Mostrar mensagens com a etiqueta clipe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta clipe. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Rebaelliun - "Ignite" acende as chamas do novo álbum


Lançado no último dia 6 como single e clipe, "Ignite" é a chama que anuncia a chegada do álbum de retorno do Rebaelliun. A faixa também crava sua marca no death metal nacional por ser o primeiro registro oficial de Bruno Añaña como baixista e vocalista do trio gaúcho.


"Ignite" é carregada de fúria, peso, velocidade, agressividade e técnica e à essa mão de cartas, já suficiente para um bom jogo, acrescentaram os ases da experiência de dois anos de gigs no Brasil e Europa, que afiaram ainda mais a formação.


Gravada no início de 2025, após as tours de divulgação de "Under the Sign of Rebaelliun" (2023), "Ignite" tem mais de quatro minutos de um bem trampado death metal, com poucas pausas para respirar, fazemdo da audição uma experiência opressora aos não chegados, mas que ainda assim não deixo de recomendar.

Aquo está o clipe de "Ignite". Acesse e ouça ALTO.


Capa do single "Ignite"

Ignite


O clipe de "Ignite" é relativamente simples em sua concepção, com a banda executando a faixa em um galpão. Da concepção à prática há o salto que enriquece o audiovisual. Alternando planos abertos e closes, a boa iluminação e enquadramentos fora dos manuais, marcam positivamente a direção, montagem e fotografia de Alessandro Alves.



Frame de "Ignite". Direção de Alessandro Alves



O single/vídeo de retorno do Rebaelliun às composições registra o entrosamento do trio. Sandro Moreira, baterista da formação original (1998) mantém a chama do death metal da velha escola muito bem apoiado por Evandro Passos (guitarra) e Bruno Añaña (baixo e vocais), que ingressaram na banda após as trágicas partidas de Fabiano Penna (g) e Lohy Fabiano (b/v) em 2018 e 2022, respectivamente.

Añaña tumbém assina a letra (um dos pontos fortes do Rebaelliun desde sempre) com Sandro Moreira. Além de ser responsável pela gravação e mixagem de "Ignite".

Liricamente "Ignite" é uma bandeira da rebelião criticando verdades tidas como absolutas e o fanatismo que cresce sem questionamentos. A subjetividade pode levar a interpretação da letra à política, religião e até a dogmas que circulam no metal. 

Tais críticas já levaram a Rebaelliun a ser atacada antes, mas não vejo sinais de que a banda vai pedir arrego. A Rebaelliun está aí para acender o fogo e estabelecer a anarquia.

*por Artur Mamede

APOIE O RIFFMAKERS




quarta-feira, 11 de junho de 2025

Hellway Patrol - "Pânico Satânico" escancara o sensacionalismo midiático


Novo clipe da Hellway Patrol lançado no último dia 10, "Pânico Satânico" traz de volta o tema muito bem explorado pela mídia sensacionalista. E enquanto o assunto for pauta apenas para letra, música e bons clipes, tá tudo bem.


E foi usando destes instrumentos que o trio de heavy thrash deu forma à crítica contra a desinformação, notícias falsas, superstições e denúncias vazias de evidências e cheias de preconceito e ignorância.

Em "Pânico Satânico", a Hellway Patrol (Ricardo Pigatto - vocais/baixo, Wesley Sonomura - guitarras e o emprestado João “Gardenal” Limeira, da Desalmado, na bateria) se distancia da temática Mad Max de trabalhos anteriores e mergulha na realidade.


Musicalmente, a faixa ganha tons mais brutais, beirando o death metal em alguns trechos. E muito disso deve ser posto na conta de Limeira e dos backing vocals de Nata Nachthexen (vocalista da Manger Cadavre?), que acrescentaram peso e agressividade à faixa.

Aqui está "Pânico Satânico". Acesse e ouça ALTO.



Hellway Patrol em cena


A produção



Disponibilizado pelo Scena Lab, "Pânico Satânico", o clipe, tem direção de Allan Puzzy e Ricardo Pigatto (que também responde pelo roteiro). O vídeo abre com a encenação de im programa de TV abordando de forma sensacionalista mais um crime sem solução, logo, só pode ser "coisa do capeta".



Nata Nachthexen nos backing vocals de "Pânico Satânico"



O clipe, produzido pelo Guilda Lab,  tem tomadas externas com o trio, num bom trabalho de fotografia (direção de Allan Puzzy e assistência de Jonata Sena e Lucas Joelho).

A produção também acerta ao captar as boas atuações de Bianca Vilbert de Campos, Gabriel Bittencourt Mercer, Sofia Alberici Arbigaus, Breno Cilli e Johnny Marques. 

"Pânico Satânico" é mais um bom trabalho da Hellway Patrol e outra marca positiva no portfólio do Scena nesse baita esforço de difundir a produção independente. Acompanhem.

*por Artur Mamede

APOIE O RIFFMAKERS



 

terça-feira, 29 de abril de 2025

Delinquentes - dos primórdios da banda, "Chernobyl" vira web clipe


Veteraníssima no HC/crossover paraense e brasileiro, a Delinquentes disponibilizou recentemente o web clipe de "Chernobyl", faixa que tinha seu último registro oficial no álbum "A Serpente" (2024), mas que faz parte do repertório da banda desde o fim da década de 1980.


A formação Jayme Katarro (vocalista/fundador), Paulo Bigfoot (guitarra), Pablo Cavalcante (baixo) e Raphael Lima (bateria), que regravou "Chernobyl" se consolida como a mais prolífica da Delinquentes, banda iniciada a quase 40 anos e que sempre ergueu a bandeira independente.

E de forma independente vem o clipe da faixa (assista clicando AQUI). 

O eficiente apoio vocal de "Chernobyl"

A produção


Gravado no Fábrika Studio, em Belém, o web clipe tem produção assinada por Kleber Chaar, um quase Delinquente de tanto que acompanha a banda, sendo também o produtor de "A Serpente" e de nais uma penca de bandas e projetos paraenses.

Leia também: Unblooded - "Marcas daTortura" retrata a brutalidade carcerária

Essa promiscuidade (sadia) entre banda, estúdio e produtor garantiu a boa captação e a ótima atuação da Delinquentes no vídeo.

"Chernobyl" é urgente em velocidade e duração. São 1'23" de riffs muito bem executados, baixo e bateria com grande destaque no andamento quase thrash e os vocais raçudos de Jayme Katarro.

A letra, tipica da epoca em que foi escrita, ainda cabe para o mundo atual o que justifica seu resgate. Além de que o título vale (e é usado como ) refrão, aqui reforçado pelos vocais de apoio de Raphael Lima, Paulo Bigfoot e Pablo Cavalcante, mais os fotógrafos e amigos (também quase Delinquentes) Vítor Peixe e Breno Barros.

Para ouvir ALTO!

*por Artur Mamede


APOIE O RIFFMAKERS



Unblooded - "Marcas daTortura" retrata a brutalidade carcerária



O visceral "Marcas da Tortura", disparado no último dia 10, é a estreia em video clipe dos death grinders maranhenses do Unblooded. A obra audiovisual, realizada totalmente no espírito FVM, é carregada de brutalidade e nada aqui é gratuito, não é barulho pelo simples barulho e o sangue derramado tem seus porquês.


"Marcas da Tortura" faz referência ao caso dos irmãos Naves, um dos maiores erros judiciários da história do Brasil e que continua sendo repetido nos porões e celas dos DPs.

Aqui está "Marcas da Tortura". Acesse e ouça ALTO.



Frames de "Marcas da Tortura"

O clipe


Para o peso do tema, o teor da letra e a massa sonora death grind de "Marcas da Tortura" só um acompanhamento igualmente brutal. O que foi alcançado na parceria entre a Unblooded e o diretor André Bakka.

Leia também: Inferno Nuclear - lyric video chama para novo álbum

Num cenário simples, uma imensa mortalha e a banda banhada em sangue (com algumas inserções externas e de um programa de TV), Bakka e equipe captaram e reproduziram no clipe a mensagem da Unblooded.

O clipe foi realizado de forma totalmente FVM num esforço colaborativo que deu certo. A começar pela cenografia que leva a assinatura de Maria Helena Costa (responsável pela mortalha e mãe do guitarrista Alexandre Costa), do próprio Alexandre e André Bakka.

Bakka aparece outras vezes na ficha técnica, como maquiador e um dos torturados do clipe (o outro é interpretado por André Luiz e o torturador por Gusttavo Bazílio, baixista da banda e também coordenador de produção e produção geral).

A equipe se completa com Débora Selv na produção geral, maquiagem e efeitos especiais ("assistente de sangue"), Lucas Mano (baterista da Unblooded e produção geral) e Adam Fragoso na direção de fotografia, edição, montagem e colorização.


Unblooded


Com uma década de atuação na música extrema, a Unblooded tem na formação atual, alem dos citados Alexandre Costa, Gusttavo Bazílio e Lucas Mano, o vocalista Aleff Lopes.

"Marcas da Tortura" foi retirada do EP de mesmo nome lançado em dezembro de 2023. O trabalho de media duração tem sete faixas elaboradas e gravadas já com a formação atual.


Capa de "Marcas da Tortura" por The Darkside Art

O EP foi gravado no KM4 Produções sob a mão de Ruan Cruz, que mixou, masterizou e orientou a Unblooded nas gravações. Débora Selv articipa ainda da  obra nos vocais de "Esquadrão de Bruxas".

"Marcas da Tortura" saiu com o apoio de Nilberto Borges da Metal Island Records e todo esse esforço conjunto que fortalece o ecossistema da música extrema nacional.


*por Artur Mamede

APOIE O RIFFMAKERS

O Riffmakers é um canal independente de divulgação da música subterrânea que trabalha há anos sem receita ou verba de publicidade. Caso queira e possa ajudar a manter a qualidade e periodicidade do blog, emvie qualquer valor para artur.mamede@hotmail.com 



quinta-feira, 27 de março de 2025

Desalmado - "No Peace, Only Death" puxa nova fase da banda


Lançada como single/clipe no último dia 25, "No Peace, Only Death" inaugura uma nova fase da Desalmado. A faixa é a primeira divulgada oficialmente do álbum "Monopoly Of Violence" que tem previsão de saída ainda neste semestre. O audiovisual também é o primeiro de uma trilogia planejada para a promoção do disco.


A tal nova fase, segundo a própria banda, consiste na inserção pesada de elementos do hardcore no já devastador death metal praticado pela Desalmado. Outro ponto é a efetivação de João Limeira e Marcelo Liam como baterista e guitarrista, respectivamente, fechando a formação com Bruno Teixeira (baixo) e Caio Augustus (vocal).


Desalmado no Family Mob


Clique AQUI e assista "No Peace, Only Death" (Aviso: o clipe contém sequências de luzes piscantes e padrões visuais que podem afetar pessoas com fotossensibilidade e epilepsia)



Frames de "No Peace, Only Death"

O clipe 


Dirigido por Marcos Scaglione e Estevam Romera (ex-guitarrista da Desalmado, que também assina o roteiro), "No Peace, Only Death" alterna cenas da banda em ação no Family Mob Studios (SP, com fotografia de Scaglione) e externas que registram uma paisagem invernal e solitária em Charlotesville (Virginia, EUA).

Leia também: Tormenta relança "Homo Deus" em vídeo clipe

A ficha técnica não aponta quem assina a edição, mas essa dá a cara do clipe, variando do claro ao escuro e andamento, com a paisagem em velocidade reduzida e cortes frenéticos da anda em estúdio.

Produzido pela Desalmado, "No Peace, Only Death" conta com Lucas Chamorro como assistente de produção e Scaglione mais uma vez, agora como pós-produtor, repetindo a parceria de "Alone" clipe lançado em fevereiro de 2024.


*por Artur Mamede 

Foto de capa: Murilo Amâncio 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 








sábado, 22 de março de 2025

Tormenta relança "Homo Deus" em vídeo clipe


"Homo Deus" faixa que dá nome ao EP de 2023 do Tormenta volta a ser destaque por conta de sua versão videoclípitica. Lançado na última sexta-feira (21), a obra audiovisual enriquece o trabalho lírico/musical cometido pelos thrashers de Ribeirão Preto (SP) desde 1998.


A faixa, uma progressão natural do que foi iniciado em 2006 com o álbum"Tormenta" e seguiu com "Batismo de Dor" de 2019, mostra as intenções do Tormenta em ir além do thrash metal mais tradicional. A ótima produção e execução do clipe de 'Homo Deus" cravam essa proposta impressa no EP (ouça AQUI).


Capa do EP "Homo Deus"

O clipe 


De acordo com o Tormenta, "Homo Deus" fala sobre o ponto de vista da decadência da espécie humana, que não é “sapiens” – aquele que sabe - nem o topo da cadeia evolutiva. "Pelo contrário, traz destruição a outros seres viventes, ao planeta e consequentemente, acelera a extinção da própria espécie", diz a banda, o que é retratado no bom uso de texturas, luzes e simbolismos do clipe (veja AQUI).



Franes de "Homo Deus"


O clipe de "Homo Deus" tem argumento e direção de  Rogener Pavinski, guitarrista e vocalista do Tormenta que aqui ainda responde por Produção e Arte, montagem e colorização.

A crew fecha com Elton Ferreira (Direção de Fotografia), Daniel Massa (operador de câmera),  Ricardo Dalfarra e Danilo Marques (iluminação do set), Ana Ferreira e Patrícia Faria (pintura corporal/figurino) , Pedro Paulo (cenografia), Aline Carvalho (assistente de Produção e Arte) e Sâmia Lima (contrarregra).

As fotos do making of são de Bruno Zaqueu e Nicolas Trivilato. A produção ainda contou com os  estagiários Bruno Zaqueu, Lívia Rocha e Nicolas Trivilato

André Cruz assina a máscara do "açougueiro" e na versão com acessibilidade Eloá Delucca faz a interpretação em Libras da letra de "Homo Deus". Julia Amptala, Nicolas Trivilato, André Cruz, Mariana Rodrigues,e Pedro Luiz Santana protagonizam o clipe com boas atuações.

Todo o esforço casou bem imagens com letra e música que já eram bem boas na execução do Tormenta.


Tormenta em cena de "Homo Deus"


Também marcante é a participação do Tormenta (Luis Fregonesi - bateria, Flávio Santana - guitarra, Fernando Henriques - baixo e o já citado Pavinski), que junto a crew fizeram de "Homo Deus" uma das grandes obras audiovisuais independentes do metal brasileiro.


Incentivo a cultura 


O projeto VIDEOCLIPE HOMO DEUS é realizado via Lei Paulo Gustavo; Governo federal, Ministério da Cultura, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e Secretaria Municipal da Cultura e Turismo de Ribeirão Preto.

*por Artur Mamede 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 










sexta-feira, 21 de março de 2025

Infamous Glory lança clipe em parceria com Scena Lab


"Praising Insanity" do Infamous Glory teve sua versão videoclípitica lançada no início de março em uma parceria da anda com o Scena Lab, um dos mais atuantes na promoção do audiovisual underground. A faixa faz parte do álbum "Algor Mortis" que teve grande destaque em 2024.


O clipe situa-se entre um micro conto de terror e imagens da banda em ação. O audiovisual teve direção e roteiro assinados por Kexo (guitarra/vocal do Infamous Glory), que também fez fotografia (com Ju Ornellas), pós-produção e GFX (manipulação digital gráfica).

De fotografia em preto e branco e roteiro simples, "Praising Insanity" homenageia as produções de terror oitentista acompanhando o protagonista (vivido por J. C. "Junera") num torpor obsessivo 

As cenas externas se alternam com imagens da banda (o citado Kexo mais Gustavo Piza – bateria, Leandro “Coroner” D. – vocal, Tonhão - baixo e André Neil – guitarra),executando seu furioso death metal.

Veja o clipe de "Praising Insanity" clicando AQUI.


J. C. Junera protagoniza "Praising Insanity"

Leia também: Able To Return - "Silent Storm" alerta para a dependência emocional

"Praising Insanity " teve como  locações Fenda 315, The Metal Bar e ruas do bairro Pinheiros (São Paulo-SP). O figurino é de Jimena Romero que resgatou para o protagonista o traje típico do headbanger clássico.







Algor Mortis 


A faixa foi pinçada do álbum "Algor Mortis" produzido pela Infamous Glory e já destacado aqui no Riffmakers (relembre a matéria aqui) em abril de 2024.

"Algor Mortis" foi gravado, mixado e masterizado por Rodrigo Couto no Estúdio Casa 39. Calcado no brutal death metal dos anos de 1990.


Capa de "Algor Mortis" por Tyler Pennington


"Algor Mortis" tem sua mórbida arte assinada por Tyler Pennington que consegue retratar fielmente o death metal que vem com a audição (parece sempre dar certo quando se usa tons azulados, lembre de"Left Hand Path" do Entombed e "A Mass To The Grotesque" do The Troops of Doom).

*por Artur Mamede 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 








Able To Return - "Silent Storm" alerta para a dependência emocional


"Silent Storm", single lançado em janeiro pela Able To Return, ganhou nesta sexta-feira (21) sua versão lyric video. Com a iniciativa, a banda oriunda de Santarém (PA), reforça, por meio da exibição da letra, a busca pelo auto-aperfeiçoamento e a cura para a dependência emocional.


A faixa, produzida por Cláudio Jr. Tripa, no ATR Records traz a Able To Return (Caroline Pilletti - vocal, Diego Maciel - bateria, Dinho Matos - baixo, Igor Pilletti e Tomaz Jr. - guitarras) afiada em letra e música executando seu poderoso e técnico death metal.

Ouça "Silent Storm" e outros singles da Able To Return clicando AQUI.



Capa do single "Silent Storm"



"Silent Storm" é a primeira faixa divulgada do futuro EP da Able To Return. O registro vem sendo trabalhado desde 2024 e as previsões de lançamento são para muito em breve .



Ciclo da Fênix e a dependência emocional 


Segundo a banda "Silent Storm" fala sobre a dor de uma decepção sofrida por alguém dependente emocionalmente de outra pessoa. Uma dor tão dilacerante que leva o ser a uma morte interna, perdendo as esperanças, levando-o ao ódio e a vingança em um primeiro momento. 

"Com a música queremos fazer um alerta sobre dependência emocional, um incentivo à busca do autoconhecimento e a busca do entendimento que não podemos mudar as atitudes do outro, que não temos controle sobre os eventos externos. Podemos apenas mudar a si mesmos e controlar nossas próprias ações. "

Em "Silent Storm" a dependência emocional é apresentada em todos nos níveis de relacionamentos. "Pode ser uma decepção amorosa, uma amizade ou mesmo com familiares. O individuo muitas vezes não entende que vive essa situação. Ele vive o medo de ser abandonado, a busca incessante por aprovação, não consegue ficar sozinho, sempre se sente inferior e tenta agradar a todos o tempo todo", explica Caroline Pilletti.

A Able To Return, que tem a fênix como mascote faz uma analogia entre a mitológica criatura e a recente faixa. "Como todas as músicas da Able to Return temos o ciclo da fênix: uma tragédia, morte e renascimento. A decepção aqui é vista como uma grande tragédia já que o individuo dependente emocional vê o próximo como sua única fonte de felicidade, não vê mais sentido na sua vida sem a presença do outro.

Ao chegar no refrão suas forças já são escassas e ele se entrega a 'morte', a morte de um sentimento que aprisiona, a morte de suas esperanças, a morte de quem ele era para ressurgir na próxima parte da música. 

No terceiro momento o ser vive o seu luto e entende que precisa seguir, que não pode mais viver dessa forma, que precisa viver por ele mesmo e renasce das suas próprias dores, das suas cinzas, para amadurecer e seguir apesar da dor. 

A música marca bem essas mudanças através da dinâmica da musica. Cada momento apresenta intenções marcantes na melodia e nos vocais. Os riffs e solos mais intensos junto com a bateria marcante mostram a mudança de atitude do individuo ao longo da música", conclui a vocalista. 


Guerras sem fim 


De edição ágil e imagens impactantes de conflitos de vários espectros e que parecem sem fim, "Sikent Storm" é mais um trabalho audiovisual de Marcelo Silva, designer que já acumula quase 600 lyric vídeos de bandas de todos os calibres no portfólio.


Frame de "Sikent Storm"


Caroline Pilletti falou ao Riffmakers sobre o papel do audiovisual para a Able To Return e demais bandas do underground.

"Sem dúvida os video clipes são de extrema importância. Infelizmente não tivemos recursos financeiros para fazer o clipe da "Silent Storm", mas estamos nos preparando para o lançamento das próximas músicas com lyrics e video clipes. Porém estamos muito felizes com o resultado do lyric video feito pelo Marcelo pois além dele captar a ideia da música, nós demos total liberdade a ele para complementar com sua criatividade. E o resultado ficou impressionante, acrescentando novas interpretações à musica", comentou Caroline.

Também falamos com Marcelo Silva que, enquanto editava mais um video para seu extenso histórico, contou como se deu a aproximação com a Able To Return.

"A Able to Return chegou por intermédio do grande Raphael Cassotto (headbanger, influenciador e músico da Dark Tower) e as ideias com a Caroline bateram de imediato, foi natural a forma que este video foi produzido", afirmou Silva 

O designer deu alguns detalhes da produção. "Estou tentando trazer minha esposa pra minha área e pedi para que ela fizesse a edição do video, depois só foi pôr a letra e os efeitos pra entregar de fato o que a musica pede o tempo todo, agressividade. Foi um trabalho em conjunto que resultou nesse clipe que sem duvidas pra mim está na lista dos melhores desse ano!", encerrou Marcelo.

Aqui está o lyric video de "Silent Storm". Acesse e ouça ALTO!


*por Artur Mamede 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 








sábado, 15 de março de 2025

Born II Hate - single homônimo vira clipe de estreia


Born II Hate (ou Born To Hate, para melhor pronúncia), banda paraense que mescla stoner, doom e groove metal, lançou no último dia 14 o single/clipe da faixa que dá nome a banda.


De produção simples, o clipe mostra a Born II Hate executando a faixa de forma direta, sendo a maior preocupação a transmissão do som carregado de influências de Black Sabbath, Pentagram, Crowbar e Down, mas com toques de metal moderno, equilibrando riffs arrastados a bateria pulsante.

Aqui está "Born II Hate". Acesse e ouça ALTO!

Leia também: Overdose - clipe de "Blind Words" marca o retorno da mítica banda


Frame do clipe "Born II Hate"


Quem faz a Born II Hate 


Sendo uma descoberta recente para o Riffmakers, e provavelmente para muitos leitores, conversamos com o guitarrista/fundador Marcelo Caubi sobre o single recém lançado e outros planos. Confira.

Riffmakers: De música extrema e rápida, ouve-se muito do que é feito no Pará, das bandas de Belém e outras cidades de médio porte. Qual a gênese da Born II Hate?

Marcelo Caubi: A Born II Hate é oriunda da cidade de Breves, Ilha do Marajó, região que vem revelando boas bandas e é cenário para um dos grandes festivais do Norte do Brasil. 

A banda foi idealizada por mim e pelo baixista Dario Chaves em 2017, quando demos uma pausa nas atividades da Attack Kamikaze, que é mais voltada ao thrash oitentista. Em nossa busca por novas sonoridades demos início ao projeto que viraria a Born II Hate.

Riffmakers : E quando houve a fundação da banda como algo além de um projeto?

Marcelo Caubi: A consolidação da Born II Hate como banda é algo recente, do final de 2024,  quando houve o ingresso do vocalista Bené Brasil (Destroy), do guitarrista Lothar Matheus (Damaged Soul) e do baterista Jaca Melo (Zarolhos). Essa line up trouxe uma energia renovada, permitindo que as composições fossem retomadas e finalmente ganhassem vida.

Riffmakers: Sobre o recém lançado single, como se deu a produção de uma faixa de metal em uma região distante dos grandes centros? 

Marcelo Caubi: Gravamos de forma independente aqui na minha casa, bem parecido com a realidade de muitas bandas pelo interior do Brasil.

A produção ficou por conta de Arlan Souza (guitarrista das bandas Damaged Soul e Destroy) e da própria Born II Hate.


Capa do single "Born II Hate", por Bené Brasil 


A letra é assinada pelo Dario. A música foi composta por mim e teve os arranjos do Lothar Matheus. Já a capa ficou por conta do Bené Brasil.

Riffmakers: "Born II Hate" é só a primeira faixa a ser divulgada. O que mais se pode esperar da banda?

Marcelo Caubi: Temos um EP nos planos. Mas antes do lançamento deste trabalho, que provavelmente vai sair no final de maio, ainda queremos lançar mais um single, esse no formato lyric video. Provavelmente esteja no ar no dia 15 de abril.

O processo de composição desse primeiro EP durou até o final do ano passado. Do início do ano pra cá trabalhamos na questão das gravações e produção das músicas. E claro, queremos excursionar, fazer gigs pela nossa região e outros locais. 

(Nota do editor: logo após a entrevista a Born II Hate foi anunciada no cast do Porthell Metal Fest, a matéria com o anúncio sairá em breve).

*por Artur Mamede 


APOIE O RIFFMAKERS 


APOIADORES RIFFMAKERS 








Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...