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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Desalmado - "Monopoly of Violence" eleva os níveis da brutalidade


"Monopoly of Violence", recém-lançado album da Desalmado, já chega como uma das grandes e barulhentas obras da musica extrema brasileira de 2025. A produção esmerada mostra um direcionamento mais death metal, ainda que mantendo a crueza grind que sempre foi marca da banda. O que vale também para o conteúdo lírico que evita os clichês do metal da morte.

Produzido e gravado no Family Mob, "Monopoly of Violence" traz os primeiros registros oficiais de João Limeira e Marcelo Liam como baterista e guitarrista, respectivamente, que na companhia de Caio Augustus (vocal) e Bruno Teixeira (baixo) cometetam um dos discos mais brutais da banda.

Aqui está "Monopoly of Violence". Acesse e ouça ALTO!

Capa de "Monopoly of Violence" por Gabriel Augusto

Monopoly of Violence


O álbum tem mixagem e masterização assinadas por Hugo Silva. Um ótimo trampo que deixa a audição de "Monopoly of Violence" assombro para os ouvidos. As  10 faixas soam claras e altas e juntas moldam um megalítico bloco death grind.

A capa é outro esforço da Desalmado para manter a personalidade do trabalho. Dispensando ferramentas de IA, a banda optou pela arte orgânica de Gabriel Augusto, que, segundo a banda, captou a essência da ideia.

Leia também: Ophiolatry - single/clip de "Death Tour" aponta para novo álbum


Track List


1. Anger
2. Trauma Bond
3. No Peace, Only Death
4. Blood Thorns
5. Deaf
6. Monopoly of Violence 
7. Fall of the Empire
8. Pig Killer
9. Last Frame 
10. Suffocated

"Monopoly of Violence" tem distribuição digital da Blood Blast (subsidiária do selo alemão Nuclear Blast) e em breve ganhará sua versão em formato físico.

*por Artur Mamede

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terça-feira, 29 de abril de 2025

Unblooded - "Marcas daTortura" retrata a brutalidade carcerária



O visceral "Marcas da Tortura", disparado no último dia 10, é a estreia em video clipe dos death grinders maranhenses do Unblooded. A obra audiovisual, realizada totalmente no espírito FVM, é carregada de brutalidade e nada aqui é gratuito, não é barulho pelo simples barulho e o sangue derramado tem seus porquês.


"Marcas da Tortura" faz referência ao caso dos irmãos Naves, um dos maiores erros judiciários da história do Brasil e que continua sendo repetido nos porões e celas dos DPs.

Aqui está "Marcas da Tortura". Acesse e ouça ALTO.



Frames de "Marcas da Tortura"

O clipe


Para o peso do tema, o teor da letra e a massa sonora death grind de "Marcas da Tortura" só um acompanhamento igualmente brutal. O que foi alcançado na parceria entre a Unblooded e o diretor André Bakka.

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Num cenário simples, uma imensa mortalha e a banda banhada em sangue (com algumas inserções externas e de um programa de TV), Bakka e equipe captaram e reproduziram no clipe a mensagem da Unblooded.

O clipe foi realizado de forma totalmente FVM num esforço colaborativo que deu certo. A começar pela cenografia que leva a assinatura de Maria Helena Costa (responsável pela mortalha e mãe do guitarrista Alexandre Costa), do próprio Alexandre e André Bakka.

Bakka aparece outras vezes na ficha técnica, como maquiador e um dos torturados do clipe (o outro é interpretado por André Luiz e o torturador por Gusttavo Bazílio, baixista da banda e também coordenador de produção e produção geral).

A equipe se completa com Débora Selv na produção geral, maquiagem e efeitos especiais ("assistente de sangue"), Lucas Mano (baterista da Unblooded e produção geral) e Adam Fragoso na direção de fotografia, edição, montagem e colorização.


Unblooded


Com uma década de atuação na música extrema, a Unblooded tem na formação atual, alem dos citados Alexandre Costa, Gusttavo Bazílio e Lucas Mano, o vocalista Aleff Lopes.

"Marcas da Tortura" foi retirada do EP de mesmo nome lançado em dezembro de 2023. O trabalho de media duração tem sete faixas elaboradas e gravadas já com a formação atual.


Capa de "Marcas da Tortura" por The Darkside Art

O EP foi gravado no KM4 Produções sob a mão de Ruan Cruz, que mixou, masterizou e orientou a Unblooded nas gravações. Débora Selv articipa ainda da  obra nos vocais de "Esquadrão de Bruxas".

"Marcas da Tortura" saiu com o apoio de Nilberto Borges da Metal Island Records e todo esse esforço conjunto que fortalece o ecossistema da música extrema nacional.


*por Artur Mamede

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