*por Artur Mamede
O mesmo instinto e intuito coletivo que combate o fascismo, homofobia, misoginia, feminicídio, violência policial e outras aberrações já registradas em letra e música nas coletâneas "Um Futuro a Temer" (2017), "Punkadaria Antifascista vol.. 1" (julho de 2020), "53 Coices de Porco" (Motim Underground, agosto de 2020) e "Nordeste em Chamas" (Tocaia Selo, julho de 2020) ruge novamente na recém lançada compilação "Sangue Preto - Nossa Luta Contra o Racismo", que tem.o apoio da Laja Records.
Disponibilizada nesta quarta-feira (12) no Bandcamp (link no fim.da matéria) a coletânea reune 25 bandas de várias vertentes musicais.
Como se descreve na plataforma de streaming, Sangue Preto é "um projeto coletivo entre bandas, artistas, fotógrafos, selos independentes e pessoas envolvidas no meio hardcore punk, unidas na proposta de passar uma mensagem reflexiva sobre questões raciais, violência policial, homofobia e desigualdades sociais".
Continua o coletivo: "Diante desse momento histórico desastroso, em que os problemas da sociedade contemporânea se personificam cada vez mais, não podemos nos calar: o genocídio do povo preto e ascensão do fascismo o Brasil e no mundo precisam ser denunciados das mais diversas formas".
A capa, pensada coletivamente, reúne personalidades históricas do povo preto que simbolizam a luta contra a opressão.
"Sangue Preto" tem em sua track list Derrota + Josie Lucas + Natalia Matos + Bah Lutz , Bertha Lutz, Ratas Rabiosas, Mau Sangue, Älä Kumarra, Crexpo, Desalmado,Sebdo Fogo, Make It Stop, Haiz, demonia, Klitores Kaos, O Inimigo, Desobedeça, Vozes Incômodas, Cruento, Discurso de Pobre, Humäno, Afoite, Antilhano, Time and Distance, Blackjaw, The Biggs, Old Rust e N.T.E.
No link tu encontra ainda o encarte gráfico onlne e opção para dowmload do mesmo (58 páginas).