terça-feira, 8 de abril de 2025

Escafism na escalação do Setembro Negro Festival




Expoente amazonense do technical slamming brutal death metal, a Escafism está no cast 2025 do festival Setembro Negro. A escalação divulgada nesta terça-feira (8) traz nomes de peso da música extrema brasileira e gringa.


No front do metal extremo desde 2018, a Escafism (Júnior Martins - vocal, Sid Lima - bateria, Profanus Java - guitarra e César Zystus - baixo), se apresenta na tarde de 7 de setembro,  dividindo o Palco Infernal com Morkalv, Orthostat, Tyranex, Nervochaos e Varathron.


Cartaz oficial do Setembro Negro Festival 

O Riffmakers conversou com Júnior Martins,  frontman da Escafism,  logo após a divulgação do cast pela Tumba Productions. O papo foi rápido,  ainda sob a carga emocional trazida pelo anúncio. Havia muito a se dizer, mas pouco tempo para falar. Confira.

Leia também: Dannah Project dispara "Sete Flechas", terceiro single de "Luxferre"


Atual formação da Escafism 


Riffmakers: O anúncio do cast da edição 2025 acabou de sair nas redes sociais da Tumba Productions. Fui conferindo os nomes, muita coisa foda, e já no final,  lá estava a Escafism.  Como foi ter recebido,  junto com o público,  a notícia?

Júnior Martins: A gente já vem trabalhando há muito tempo para participar desse evento, sempre nas vindas da Nervochaos a Manaus fazíamos questão de estar presentes,  tocando ou na plateia,  assim conseguimos mostrar nosso trabalho ao Edu Lane (baterista da Nervochaos, cabeça da Tumba Productions e criador do Setembro Negro). E em 2024 fizemos uma mini-tour em São Paulo e no Chile, o que, com toda certeza, chama a atenção.  Então trabalhamos muito e insistentemente para termos o que colhemos hoje.

Recebemos a notícia da melhor forma.  Já há uns dias estávamos apreensivos, na ansiedade mesmo, e quando saiu o cast ficamos muito felizes. Isso nos dá força para almejar cada vez mais coisas melhores para a Escafism. 

Riffmakers: Qual a importância de participar do Setembro Negro e o que esperam de retorno?

Júnior Martins: É magnífico estar mum festival desse calibre com nomes de peso do metal nacional e referências internacionais no maior evento do tipo na América do Sul e da América Latina. É uma alegria tremenda. 

Esperamos com isso uma maior aproximação com o público, mostrando nosso trabalho ao vivo para um grande número de pessoas.  Isso ainda gera um intercâmbio, já que o público também é formado pelas bandas e produtores.  Tudo isso dá um retorno magnífico. 

Riffmakers: O cast é um dos mais pesados já trazidos ao Brasil e a Escafism está incluída.  Como público,  o que mais esperam assistir?

Júnior Martins: Tenho minhas opiniões,  mas sei que casam com as da Escafism.  Então,  minhas expectativas são de ver Triptykon (tocando Celtic Frost), Incantation, Watain,  Varathron e, claro, as nacionais. 


Cast completo do Setembro Negro 2025


- 05 de setembro (sexta-feira):

- Palco Maioral

Thulcandra

Primordial 

Agalloch

- Palco Infernal 

Necrofilosophy

Vermin Womb

The Crown

- 06 de setembro (sábado):

- Palco Maioral 

Wisdom

Imprecation

1349 

Coven

Macabre

Watain

- Palco Infernal 

Necromanticu

Leprovore

Féretro 

Bütcher

Primitive Man

Incantation 

- 07 de setembro (domingo):

- Palco Maioral 

The Mist

Ash Nazg Burz

Darkened Nocturn Slaughtercult

Power Trip

Candlemass

Triptykon (tocando Celtic Frost)

- Palco Infernal 

Morkalv

Escafism 

Orthostat 

Tyranex

Nervochaos 

Varathron 

*por Artur Mamede 


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sábado, 5 de abril de 2025

Dannah Project dispara "Sete Flechas", terceiro single de "Luxferre"


O Dannah Project, assinatura musical instrumental de Daniel DiMelo, disparou na última sexta-feira (4) o single "Sete Flechas" encurtando assim a distância do agora até o lançamento de "Luxferre" no próximo 18 de abril. 


Como já é característico do som do DannaH Project, "Sete Flechas"  e as demais composições de "Luxferre", não exigem letras e palavras: "carregam a manifestação de luz e sombra através do som instrumental", afirma o músico. 

Ouça "Sete Flechas" e os outros singles de "Luxferre' CLICANDO AQUI. 


Capa do single "Sete Flechas"

Virtuosa sem ser chata,  "Sete Flechas" abre com acordes que lembram violas. Logo vem uma enérgica bateria dando a deixa para os riffs e solos de DiMelo. 

No single,  a bateria tem um protagonismo surpreendente (para uma peça baseada em guitarras), deixando-o quase ao ponto do thrash metal.  

Leia também: Ofensiva Sonora/Fábio Belluci canta as guerras do "Século XX" em punk folk


Luxferre 


"Luxferre", a sair em 18 de abril (já em pré-venda no Bandcamp), é o nono álbum do DannaH Project. Das 10 músicas que o compõe,  três sairam como singles, "Janequeo", a faixa título é agirá "Sete Flechas", composições instrumentais que abrangem um som pesado e melódico. 


Capa de "Luxferre" por John Noboby Arts


Segundo DiMelo, produtor de "Luxferre", o álbum não está preso a um estilo específico, fazendo referências ao heavy metal, postmetal, postrock e outros gêneros e subgêneros.

"Luxferre", assim com os recentes singles e todos os outros trabalhos do DannaH Project foi gravado no Ilha do Fuzz Estúdio na capitalmineira. O Ilha dividiu a mixagem e  masterização com o Estúdio Casa 1098 em Esmeraldas, também em Minas Gerais. 


*por Artur Mamede 


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Ofensiva Sonora/Fábio Belluci canta as guerras do "Século XX" em punk folk



Projeto solo do Fábio Belluci, o Ofensiva Sonora disparou nos últimos dias de março o álbum "Século XX". Aqui o guitarrista do Cólera, também guitarrista/vocalista do Epidemia,  destila sua expertise no assunto executando um punk rock tradicional aditivado com folk e afiado nas letras.



"Século XX" sucede o ótimo "Para As Novas Gerações" (outubro,  2024) e mantém a pegada do punk rock das ruas, sejam as ruas do Brasil ou da Irlanda ou Escócia, e os elementos folk inseridos no álbum justificam o salto entre continentes.

Aqui está "Século XX". Acesse e ouça ALTO!



Capa de "Século XX"


Dos bons e velhos tempos 



Muito bem executado em letras e músicas, "Século XX" confirma o bom fazer punk do Ofensiva Sonora. O álbum é um apanhado de boas referências, com riffs abrasivos do punk britânico,  baixo e bateria bem marcados e a interpretação personalíssima do Belluci. Ainda há espaço para faixas instrumentais com toques de folk celta.


As letras, inteligentes e poéticas em sua raiva, se destacam no álbum.  Os temas comuns aos pioneiros do punk/HC voltam aqui com um cuidado lírico poucas vezes lido/ouvido. 

Na parte lírica as referências também são várias. "Flores Radioativas", por exemplo, tira seu perfume de "Rosa de Hiroxima" do Vinícius de Morais. E das guerras que citei no título da matéria, o tema se estende para além dos conflitos bélicos entre nações.  

As guerras aqui cantadas são também contra a opressão religiosa, a pressão social para se manter num padrão aceitável e adicções em drogas pesadas. 

O álbum fecha com a instrumental "Auld Lang Syne" uma canção escocesa (também poema do século 18) que se entoa em lembranca aos velhos tempos e que aqui imprime Fábio Belluci como pesquisador/apreciador do punk e do folk celta.

Track list 


01. Século XX 
02. Cães Famintos
03. Flores Radioativas 
04. Colisão 
05. Repetição Constante 
06. A Vingança De Gália (instrumental)
07. Caindo Aos Pedaços 
08. Quando Eu Voltei Da Guerra
09. Serviço Secreto 
10. Verdade Revelada
11. Heroína 
12. I'm A Man You Don't Meet Everyday
13. Auld Lang Syne (instrumental)


*por Artur Mamede 

Foto principal: Mazzei Foto e Video


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sexta-feira, 4 de abril de 2025

"Histeria Coletiva" primeiro álbum da Torpes está lançado


Da região conhecida como Norte Pioneiro,  no Paraná,  a Torpes lançou nesta sexta-feira (4), o seu primeiro álbum.  "Histeria Coletiva" chega após alguns singles e um EP publcado em fins de fevereiro e vem carregado de críticas sociais,  aspecto que norteia todo o trabalho da banda desde sua fundação em 2019.


"A critica política é o que nos move hoje. Somos impulsionados diariamente a ser mais uma voz em meios a tantas, que querem mostrar a insatisfação com tudo que testemunhamos nesses tempos obscuros", disse a Torpes ao Riffmakers.

Trabalhado, da pré-produção ao lançamento,  por dois anos, entre empregos formais, família e tantos outros compromissos,  "Histeria Coletiva" tem sete faixas (sendo seis inéditas) gravadas, produzidas e mixadas por Carlão Pimentel,  baixista da Torpes. 

O álbum foi masterizado no Mopho Studio e tem a capa assinada por Guilherme Amorim, responsável pelo logotipo da banda e pela arte do single "Anomia Social", traduzindo a proposta da Torpes ao campo visual.

Esse esforço rendeu bem, captando com coesão e clareza a mescla de hardcore, punk e metal cometida por Caião - guitarra e voz: Vinícius Rocha- guitarra; Zica - bateria e o citado Carlão. 

Ouça "Histeria Coletiva" clicando AQUI.


Cqpa de "Histeria Coletiva" por Guilherme Amorim 

Posicionamento bem definido 


Nas mensagens recebidas pelo Riffmakers,  a Torpes mostra bem o seu posicionamento no atual cenário e coloca uma vida digna para todos como uma de suas bandeiras. 

"Estamos em meio a uma luta de classes, onde se torna cada vez mais difícil enxergar, com clareza, quem realmente está do nosso lado."

"Através do nosso primeiro álbum, queremos mostrar que estamos ao lado daqueles que se sentem abandonados, excluídos, violados e sem perspectiva de um futuro melhor. Mostrar que queremos mais, o que é de nosso direito. Por uma vida mais feliz, com segurança, moradia, educação, saúde e lazer, por uma vida mais digna."

Leia também: Disfagia - "Horrores da Guerra" é o novo EP da one-man-band


Faixa a faixa


A conversa com a banda ainda rendeu um faixa a faixa , onde a própria Torpes comentou sobre suas composições. Confira. 

Anomia Social - A primeira faixa do álbum traz os questionamentos acerca do caos e as incertezas que foram instalados em nossa sociedade. Uma canção sobre perda de valores, quebra de normas, tudo o que estiver ao alcance para alcançar os interesses escusos de uma elite política corrompida, preocupada mais em se manter no poder do que com os reais problemas de uma sociedade aflita, desamparada e carente de politicas que proporcionem tudo aquilo que foi prometido, o que lhe é de direito, o básico, como retorno sobre os impostos pagos com seu suor e trabalho.

Seguir & Obedecer - a segunda faixa do álbum trata sobre a guerra moral, a desinformação, o uso das redes sociais, da religião, das promessas vazias de uma elite que tem como único interesse, manipular a sociedade mais vulnerável, carente de políticas que tragam melhores condições para uma vida mais digna. 

A faixa aborda a maneira como a população é usada como massa de manobra, absorvendo e transmitindo falas que vão contra seus próprios interesses.

Histeria Coletiva - a terceira faixa não mede palavras para demonstrar a revolta contra a violência policial. Um projeto de extermínio contra a população pobre e vulnerável que necessita da atenção dos órgãos de segurança pública, uma crise de direitos humanos, onde governos dão o direito de atirar antes e perguntar depois. Sem meias palavras, Histeria Coletiva é uma crítica àqueles que enxergam algozes como heróis. Que normalizam esta barbárie, que assistem de braços cruzados nossa população sendo assassinada por sua cor e classe social.

Contra o Caos - uma chamada à Revolução Popular. Não há como deixar esta opção de lado. Quando as reivindicações pacíficas não surtirem efeito, quando parecer não haver mais saída, somente a união coordenada e ofensiva será a maneira como vamos depor o mal que assola nossa nação.

Somos a Revolução - uma canção sobre como estamos rumo à nossa extinção. Sobre como evoluímos para criar meios de nos exterminarmos. De mamíferos frágeis à donos do mundo. Partindo da nossa criatividade, sede por conhecimento, curiosidade, nosso instinto explorador até o nosso declínio, pela nossa petulância, nosso desejo de poder, nosso individualismo, nossa falta de empatia, nossa falta de amor empatia com o próximo, até nossa destruição.

A Verdade - uma faixa que soa mais como um desabafo. Testemunhando toda injustiça e descaso, um grito de revolta, uma maneira de externalizar o sentimento de quem se sente desamparado, abandonado a própria sorte, de quem é desfavorecido perante uma elite política financiada e sustentada no poder para governar pelos interesses de uma minoria.

Zé ninguém - A última faixa fala sobre o desapego por tudo que a sociedade nos vende como ideal. Libertar-se da necessidade de pertencimento, de ser o que querem que sejamos. Desprender-se de uma vida de mentiras, que nos é vendida como um desejo comum e alcançável a todos. Que possamos ser nós mesmos, vivendo nossas vidas, sendo felizes com o que realmente nos importa, com tudo aquilo que é real.


*por Artur Mamede 


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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Disfagia - "Horrores da Guerra" é o novo EP da one-man-band


De Fortaleza (CE), a one-man-band Disfagia disparou no último dia 2 mais um EP. "Horrores da Guerra" tem oito violentas faixas compactadas em 7'03" de duração. E o que ouve é uma amálgama de crust/grind/HC muito bem executado.



Encarnada em Victor Viana (composições/vocais/todos os instrumentos), a Disfagia leva a sério o prefixo "DIS". É nítida a influência do hardcore britânico do Discharge  e outros arregaçou sonoros como Doom, Extreme Noise Terror, Disrupt, Terrorizer e Napalm Death mais primitivo. 

Aqui está "Horrores da Guerra". Acesse e ouça ALTO!


Capa de "Horrores da Guerra"


Brutalidade  crescente 


Em "Horrores da Guerra" a Disfagia sobe ainda mais o nível da brutalidade cometida nos seus trabalhos anteriores, a isso se deve mais experiência e melhor qualidade de gravação. 


Das oito faixas de "Horrores da Guerra", três já haviam sido publicadas no EP 'Armagedom", lançado em setembro de 2024, que aqui ganharam um novo verniz, soando mais altas e claras e mantendo a violência do registro original. 

A temática lírica é aquela comum ao que se pede a quem encara a proposta de fazer grind/crust: guerras, fome, autoritarismo e exploração.  Parece repetição,  mas a culpa é da humanidade que insiste em repetir estes erros dando motivo para que se façam mais músicas (ou anti-músicas) de repúdio. 

Track list 


01. Horrores da Guerra 
02. Guerra Profana 
03. Miséria 
04. Guerra Nuclear 
05. Parasitas 
06. Morte Corporativa 
07. Revolta 
08. Guerra, Morte e Destruição 


Outros registros 



Da Disfagia e Victor Viana (a.k.a Victor Skullcrusher) também são encontrados no Bandcamp o já citado "Armagedom", o EP "Carcaça' (julho,  2024) e as demos "Miséria e Exploração" e "Puro Desprezo", de setembro de 2023 e agosto de 2022, respectivamente. 

Ainda de Victor, a plataforma abriga os projetos paralelos Wardog, Achalasia e Scumbag, todos transitando entre os subgêneros mais extremos da anti-música. Recomendo.

*por Artur Mamede 


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quarta-feira, 2 de abril de 2025

Sacrifix - lyric video de "Let's Thrash" levanta alto a bandeira do estilo


Como uma bandeira do estilo forjado no início da década de 1980, "Let's Thrash", o novo single/lyric video do Sacrifix lançado no primeiro dia de abril, traz a fórmula para se fazer o thrash metal nos moldes da velha escola.


Pinçado do EP de mesmo nome publicado em fevereiro, "Let's Thrash" é recheado de referências ao estilo, o que  pode ser notado nas várias partes que compõem a faixa. São diferentes modulações vocais e andamentos instrumentais que vão do speed mais primitivo à passagens mais lentas abrindo para o stage diving e tudo com bastante personalidade.

Com tanta bagagem não é de se estranhar que "Let's Thrash " tenha mais de seis minutos de duração, fazendo da faixa um desafio para o pescoço. 

"Let's Thrash" é daquelas para se detonar ao vivo, com o título virando um poderoso refrão. A faixa tem participação de Pedro Zupo (Living Metal), Johnny Z (Metal Na Lata) e um coral thrasher que dá uma ideia de como isso funcionará em um show.

Aqui está o lyric video de "Let's Thrash". Acesse e ALTO!



Frames de "Let's Thrash"


Thrasheando até a morte


Para reforçar a mensagem passada desde o título,  "Let's Thrash" tem o poderoso recurso do audiovisual.  Mais uma vez, vários elementos do estilo são passados a limpo, fazendo do clipe um testamento do thrash metal tanto para iniciados como para neófitos, um ótimo trabalho da W. Designer.

Leia também: Madbong tece homenagem ao Planet Hemp em "Usuário"


O EP


"Let's Thrash" (OUÇA AQUI), o EP de onde o single foi retirado já se encontra na mais alta prateleira, entre os preferidos da casa e dos grandes lançamentos de 2025.


Capa de "Let's Thrash" por Emerson Maia

Produzido pela própria Sacrifix (Frank Gasparotto -vocal/guitarra, Diego Domingos - guitarra, Filipe Toninni - baixo/backing vocals e Fabio Moyses: - bateria/backing vocals), "Let's Thrash" conta com seis poderosos registros. 

A faixa título foi gravada no Tori Studios (Diadema) e as demais, no formato ensaio ao vivo, foram captadas no Armazém Studios (Tatuapé). Mixagem e masterização são assinadas por Marco Nunes e todo esse conjunto de esforços gerou essa pedra bruta do thrash metal nacional. 


Track list


01. Let’s Thrash 

02. Sacrifix (rehearsal) 

03. Raped Democracy (rehearsal) 

04. Rotten (rehearsal)

O5. Mundo Nojento (rehearsal) 

06. Let's Thrash (rehearsal) 

Essa é uma obra para se ouvir alto.  Let's Thrash Till Death!

*por Artur Mamede 


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terça-feira, 1 de abril de 2025

Madbong tece homenagem ao Planet Hemp em "Usuário"


Lançado em fins de março, o chapado single "Usuário" dos olindenses do Madbong pesa a mão no stoner e faz uma homenagem ao Planet Hemp,  mas precisamente ao álbum de estreia dos cariocas,  nascido há 30 anos e também batizado de "Usuário".


Faixa instrumental,  grave, lenta e groovada,"Usuário" carrega nos elementos do stoner/sludge com texturas psicodélicas, que podem levar os mais chegados a um estado contemplativo (ou morgação).

Aqui está "Usuário". Acesse e ouça ALTO!

De acordo com a Madbong (Nel Guerra - guitarra, Ednie Barros - bateria e Eduardo Trindade - baixo) em "Usuário”, a banda mergulha em sonoridades pesadas, densas e repletas de efeitos psicodélicos, criando paisagens sonoras que inspiram conscientização e resistência ao proibicionismo.

Leia também: Eskröta - single "LBR" abre caminho para "Blasfêmea"


Capa chapada de "Usuário"

Pra geral 


Mas "Usuário" também é indicado aos não adeptos da cannabis. Para os que só vieram pelo som, tá tudo ok também.  Em 04'25" (ops) de duração da faixa, são despejadas toneladas de graves puxando pela memória os riffs sabbathicos, o baixo evidentemente marcado para hipnotizar e a bateria jazzeada com certa crueza.

Mixada, e muito bem, por Júnior Supertramp, "Usuário" tem algumas interessantes quebras na cadência, oscilando para uma euforia de segundos e logo voltando ao pantanoso doom. 

E quase na ponta, uma rápida inserção de áudio, um trecho de alguns segundos do clássico "Tapa na Pantera", traz uma luz a "Usuário" que enfim se apaga com uma cacofonia épica. Recomendo. 

*por Artur Mamede



Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...