilherme Elias (baixo/ vocal) e Victor Miranda (bateria), executam aqui um dos melhores álbuns que ouvi nos últimos anos. Thrash, HC, grindcore, death e tesão em fazer tudo isso acontecer e chegar vibrando aos ouvidos, enriquecem o Surra. Eu só recomendo que ouçam "Falha Crítica". E ouçam ALTO!

*por Artur Mamede 


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Drowned - "Deus me Livre de Deus" marca o posicionamento da banda


"Deus me Livre de Deus", o novo single do Drowned, lançado na manhã desta sexta-feira (5), é um dos mais violentos da série de faixas, disparadas uma por mês, que antecedem o novo álbum da veterana entidade do death/thrash mineiro.


A faixa é a sétima da série que já disparou "Que a Força Esteja com Você", "Ao Pó Voltarás", "Desgraça Urgente", "Misoginia em Cristo", "Expresso 1888" e "Ecocídio Napalm", todas facilmente encontradas nas plataformas de streaming e vídeo.

Aqui está "Deus me Livre de Deus". Acesse e ouça ALTO!

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"Aqui não há meias palavras"


"Deus me Livre de Deus" é até agora (opinião do editor) a faixa mais violenta e virulenta da série. Violência que se estende à capa (mais uma de Fernando Lima, vocal do Drowned), que lembra a versão brasileira - com zumbis verde-amarelos, sol escaldante e urubus, da capa de uma famosa banda californiana (cessam aqui as semelhanças).

A temática foi melhor explicitada no texto (manifesto) publicado pela banda no momento do lançamento de "Deus me Livre de Deus", reproduzido abaixo 

"NOVO SINGLE! ACORDA! DEUS NÃO EXISTE! Leiam abaixo!
Deus. Este é o tema deste Single. 
A letra fala por si só, nem seriam necessárias maiores contextualizações aqui! Leiam lá!
E Deus, que não existe, serve de pano de fundo para o homem explorar seu semelhante em sua fraqueza. Claro, também fundamenta as eternas cruzadas, ou vocês acham que toda a crise, todo esse discurso moralista, todo esse horror ao diferente também não estava presente nas fogueiras? A Inquisição nunca acabou, apenas migrou para a internet, para as redes sociais, principalmente. Deus me livre de Deus! 
E é sobre esse "ser" inexistente, que poucos têm coragem de falar e encarar a realidade, é que trata essa música. Que comece o choro e ranger de dentes!
A capa é uma ilustração de Deus apodrecido pelo homem e o título é em cima da força de expressão popular, já que tudo aqui é “graças a Deus”.
Nosso novo disco você está conhecendo aos poucos. Trata do Brasil e do brasileiro. Se nossa mensagem te abala, provoca reflexões que você não quer ter (te tira da sua zona de conforto), busque alguém para te explorar em alguma igreja, templo, sinagoga, terreiro ou qualquer local. Siga de olhos fechados. Aqui, não há meias-palavras."




Selo Drowned de Porrada Sonora 


Fernando Lima mais Thiago Rodrigues e Marcos Amorim (guitarras), Rodrigo Nunes e Beto Loureiro (baixo e bateria, respectivamente), não baixam a guarda e nem deixam de atacar um instante que seja nos três minutos de pancadaria death/thrash. A calma vem num prólogo estranho que parece uma jam session que só me deixou mais intrigado.

Rifferama ultraveloz e criativo, baixo e bateria incessantes na condução e breques e vocais berrados (as vezes dobrados) são a marca de "Deus me Salve de Deus" e acentuam a sólida identidade de brutalidade do Drowned.

Posicionamento 


O single, e a série que o traz, reforçam também o posicionamento direto e reto da banda em falar de temas que são evitados para "não rachar o movimento". Lembrando que esse posicionamento não é de ontem, um exemplo é o ótimo "Bio-Violence" que já tem quase duas décadas de lançamento.

A série de singles já trouxe temas como a mídia controlada e enviesada, a hipocrisia no combate a entorpecentes, machismo/misoginia, racismo estrutural, predação/desmatamento/envenenamento promovidos pela agroindústria e a zumbificacão em massa imposta por ideias teocratas. 

Se alguém rachou o movimento, foram os do lado de lá. 

*por Artur Mamede 


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quarta-feira, 3 de julho de 2024

Gods & Punks - "Descerebration" é um mergulho no doom psicodélico



Lançado em meados de junho passado, "Descerebration" abre o ano para os cariocas do Gods & Punks.  O single é a primeira dose extraída de "Death", o quinto álbum da banda, que tem 26 de julho como data de estreia.



"Descerebration", e o álbum que a envolve, é um mergulho doom psicodélico, que se estende ao stoner, nascida de uma experiência de quase morte de Alex Canhetti, vocalista da Gods & Punks.

Da letra e de um esboço composto ao violão por Alex, veio a urgência do registro que foi executado de forma claustrofóbica, ainda que à distância, por Pedro Canhetti (baixo), Rodrigo Blasquez (guitarra ) e Gabriel Santiago (bateria), os dois últimos, integrantes da Blind Horse que, inclusive, recomendo.


Capa de "Descerebration" por Bruno Kros


Aqui está "Descerebration", acesse e ouça ALTO!

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A gênese de "Death"



"Descerebration", lançado pela especializada em stoner/doom/psicodélico e adjacências sonoras Electric Valley Records, teve os vocais gravados em Paris, os baixos registrados em Santos (SP) e  guitarras e baterias no Rio de Janeiro. A hipnótica track foi mixada e masterizada por André Leal e Kleber Mariano no Estúdio Jukebox, em Volta Redonda (RJ).

Os acima citados são os responsáveis por darem à luz as letras e músicas do Gods & Punks. A gênese de "Descerebration" e consequentemente de "Death" é explicada pelo próprio Alexandre Canhetti.



Capa de "Death" por Bruno Kros


"Em 2021, quase morri. Para resumir, meu cérebro ficou tão gravemente ferido que entrei em algo chamado estado de descerebração, entrei em coma nível 3 na escala de Glasgow (usada para medir os níveis de consciência (Nota do editor) e tive que passar por uma cirurgia na sala de espera do hospital em que estava. E então fiquei no hospital por mais de um mês, passando por outras três cirurgias até que fui mandado para casa", escreveu Canhetti.

Da experiência de quase morte saíram as ideias para o álbum que sucede "The Sounds of the Universe", de 2021. "Então, em 2023, abordei Gabriel, junto com nosso amigo em comum no Blind Horse, Rodrigo, e entreguei a eles essas demos ruins que gravei com meu laptop."

"Junto com Pedro, nós quatro trabalhamos nessas músicas por alguns meses e fizemos este álbum: uma coleção de músicas antigas, músicas novas e algumas ideias perdidas que nunca foram gravadas. Ele conta a história dos dias que precederam seguiram minha experiência de quase morte. Espero que vocês gostem do álbum. Estamos muito orgulhosos dele", disse o músico.

Track list 



1. Slowburner
2. Loss of Reality
3. The Night of a Thousand Days
4. Descerebration 
5. The Space Between Spaces
6. Archimedes' Screw
7. Black Box 

*por Artur Mamede 


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terça-feira, 2 de julho de 2024

On Stage - Edu Falaschi (29/06, em Belém-PA)

Registro de Raoni Joseph sobre o show de Edu Falaschi em Belém (PA), em 29 de junho, na tour que comemora os 22 anos do álbum e DVD "Rebirth World Tour live in São Paulo". Fotos por João Barros.


"De última hora, acabei indo assistir ao show do Edu Falaschi fazendo a turnê de 22 anos do álbum ao vivo 'Rebirth World Tour: Live In São Paulo', álbum ao vivo icônico do Angra.

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O show foi transferido, de última hora, para o Teatro Gasômetro. Chega bateu uma nostalgia de ver aquele show ali, pois foi um lugar onde eu toquei várias vezes, com várias bandas que eu fiz parte, foi praticamente a minha segunda casa ali. 

Apesar da acústica do local não ser das melhores, é um espaço confortável que conseguiu abrigar o público presente ali. A equipe de som conseguiu fazer um excelente trabalho na medida do possível para que acontecesse um espetáculo de qualidade.

Abertura 


Infelizmente, não cheguei a tempo de ver a Geek Band, mas eles estão se destacando cada vez mais no cenário musical paraense, com seu setlist que engloba Heavy Metal, trilhas sonoras de séries, animes, desenhos e filmes. Parabéns a eles não só pelo show, como pela produção do evento.


Geek Band por João Barros 


Cheguei na metade do show do Noturnall, então não tenho muito o que falar deles. Mas, como eu já havia assistido a apresentação deles como banda de abertura da turnê do Paul Di'anno em 2022, posso dizer que é uma banda muito competente com uma sonoridade que sempre busca inovar dentro do chamado Power Metal. 

Para essa turnê, o guitarrista chamado foi Victor Franco, que ocupou a vaga que era do Leo Mancini e do Mike Orlando. Rapaz competente.


Noturnall por João Barros 


Noite histórica e nostálgica 


Se tem uma palavra que define este show do Edu Falaschi, essa palavra se chama Nostalgia. Conseguiu executar o setlist do álbum ao vivo do Angra com muita maestria, dá pra ver que ele tá cuidando bem da voz. Inclusive, as músicas na voz do saudoso André Matos soaram muito bem. E teve a esperteza de deixar as partes mais difíceis para o público cantar, afinal, é uma turnê extensa e a voz tem que ficar boa para tantas datas. 

A banda dispensa comentários, pois se trata de um time entrosadíssimo que executou as faixas iguais como estão nos álbuns. Roberto Barros e Diogo Mafra executaram tudo com muita maestria. Raphael Dafras é um baixista INSANO de tão técnico. O baterista desta turnê foi o grande Jean Gardinalli, que executou as linhas de bateria do Aquiles Priester com muita competência. E, no teclado, o grande Fábio Laguna, que foi o tecladista do Angra nessa turnê e em outras turnês posteriores. Esse já pode ser considerado um cidadão paraense, rsrs...


Edu Falaschi e banda, por João Barros 


Noite histórica e super nostálgica. Pra encerrar com chave de ouro um setlist memorável (que teve até a "The Number Of The Beast" do álbum de 2002), Edu cantou sua versão já consagrada de "Pegasus Fantasy", o hino de uma geração que assistiu a segunda exibição oficial de Os Cavaleiros do Zodíaco no Brasil, que foi feita em 2003 no Cartoon Network e em 2004 na Band. Com direito a participação super especial da vocalista Larissa Nascimento, da Geek Band. Foi legal demais ver tudo isso.

Noite histórica! É bom ver Belém tendo eventos como esse."

*por Raoni Joseph, músico e vídeo maker/motion designer, especial para o Riffmakers 

** Edição por Artur Mamede 



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Zeugma anuncia mini-tour Sudeste/Centro-oeste


"Só o grind liberta", assim Marcos Campos, vocalista da Zeugma responde o porquê da insistência em manter a banda na estrada. E assim é anunciada a mini-tour de cinco shows que vai percorrer parte do Sudeste e Centro-oeste a partir de 11 de julho.


Marcos mais Sandinho Costa (bateria), Fábio Sodré (guitarra) e Artur Dias (baixo), já estão arrumando as tralhas para shows em São Paulo (capital e Várzea Paulista), Rio de Janeiro (capital), Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO).


Galeral na estrada 


Zeugma é um combo interestadual de galerosos, formado por amazonenses (Marcos e Sandinho) e goianos (Fábio e Artur), que praticam um grindcore de alta periculosidade impresso em letra e música no álbum "A Humanidade Fracassou" de 2022 (ouça AQUI).



Capa de "A Humanidade Fracassou" por Aberrarte

O primeiro show da mini-tour acontece na capital paulista onde a Zeugma toca com Hellzheimers e Blasthrash (SP), no Catacombs Fest.

O bonde segue para Várzea Paulista. No cast do show, além da Zeugma, tem Podridão (SP), Hellway Train (MG) e Beyond The Grave (SP).

A próxima data, na capital fluminense, comemora o dia do rock em um evento com mais de 100 atrações. Logo chega a vez de Belo Horizonte e o Metal Punk Overkill com Hiatus (Bélgica), Social Chaos e Infamous Glory (SP), Sangue de Bode (RJ) e Playback da capital mineira.

A mini tour se encerra na capital goiana com a Sangue de Bode e Drakland (GO).



Encerramento da mini-tour com Sangue de Bode e Drakland pela Twoo Beers Or Not Two Beers 



"O nosso futuro é menor que o nosso passado. O nosso futuro é grindcore", finalizou Marcos Campos no bate-papo mais curto do Riffmakers. Só concordo.

Datas e locais da mini-tour


11/07 São Paulo (SP) - Red Star Studios

13/07 Várzea Paulista (SP) - Bar'phomet

14/07 Rio de Janeiro (RJ) - Garage Grindhouse

20/07 Belo Horizonte (MG) - Area 51/Metal Punk Overkill

25/07 Goiânia (GO) - De Leon Music Pub


*por Artur Mamede 


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segunda-feira, 1 de julho de 2024

Funeratus, NervoChaos e Neuróticos juntos na "Chaos and Death Tour"

A imparável Tumba Productions anunciou na manhã desta segunda-feira (1° de julho) as datas da"Chaos and Death Brasil Tour 2024", uma série de gigs que junta no mesmo palco Funeratus, NervoChaos e Neuróticos.


A "Chaos and Death Brasil Tour 2024" acontece entre setembro e outubro. Serão 17 datas, iniciadas em 14 de setembro e finalizadas em 13 de outubro. A tour brutal passará por cidades do Sudeste, Centro-oeste e Norte do Brasil.


Cartaz da "Chaos and Death Brasil Tour 2024" por Alcides Burn 

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Na rota do caos e da morte


A "Chaos and Death Brasil Tour 2024" tem 10 datas no Sudeste, quatro no Centro-oeste e três no Norte. Confira abaixo as datas, cidades e casas de shows/eventos que receberão a tour.

19.09 - Campinas/SP (Casa Rock)

20.09 - Três Lagoas/MS (Black Midia)

21.09 - Campo Grande/MS (Garagi Eventos)

22.09 - Rondonópolis/MT (Extreme Metal Fest) 

25.09 - Rio Branco/AC (Studio Beer)

26.09 - Porto Velho/RO (Bar da Olga)

27.09 - Cacoal/RO (Katraca’s Bar)

29.09 - Cuiabá/MT (Mess Des Morts)  

03.10 - Uberlândia/MG (Benedith)   

04.10 - Franca/SP (The Roots)    

05.10 - Juiz de Fora/MG (Cucaracha Bar) 

06.10 - Belo Horizonte/MG (Caverna Rock)  

09.10 - São Jose dos Campos/SP (Hocus Pocus)  

10.10 - Leme/SP (Kaiowas)

11.10 - Mogi-Guaçú/SP (Profeta Bar) 

12.10 - Rio de Janeiro/RJ (Garage) 

13.10 - Arujá/SP (Espaço Nordestino)

O line up

Neuróticos



Banda nipo-brasileira de death metal da antiga tradição, a Neuróticos, fundada em 2004, tem na sua formação atual, além dos irmãos e fundadores Bruno e Kleber Dias Matsuda (vocal e guitarra, respectivamente), o baixista Jumpei Nakamura e o baterista Yuichi Ishiguro. A banda não toca no Brasil desde 2015.

NervoChaos 




A veterana NervoChaos segue na "Profetas do Caos Tour 2024", iniciada em maio. Antes da "Chaos and Death Brasil Tour" o trio ainda cumpre 12 datas na Europa, excursionando com os percursores do war metal At War, numa maratona que vai de 02 a 30 de agosto.

Funeratus



Também veteraníssima, a Funeratus encara mais umas vezes a estrada com a NervoChaos, repetindo uma parceria que correu o Sul do país em 2023. A Funeratus lançou em 2018 o álbum "Accept The Death" e promete apresentar novas músicas na tour 

*por Artur Mamede 


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domingo, 30 de junho de 2024

Overthrust - "Infected by Myth" é o novo álbum



Overthrust é um quarteto de death metal da velha tradição vindo de Ghanzi, a capital do Kalahari, em Botswana (sul do continente africano). A notícia de que há death metal sendo feito em tal local pode causar espanto, mas "Infected by Myth", já é o quinto álbum da banda.


Lançado neste domingo (30) no Bandcamp, o álbum logo estará nos outros streamings. O death metal praticado pelo Overthrust lembra bastante o feito no Brasil, que nos anos de 1980 aprendeu a fazer do seu jeito e sotaque.

Outro ponto que une a banda ao Brasil é a forte crítica aos falsos pregadores que exploram a população mais pobre. Ouça,"Infected by Myth" clicando AQUI).







Religião e crimes contra o povo


De uma crueza e rispidez mortal, "Infected by Myth" impressiona pela limpidez na produção que deixa tudo audível sem perder a sujeira característica do death metal old school.

Produzido pela gravadora Indian River Music Company, "Infected by Myth" foi gravado em setembro de 2023 no Milestone Studios na Cidade do Cabo, África do Sul por Howard Merlin e Jethro Harris.

A dupla também é responsável pela mixagem do álbum que ocorreu no Farmadelica Sound, na Flórida, EUA. "Infected by Myth" foi masterizado por Paul Hird, proprietário da Party Bus Music / Golden Hill Studio / Fullerton CA Califórnia, também nos EUA.

As oito faixas de "Infected by Myth" foram escritas, vocais e baixo por Tshomarelo Mosaka, a.k.a. Vulture Thrust, baixista/vocalista da Overthrust. A banda se completa com Balatedi Bist Folai (bateria), Tshepho Van Lee Kaisara (guitarra base) e Shalton Monnawadikgang Ri Ka Tá (guitarra solo e melodias).






Jason Banning, produtor executivo, fez alguns backing vocals na faixa "Slaves of Myth". A arte da capa, assinada por Ed Repka, tem como referência a capa de "Spiritual Healing" do Death. A inspiração não é escondida pela Overthrust. "Dir-se-ia que esta é a versão africana de 'Spiritual Healing'", disse a banda nas redes sociais.

Do que fala "Infected by Myth"


Como falado acima, "Infected by Myth" é carregado de fortes críticas às religiões, principalmente às que pregam a exploração da fé e dos bens dos mais pobres. A própria banda se posicionou sobre o assunto em suas redes sociais.

"O álbum 'Infected by Myth' foi produzido como resultado do que estava acontecendo na África. Nos últimos 10 anos houve um enorme aumento de organizações religiosas modernas e a maioria delas não fazia nada de bom. Surgiram casos de enganos, eles fizeram lavagem cerebral em seus seguidores e fraudaram seu dinheiro e bens arduamente ganhos, obtidos por meio de falsos pretextos, fazendo as pessoas acreditarem que faziam milagres e traziam vidas boas às pessoas, que poderiam aumentar seu dinheiro por meio de milagres e torná-los ricos, que curariam os doentes. Mas ainda assim, não havia nenhuma mudança na vida das pessoas e ainda assim as pessoas ainda acreditavam nelas. Isto também fez com que a maioria das pessoas se voltasse contra as suas culturas e práticas culturais, rotulando-as de más", escancarou a Overthrust sobre algo que também é muito comum no Brasil.

Os títulos das faixas também trazem semelhanças com o cenário sociopolítico brasileiro. Como ler "Infected", "Slaves Of Myth" e "Silence Voice of Holy" e não lembrar do Brasil.

Track list 


1. Fallen Witches
2. Infected
3. Slaves of Myth 
4. Foetus Initiation
5. Demon Grave
6. Overthrust Deathmental
7. Poltergeist of Torment
8. Silence Voice of Holy

Overthrust 


Nascida em Ghanzi (Botswana) em 2008, a Overthrust é uma das mais atuantes do seu país, promovendo várias gigs e tours pelo se país e territórios vizinhos. 

A discografia da Overthrust, além de "Infected by Myth" se completa com "Freedom in the Dark" (2022), "Demon's Grave" (2021), "Suicide Torment" (2019) e "Dececrated Deeds to Decease" (2014). Sigam o Overthrust!

*por Artur Mamede 


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Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...