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quinta-feira, 16 de maio de 2024

"Não Sinta Medo" gritam os Rejeitados Pelo Diabo

Rejeitados Pelo Diabo, banda de horror punk/hc fundada em Tefé, interior do Amazonas, crava mais um prego no que vai vir a ser seu novo EP. A faixa "Não Sinta Medo" foi lançada na última quarta-feira (15) e disponibilizada no YT da banda 


Mais uma vez de forma 100% independente e FVM (Faça Você Mesmo) a Rejeitados Pelo Diabo responde por toda a produção e divulgação do single, a exemplo de outros trabalhos, como a faixa "Rejeitados" lançada a uma semana 


Não Sinta Medo 

A faixa mostra a banda mais furiosa e até mais coesa, e a produção, mesmo que "caseira" ajudou muito nisso. Tá tudo mais audível, mais bem definido.

A letra, que tem um "jeito Cólera" de se expressar ganha mais força com o instrumental que as vezes tende ao crossover. O uso de backing vocals (alguns bem cavernosos) e um refrão simples e direto colocam a música pra cima, já entre as melhores resenhadas aqui.

Aqui está "Não Sinta Medo". Acesse e ouça ALTO!

Em estúdio 

Assim como "Rejeitados" e "Não Sinta Medo" as outras faixas do futuro EP da banda estão sendo gravadas, produzidas e editadas de forma caseira, com uso do "estúdio celular". Tudo é registrado em um smartphone e editado com um app próprio para a função.





Atualmente com Marcão (baixo/backing vocal), Joe; e Márcio (guitarras), Divide (bateria) e Amorim (vocal), a Rejeitados Pelo Diabo tem 11 músicas já compostas e seis dessas em produção para o EP, ainda sem título, que contará com a Candiru Records como parceira na distribuição digital.

*por Artur Mamede 






sexta-feira, 31 de julho de 2020

"Curupira" abrindo caminhos para a Candiru. Confira o lyric video


*por Artur Mamede 

Publicado na noite de quinta-feira  (30) p lyric video de "Curupira" abŕe um novo ciclo para a Candiru. Produzido e gravado no home  studio Urbanoise Produções, do guitarrista Felipe Hüffner, "Curupira" tem assinatura do designer e animador gráfico Diego Neves, sobre a arte do baiano Emerson Maia.

"Conhecemos o Diego em fevereiro passado, na nossa mini-tour pela capital amazonense e mesmo voltando para nossas cidades, nós para Tefé (AM) e ele para Porto Alegre (RS), mantivemos contato e a amizade. O resultado é esse clipe", disse Hüffner.

Ainda esse ano, a banda promete um video rehearsal. "São sete músicas nossas, tocadas em estúdio, com a banda reunida. Essas músicas farão parte de um EP, e se continuarmos no.pique, talvez vire um album cheio", conta o guitarrista. 

Acesse o link abaixo e aprecie "Curupira".



segunda-feira, 13 de julho de 2020

Single de "Curupira" é o novo ataque da Candiru


*por Artur Mamede 

Incansável mesmo durante e após uma infecção por corona (leia entrevista publicada aqui no Riffmakers), a Candiru prepara um novo ataque. A banda originária de Tefé, cidade do interior do Amazonas, distante 522 kms de Manaus, lançou nesse domingo  (10) o primeiro teaser do novo single, "Curupira".

O Riffmakers conversou com Felipe Hüffner (guitarrista/vocalista fundador) sobre o projeto. 

Riffmakers: Mesmo em isolamento como foi o processo de composição, produção e gravação do single?

Felipe Hüffner: O material foi gravado durante a quarentena, no meu home studio, Urbanoise Produções. Fiz todo o trabalho de gravação, mixagem e masterização com ajuda dos companheiros de banda sobre os detalhes a serem feitos via Whatsapp. Enfim está pronta pra ser lançada e é uma grande conquista para nós da Candiru que sempre víamos gravar um som como algo fora de alcance, e os estúdios da cidade nunca atendiam nossas necessidades de gravar com o timbre que a gente queria. Ai fomos nos adaptando e é isso ai, DIY . Se quer bem feito, faça você mesmo.

Riffmakers: De quem é a obra (ilustração e video) do recém publicado teaser? Também foi na base do DIY?

Felipe: O vídeo veio presente de um amigo conterrâneo e apoiador da banda, que reside em Manaus, o JP (Joao Pedro da Gama Gomes) que sempre divulga a Candiru.

A arte ficou por conta do desenhista e conhecido criador de logotipos para bandas extremas no Underground Nacional, Emerson Maia, da Bahia. Ele também foi o criador da logo da banda.. Os trabalhos dele incluem bandas como Escafism (Amazonas), Visceral Slaughter (Amapá) e outras.

Também estamos produzindo o merchan de divulgação com apoio da Avalon (Tefé) e DL Camisetas  (Manaus).

Riffmakers: O vídeo disponibilizado ainda não é o oficial. Qual a previsão de lançamento e o que podemos esperar?

Felipe: O single estará nas plataformas em 30 ou 40 dias, após todo o processo de licenciamento. E será também um lyric video. Mas o teaser está ai nas redes sociais para quem quiser apreciar.

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Acompanhe a Candiru no Facebook (Candiru) e Instagram  (candirumetal).

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Do interior do Amazonas, a Candiru luta contra o isolamento

Formação da Candiru antes da pandemia

*por Artur Mamede 

A pandemia do corona parou o mundo. Já sabemos. Agora tente avaliar os impactos  no setor cultural brasileiro (desprezado pelo Executivo nacional e seus secretários descartáveis) e na música underground. Imagine os efeitos disso tudo para uma banda de thrash/crossover formada no interior do Amazonas.

Originária de Tefé, cidade de aproximadamente 60 mil habitantes  (IBGE, 2019) distante 522 km de Manaus, a Candiru exemplifica as dificuldades de se  manter na atividade fazendo música pesada no Brasil. A banda completa seu primeiro ano de atividades em isolamento e teve  mudanças na formação e casos de Covid-19 entre seus integrantes. 

O Riffmakers falou com Felipe Hüffner, guitarrista fundador da Candiru sobre isolamento, plataformas de divulgação e planos.

Riffmakers: A banda completa um ano no Dia Mundial do Rock. O isolamento mudou os planos do aniversário. Como a Candiru vai passar a data?

Felipe Hüffner: Planejávamos comemorar esse primeiro ano tocando no Dia Mundial do Rock, aqui em Tefé. Esse ano o evento será no formato 'live', uma transmissão ao vivo da prefeitura daqui. Como estamos em recuperação do covid e também em preparação de novas músicas, optamos  por, até  por sermos independentes, uma transmissão exclusiva da banda. Mas isso fica para agosto.

Riffmakers: Quais as consequências do isolamento social na produção da Candiru, justamente numa época em que a banda agendava eventos na capital e entradas nos estúdios?

FH: O isolamento afetou bastante. Teríamos eventos pra realizar e tudo parou. Contraímos corona e a recuperação foi um tanto demorada, mas também teve seu lado bom, conseguimos produzir em home studio o single de "Curupira" e estaremos lançando ainda em Julho. Só estamos preparando artes e a forma de distribuição do som nas plataformas.

Riffmakers: O underground sempre precisou de si mesmo e de suas redes independentes de comunicação para sobreviver. Em tempos de pandemia e distanciamento social, no caso do Amazonas, distanciamento também geográfico, como a Candiru vê esse network? E o que pode ser aproveitado disso?

FH: Com certeza o network no meio underground tem ajudado bastante a manter as esperanças e a força pelo metal pulsantes, muitos parceiros, tanto pra divulgar nos zines como também distros e produtoras ajudando pra que seja produzido o Urbanoise Zine que é o material que venho produzindo desde agosto do ano passado e que falta muito pouco pra ser impresso. Uma grande conquista pra mim e pra cena Não só local mas nacional, contando com inúmeras bandas de diversos segmentos do underground, do HC ao metal extremo.

Riffmakers: Fale sobre a Candiru, a gênese da banda, composições e planos.

FH: Em um ano a banda mudou não só em sonoridade mas também na sua formação. No inicio era um quarteto formado por integrantes da banda Ventura e um baterista técnico aqui da cidade. Começamos com duas autorais: "Candiru Attack" e "Estouro de Queixada", as duas na pegada thrash crossover influenciado pelo thrash da Bay Area (EUA).

Após essa primeira apresentação em 13 de julho de 2019, a banda sofreu mudanças na formação onde só eu permaneci. Então fiz o convite pra entrada do Angelus Kalliel na bateria e o Marcão no baixo, assim solidificando e compondo novas músicas já numa pegada mais atmosférica com grooves e temas de morte e horror amazônico um som mais  Candiru como gostamos de definir.

E o som permanece mudando. Com a saída do Marcão estamos em Dupla e cada vez mais agressivos nas letras, riffs e cadências. 

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A Candiru pode ser  encontrada nas reses sociais, facinho de achar. No link abaixo confira uma versão de "Curupira".


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