Mostrar mensagens com a etiqueta doom. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta doom. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 7 de março de 2025

Acacia Crown - single escancara o horror da pedofilia no ambiente doméstico


Tema espinhoso, a pedofilia no ambiente doméstico, é escancarada no novo single do duo Acacia Crown, "Deliver Us From Your Fondness" (ou "Livrai-nos de seus carinhos", em tradução livre). 

A temática, pesada pela própria natureza, se torna esmagadora com as megalíticas cargas de death e doom despejadas nos mais de 10 minutos de audição. 

Os gatilhos são tantos que dificultaram até a criação da chamada para essa matéria, já que não se pode deixar base para interpretações equivocadas de exaltação à violência.

Aqui está "Deliver Us From Your Fondness". Acesse e ouça ALTO!

Leia também: The Host - traição aos Templários é tema de novo single


Capa de "Deliver Us from Your Fondness"


Gatilhos e ambientação opressiva


Heverton "Áscaris", a voz do Acacia Crown, e Fabrício Sawaya (guitarra, sintetizadores e bouzouki) contaram com o baixista Paulo Scarlet (da sergipana Scarlet Peace) para condensar de formada dramática todo o peso proposto pelo assunto.

O resultado é um esmagador retrato de violência sonora, que oprime desde os primeiros segundos. O choro de criança (baita gatilho) é seguido por alguns segundos de uma suposta paz de cordas dedilhadas, até que entra o protagonista abusador, que é encarnado aqui por Áscaris. 

O horror imposto por essa interpretação segue por quase toda a faixa. A repetição de riffs e batidas (muito bem executados) e de algumas falas do protagonista (cidadão de bem, cristão e trabalhador, definições da própria banda) parece transbordar desesperança, como se a violência fosse um ciclo infindável. Os segundos finais só confirmam essa perspectiva sombria.

O clima pesado é ainda reforçado pela ótima -foi difícil escrever isso- arte de capa e pela primorosa produção de Herbert Rodrigues (Oblivionist,Through The Skies), captando a energia brutal de toques épicos e avant-garde do Acacia Crown.

Acacia Crown e "Deliver Us From Your Fondness" merecem a sua audição, ainda que com alguns cuidados. O negócio é pesado.

*por Artur Mamede 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 











sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Demisch - duo lança o sabbhático single "It (The End)"

Conhecidos nas redes sociais e região onde residem, desde que eram Os Desconhecidos,, Emilly e Dennis Schivittez reativaram o duo Demisch e, para 2025, um novo álbum está quase finalizado. O single "It (The End)", lançado em 24 de janeiro, é a primeira faixa divulgada do sucessor de "Nuclear Medusa", de 2022.


"It (The End)" mostra a progressão dos Schivittez, que vêm acumulando milhas em tocadas e estúdios desde a criação d'Os Desconhecidos em 2015 (ainda sem Emilly). No single recém lançado, os irmãos Dennis e Emilly, com 17 e 14 anos, respectivamente, apostam mais fichas no que já havia sido proposto no álbum de 2023 e executam uma densa e pesada mistura de heavy metal, doom e stoner.


Capa do single "It (The End)" do Demisch 


Leia também: Thrashbound lança o mini-EP "Metal Witch"

Além da Demisch, e da encerrada, em 2015, Os Desconhecidos, a dupla Emilly (baixista/backing vocal) e Dennis (baterista, guitarrista e vocalista) tem seus nomes registrados como integrantes da Pós-Pandemia, projeto punk/HC formado com o padrasto e produtor Enio Pereira.

Aqui está "It (The End)". Acesse e ouça ALTO!


Cartão de visitas assombrado 


Cartão de visitas para o segundo álbum da Demisch, "It (The End)" tem gravação e produção, caseira, assinada por Enio Pereira (co-autor de letra e música com Dennis) e mixagem/masterização de Joe Marshall.


Enio Pereira, Emilly e Dennis Schivittez


A faixa, ora mergulha nas afinações pantanosas do doom, ora explode em riffs estridentes. O baixo seguro e pesado de Emilly marca a cadência grave e hipnótica da bateria. Esse vigoroso instrumental faz a cama (caixão) para a voz de Dennis, que alcança notas altas e desesperadas puxando para as primeiras gravações de Ozzy. O uso de dobro na voz cria uma atmosfera fantasmagórica para o registro. Mais um acerto da produção.

Guardem o nome. Procurem a Demisch.

*por Artur Mamede 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 






 

sexta-feira, 26 de julho de 2024

Gods & Punks - "Death" está lançado


Enfim, "Death", o esperado novo álbum do Gods & Punks emerge à luz. Lançado nesta sexta-feira (26) pela Electric Valley Records, a obra de sete longas, densas e sólidas canções celebra a vida retratando uma experiência de quase morte.


"Death", apesar de girar sobre um único tema, não se encaixa na categoria dos conceituais ao lembrarmos de quanta coisa chata foi colocada nesta categoria. As faixas respiram (pesadamente) com pulmões próprios. E algumas gritam bastante.

Aqui está "Death". Acesse e ouça ALTO!

Explicando o porquê do quase morte falado no trecho de abertura - para quem não segue a Gods & Punks ou o Riffmakers (tem duas matérias sobre a banda publicadas aqui), Alex Canhetti, vocalista e letrista tem a palavra.

"Em 2021, quase morri. Para resumir, meu cérebro ficou tão gravemente ferido que entrei em algo chamado estado de descerebração, entrei em coma nível 3 na escala de Glasgow (usada para medir os níveis de consciência (Nota do editor) e tive que passar por uma cirurgia na sala de espera do hospital em que estava. E então fiquei no hospital por mais de um mês, passando por outras três cirurgias até que fui mandado para casa", escreveu Canhetti.



Alexandre Canhetti (Reprodução/YouTube)


Leia também: Cülpado anuncia novo guitarrista


 "Death" em uma audição


Quinto álbum da Gods & Punks (olá, Monster Magnet), "Death" sucede "The Sounds of the Universe", de 2021. A obra teve os vocais gravados em Paris, os baixos registrados em Santos (SP) e guitarras e baterias no Rio de Janeiro. 

A hipnótica série de faixas foi mixada e masterizada por André Leal e Kleber Mariano no Estúdio Jukebox, em Volta Redonda (RJ), tendo como seus executores, além de Alex, Pedro Canhetti (baixo), Rodrigo Blasquez (guitarra ) e Gabriel Santiago (bateria), os dois últimos, integrantes da Blind Horse.


"Death" do Gods & Punks. Capa por Bruno Kros 


Resolvi fazer um review "ao vivo". Essas são as impressões de uma primeira audição. E espero estar "errado" sempre que ouvir de novo. 

"Slowburner" abre o álbum com muito punch, rifferama sabbathico com acordes mais abertos, gritando. Bateria e baixo paquidérmicos e vocais diretos, com alguma modulação dramática. Aqui alguns corais elevam ainda mais o pique 

Emendando riffs, "Loss Of Reality" transita entre o hard rock 70 e o stoner. A máquina de chimbal trabalha para o climão. Uma quebra no andamento, com a banda seguindo a voz, dá um tom profético a faixa  E tome riffs.

"The Night of a Thousand Days" tem o doom mais tradicional na composição química, aqui bem escancarado. Afinação pantanosa, batidas e graves reverberando no éter e a voz de Alex soando quase épica, que ganha o reforço de agudos distantes, teclados "litúrgicos" e um encerramento em dedilhados medievais.

"Descerebration" é um mergulho límbico, aquoso. Um solo te puxa pra fora d'água, a cozinha soa pesada como o inferno jazzeando o heavy metal sabbathico.


Capa do single "Descerebration", por Bruno Kros 


De intro etérea "The Space Between Spaces", tem uma levada bluesy, címbalos espaçados e cânticos murmurantes. Até o doom estreitar tudo numa caixa escura antes da volta ao blues.

"Archimedes' Screw" marca com teor stoner sua presença. Aspereza bem dosada, "Archimedes' Screw" ("Parafuso de Arquimedes", em tradução livre), narra uma cirurgia de emergência realizada na sala de espera de um hospital. 

"Black Box" surpreende pelo ensoloramento. O sol do Rio de Janeiro invade Birmingham. Tem um pouco do britrock de Manchester safra noventa. Um piano fala alto, o baixo estala, uma constelação de referências chegam de uma porrada só. Quantas faixas em uma? O solo de guitarra! Bateria frenética empurrando tudo pra cima e pra frente! Alto. A todo volume.

...

Se teve algo que me incomodou foi o silêncio após a audição. Dos lançados no Brasil em 2024, "Death" já está na prateleira dos preferidos da casa. 

*por Artur Mamede 


APOIADORES RIFFMAKERS 







quarta-feira, 10 de julho de 2024

Gods & Punks - "Archimedes' Screw" sai em lyric video


"Archimedes' Screw", da Gods & Punks, que havia sido lançada recentemente como single, ganhou uma versão lyric video. No YT desde o dia 8, o clipe casa bem imagem, música e letra, levando o ouvinte a uma imersão sinestésica.


Como o single anterior - "Descerebration", "Archimedes' Screw" antecipa a vinda de "Death" álbum conceitual e autobiográfico, idealizado por Alex Canhetti vocalista/letrista da Gods & Punks. 



Aqui está "Archimedes' Screw". Acesse e ouça ALTO!

"Death", a sair pela Electric Valley Records em 26 de julho, tem como criadores e executores Pedro Canhetti (baixo), Rodrigo Blasquez (guitarra ) e Gabriel Santiago (bateria), Para saber mais sobre o álbum, leia Gods & Punks - "Descerebration" é um mergulho no doom psicodélico, publicada aqui no Riffmakers.

Leia também: Escafism no cast do Masters Of Noise

Experiência de quase morte 


"Death" é uma espécie de compilado de crônicas metrificadas como letras por Alex Canhetti e musicadas pela Gods & Punks, sobre a experiência de quase morte vivida por Alex.






"Archimedes' Screw" ("Parafuso de Arquimedes", em tradução livre), narra uma cirurgia de emergência realizada na sala de espera de um hospital. 

O procedimento de perfuração na caixa craniana serviu como drenagem de líquidos e diminuição da pressão no crânio. Ainda assim, o protagonista entrou em profundo estado comatoso.

"Death" e os singles que dele estão saindo celebram o retorno de Alex. E não há espaço para música de elevador. O que se ouve é eletricidade em forma de doom, stoner, psicodelia e mergulhos profundos no azul. 

Com toda certeza, um grande álbum.

*por Artur Mamede 


APOIADORES RIFFMAKERS 






quarta-feira, 3 de julho de 2024

Gods & Punks - "Descerebration" é um mergulho no doom psicodélico



Lançado em meados de junho passado, "Descerebration" abre o ano para os cariocas do Gods & Punks.  O single é a primeira dose extraída de "Death", o quinto álbum da banda, que tem 26 de julho como data de estreia.



"Descerebration", e o álbum que a envolve, é um mergulho doom psicodélico, que se estende ao stoner, nascida de uma experiência de quase morte de Alex Canhetti, vocalista da Gods & Punks.

Da letra e de um esboço composto ao violão por Alex, veio a urgência do registro que foi executado de forma claustrofóbica, ainda que à distância, por Pedro Canhetti (baixo), Rodrigo Blasquez (guitarra ) e Gabriel Santiago (bateria), os dois últimos, integrantes da Blind Horse que, inclusive, recomendo.


Capa de "Descerebration" por Bruno Kros


Aqui está "Descerebration", acesse e ouça ALTO!

Leia também: On Stage - Edu Falaschi (29/06, em Belém-PA)

A gênese de "Death"



"Descerebration", lançado pela especializada em stoner/doom/psicodélico e adjacências sonoras Electric Valley Records, teve os vocais gravados em Paris, os baixos registrados em Santos (SP) e  guitarras e baterias no Rio de Janeiro. A hipnótica track foi mixada e masterizada por André Leal e Kleber Mariano no Estúdio Jukebox, em Volta Redonda (RJ).

Os acima citados são os responsáveis por darem à luz as letras e músicas do Gods & Punks. A gênese de "Descerebration" e consequentemente de "Death" é explicada pelo próprio Alexandre Canhetti.



Capa de "Death" por Bruno Kros


"Em 2021, quase morri. Para resumir, meu cérebro ficou tão gravemente ferido que entrei em algo chamado estado de descerebração, entrei em coma nível 3 na escala de Glasgow (usada para medir os níveis de consciência (Nota do editor) e tive que passar por uma cirurgia na sala de espera do hospital em que estava. E então fiquei no hospital por mais de um mês, passando por outras três cirurgias até que fui mandado para casa", escreveu Canhetti.

Da experiência de quase morte saíram as ideias para o álbum que sucede "The Sounds of the Universe", de 2021. "Então, em 2023, abordei Gabriel, junto com nosso amigo em comum no Blind Horse, Rodrigo, e entreguei a eles essas demos ruins que gravei com meu laptop."

"Junto com Pedro, nós quatro trabalhamos nessas músicas por alguns meses e fizemos este álbum: uma coleção de músicas antigas, músicas novas e algumas ideias perdidas que nunca foram gravadas. Ele conta a história dos dias que precederam seguiram minha experiência de quase morte. Espero que vocês gostem do álbum. Estamos muito orgulhosos dele", disse o músico.

Track list 



1. Slowburner
2. Loss of Reality
3. The Night of a Thousand Days
4. Descerebration 
5. The Space Between Spaces
6. Archimedes' Screw
7. Black Box 

*por Artur Mamede 


APOIADORES RIFFMAKERS 








quinta-feira, 30 de julho de 2020

Arteaga (Chile) e Atomic Mold (Itália) mostram seu stoner/doom em split album

*por Artur Mamede 

Publicado na quarta-feira 29) no canal 666MrDoom o split álbum da chilena Arteaga e da italiana Atomic Mold é uma ótima amostra do que vem sendo feito no stoner/doom e da união dessa subcultura. 

O split saiu em uma parceria entre Electric Valley Records e Interstellar Smoke Records junto ao já citado 666MrDoom. São pouco mais de 40 minutos  (divididos em quatro longas e nada cansativas faixas) de  riffs pesados, e  hipnóticos, no caso dos chilenos, e de uma introspecção psicodélica meio jazzista na parte dos italianos.

Recomendamos a audição da obra. Acesse o link abaixo e  boa viagem.



Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...