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terça-feira, 13 de maio de 2025

Inferno Nuclear "Amazônia em Chamas" escancara o caos social


Segundo álbum dos thrashers da Inferno Nuclear, "Amazônia em Chamas" chega como um alerta ao mundo. Carregado de críticas sociais, o trabalho lançado no último dia 12, dispara contra a manipulação religiosa, a invisibilidade dos desfavorecidos, o racismo institucional e crimes contra a natureza, entre outros temas.


A temática assertiva das faixas de  "Amazônia em Chamas" não é panfletarismo barato. A ideia é passada em letras simples, porém afiadas, embaladas em um veloz e enérgico thrash metal nos moldes da velha escola. 

E mesmo com algumas faixas indo para o lado da mitologia amazônica (lembrando as raízes paraenses da banda), a sonoridade e a parte lírica evitam usar do exotismo de novela que encanta/engana turistas.

Aqui está "Amazônia em Chamas". Acesse e ouça ALTO!


Capa de "Amazônia em Chamas", por Márcio Aranha 

 

Parcerias que fortalecem


"Amazônia em Chamas" foi gtavado no estúdio Madness Music (SP) e teve produção de Thiago Bezerra, que ainda participou com backing vocals nas faixas "Grito de Protesto", "Falsos Profetas" e "Insensatez Humana". 

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O álbum é repleto de colaborações que só enriqueceram o resultado final, como a ótima faixa de abertura "Ritual" que tem inserções de sons da floresta orquestrados pelo músico paraense João Franklin. 

A faixa seguinte, "Matinta Pereira" que também usa da ambientação amazônica (na letra) conta com Fabiana Santos (The Leprechaun) percutindo o triângulo junto à banda.

"Falsos Profetas", lançada anteriormente como single/lyric video, conta com os vocais de Andressa Castelhano (Hell on Wheels). Também com vocais, Diego Nogueira (Anthares, Blasthrash) contribui em  "Insensatez Humana".

"Amazônia em Chamas" conta ainda com as vinhetas sonoras do fotógrafo paraense Vítor Peixe em "Falsos Profetas", "Amazônia em Chamas" e "Grito de Protesto".

A capa retratando a entidade mitológica Matinta Pereira é assinada por Márcio Aranha que captou a dramaticidade do tema.

Wellington Freitas (vocal), Leonardo Garcia (guitarra), Leandro Kronnos (baixo) e Marcos Luz (bateria), a atual Inferno Nuclear, conseguiram imprimir nas nove faixas do álbum toda a experiência adquirida em outras bandas e gigs. 

"Amazônia em Chamas" é um álbum rico em diversidade, com as referências do thrash antigo sendo misturadas à influências individuais para fechar um dos melhores lançamentos do estilo no Brasil.


Track list


1. Ritual

2. Matinta Pereira (A Velha Feiticeira)

3. Inferno Nuclear 

4. Insensatez Humana

5. Amazônia em Chamas

6. Falsos Profetas

7. Antirracista

8. Grito de Protesto

9. Doença Social


Como é dito pela banda no material promocional que acompanha o álbum, "'Amazônia em Chamas' mantém viva a tradição do metal que questiona, desafia e afronta". Por isso recomendo a audição no mais alto volume.

*por Artur Mamede


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sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Anthares novo álbum tem capa e título divulgados


 

A veterana banda brasileira de thrash metal Anthares anunciou nesta sexta-feira (16) a capa e o título de seu novo álbum. Sucessor de "O Caos da Razão", de 2015, "Espetáculo Sangrento" crava o retorno dessa entidade que em 1987 disparou o desde sempre clássico "No Limite da Força".


"Espetáculo Sangrento" tem o mês de outubro como data prevista para o lançamento. A obra sairá pelo selo carioca Dies Irae nas versões CD e vinil. A capa tem a assinatura do ilustrador e parceiro de longa data Thomas Pinheiro, autor das artes dos citados "No Limite da Força" e "O Caos da Razão".



Capa de "Espetáculo Sangrento " por Thomas Pinheiro 





Nova formação 


"Espetáculo Sangrento " será o primeiro full lenght com o baterista Edu Nicolini (VoodooPriest, Nitrominds, Ação Direta e Agrotóxico) na banda. Com Nicolino, o Anthares agora fecha com Diego Nogueira (vocais) Maurício Amaral e Eduardo “Topperman” Scarellis (guitarras) Pardal Chimello (baixo). 

O álbum de retorno do Anthares foi totalmente gravado, mixado e masterizado no Bay Area Estúdios (SP), pelo produtor Diego Rocha (que assinou como trabalhos de bandas como Torture Squad, Woslom, Ação Direta e Social Chaos) integrante da Blasthrash e Against the Hero.

Para muito breve, o Anthares estará fazendo gigs para divulgar "Espetáculo Sangrento". As datas serão anunciadas nos próximos dias.

*por Artur Mamede 


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terça-feira, 30 de julho de 2024

Jacau e Natural Hate - clipes em Libras e crítica social

Do interior baiano, as bandas Jacau e Natural Hate, lançaram recentemente clipes que promovem a acessibilidade à surdos. O uso de intérpretes de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) expande a crítica social das letras à um público que não é visto como público de música pesada.


As duas obras audiovisuais, além da proximidade geográfica, do uso de Libras e dos temas sociais, também convergem na "categoria" de bandas que contaram com o auxílio das leis de incentivo a cultura.

"Violência Mental" da Jacau e "Seguir em frente e resistir" da Natural Hate foram contemplados nos Editas Paulo Gustavo Bahia, via Lei Paulo Gustavo, criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.

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A banda de hardcore/crossover Jacau (de Itabuna, distante 435 kms de Salvador), uma das mais atuantes da região, lançou "Violência Mental" no último dia 27. 

A letra traz o ponto de vista de uma mulher abusada de várias formas pelo pai e de como esta o renega após as violências sofridas e o assassinato da mãe. É um tema pesado, mas não dá para sentir pena de agressores/abusadores.

Aqui está o clipe de "Violência Mental" da Jacau.


Cena de "Violência Mental" da Jacau


O vídeo inicia com uma silhueta e um áudio de um teleatendimento da polícia relatando ameaças. A banda (em trio) atua em estúdio e a simplicidade do cenário enriquece a letra que é passada por legendas e pela interpretação em Libras.

De Caetité (a 635 kms da capital baiana), o trio Natural Hate desfia seu thrash metal cheio de identidade usando o clipe de "Seguir em frente e resistir" como veículo.

Veja AQUI o clipe de "Seguir em frente e resistir " da Natural Hate.

A produção esmerada eleva a obra audiovisual. Cenários agreste e figurantes ajudam a banda a homenagear a mulher sertaneja. Uma inovação foi colocar a intérprete de Libras em cena, junto aos músicos.


Natural Hate e a atriz/intérprete de Libras Rita de Cássia 


"Transformamos uma exigência do edital de cultura numa oportunidade de fazer diferente. Então, inserimos a intérprete como um elemento estético, como um integrante da banda e não somente no cantinho da tela para acessibilidade", disse a Natural Hate.

*por Artur Mamede 


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domingo, 7 de julho de 2024

Álbum "1932" da Paradoxo rememora campos de concentração no Ceará


Disparado na manhã de domingo (7) em todas as plataformas de streaming, "1932" da banda cearense de thrash metal Paradoxo, traz à luz páginas manchadas de sangue da história do Ceará e do Brasil.

"1932", por meio de um bem executado thrash metal, expõe os esquecidos campos de concentração que foram criados no Ceará no ano que dá nome ao álbum. A macabra iniciativa estatal teve início um ano antes da abertura do campo de Dachau, na Alemanha nazificada, considerado o primeiro daquele regime.

E é mais extremo ainda saber que os "Currais do Governo" (ouçam a abertura/sinopse "O Que Não Deve Ser Esquecido" e a faixa que a segue) não foram criados por motivações partidárias, religiosas ou étnicas. Era a pretensa"elite" encarcerado a plebe. E é dever de historiadores (são dois na Paradoxo) e artistas fazer com que estes fatos sejam lembrados, para não serem repetidos.




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O Que Não Deve Ser Esquecido 


"1932" é um álbum temático de 10 faixas concentradas em menos de 30 minutos (contando a faixa sinopse) de thrash metal. Com todos os elementos do estilo, "1932" flui entre a energia e ativismo do Violator e letras contundentes que puxam para Dorsal Atlântica.

Aqui está "1932". Acesse e ouça ALTO!

A ideia de fazer um álbum temático veio do baixista/vocalista Reuber Tadeu, historiador e pesquisador dentro da área de cultura popular e história do Ceará. 

Algumas músicas têm como títulos os nomes dos campos e contam as experiências que os sobreviventes relatam em seus depoimentos, que foram coletados em um trabalho que durou quase três anos. 

Uma prévia de "1932" havia sido publicada como vídeo clipe em junho. A obra audiovisual "Patu" foi contemplada, assim como o álbum por um edital de incentivo da Lei Paulo Gustavo (assista AQUI).

De acordo com Reuber, essa proximidade com a história e cultura da sua região, faz com que as letras sejam sempre pensadas dentro do eixo nacional, o que pode ser atestado desde o álbum de estreia da Paradoxo, "Sociedade", de 2018.


Paradoxo 


Paradoxo, que além de Reuber Tadeu, conta com Nalber Silva - guitarra, Augusto Pitombeira - vocal e Marcelo Victor - bateria, tem como marca a execução do thrash metal da velha escola ena parte lírica, o papel de cronistas contemporâneos e o resgate histórico de fatos que foram empurrados ao limbo da história.


Track list 


1. O Que Não Deve Ser Esquecido 
2. Currais do Governo 
3. Cariús
4. Revolta 
5. 1932
6. Buriti 
7. Patu
8. Controle 
9. Saques
10. Chamas

*por Artur Mamede 


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sexta-feira, 5 de julho de 2024

Surra - "Falha Crítica" está lançado



Já nos streamings, "Falha Crítica", o novo álbum do Surra lançado nesta sexta-feira (5) reafirma o posicionamento da banda frente ao cenário sociopolítico atual.  


O bom thrash/crossover/hardcore sempre foi de combate, mas os últimos anos demandaram o recrudescimento da luta. E o Surra tá dentro. E fazendo de um jeito divertido.

O álbum 


"Falha Critica" foi produzido por Leeo Hanna, mixado e masterizado por Hugo Silva. O álbum foi gravado no Family Mob Studios (SP) entre 2023/2024. 

A capa e produção de arte ficaram a cargo de Guilherme Elias. Maya Melchers e Estevam Romera assinam a produção das fotos e Alexandre Kool, a ilustração.

O álbum tem 14 faixas distribuídas em pouco mais de 27 minutos. É um divertido e veloz crossover, que não abre mão de politizar as letras.  E assim entramos no vórtex das letras afiadas que pedem músicas intensas que deixam as letras afiadas ainda mais cortantes.



Aqui está "Falha Crítica". Acesse e ouça ALTO! AGORA!

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Nunca foi tão justo esperar um álbum 


Nunca foi tão injusto citar uma faixa preferida (ainda que o subtítulo acima entregue o jogo). "Falha Crítica" já pode ser colocado entre os bons discos do ano. 





Aquilo que eu esperava desde a audição de "Liberdade Eliminando o Mundo" (single lançado em fins de junho), foi entregue, e ainda devo  troco.

Leeo Hanna (guitarra/vocal), Guilherme Elias (baixo/ vocal) e Victor Miranda (bateria), executam aqui um dos melhores álbuns que ouvi nos últimos anos. Thrash, HC, grindcore, death e tesão em fazer tudo isso acontecer e chegar vibrando aos ouvidos, enriquecem o Surra. Eu só recomendo que ouçam "Falha Crítica". E ouçam ALTO!

*por Artur Mamede 


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quarta-feira, 19 de junho de 2024

Scalpo - "No Fear" chama a atenção para o metal feito no Acre

"No Fear" é o EP debut dos thrashers acreanos da Scalpo que com poucos dias de lançamento (foi publicado no último dia 14) já atrai olhos e ouvidos para o metal feito em uma região com pouca tradição no assunto, sendo tão poucas as bandas que conseguiram furar a bolha do isolamento (não só o geográfico).


O EP tem uma qualidade acima da média impressa em cinco faixas de um técnico, potente e esmagador thrash metal. "No Fear" levou anos para ser concluído, mas segundo a banda, nunca foi um trabalho de gaveta. 



Com a pré-produção iniciada em 2019 e interrompida no ano seguinte pelo isolamento causado pela pandemia de COVID-19, as músicas foram ensaiadas e rearranjadas até o início de 2024. E o excelente resultado pode ser ouvido AQUI. E ouça ALTO!

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"Acho que todos fizeram o dever de casa"

A Scalpo (Jardel Costa - guitarra, Moisés Lima - vocal e João Paulus - baixo) agora se empenha em promover o EP e expandir o alcance da banda e de "No Fear" para além de Rio Branco (AC). 

O Riffmakers trocou algumas ideias com Jardel e Moisés sobre essa nova fase da Scalpo.

Riffmakers: Sendo provavelmente a única no estilo (thrash metal) em atividade na capital acreana e com um trabalho lançado, qual foi o processo de produção de "No Fear"? Foi necessário sair da cidade/estado atrás de bons estúdios?

Jardel: A Scalpo é bem antiga, tem mais de 20 anos, começamos moleques mesmo como uma banda punk, mas com influências de Sepultura, Ratos de Porão, Pantera entre outras. Porém, devido a vários problemas com integrantes e financeiros também, nunca tínhamos conseguido registrar nossas músicas depois que assumimos um estilo mais pesado. 

E aí em 2010 eu comecei a ter contato com home studio, comecei a estudar produção musical e engenharia de áudio. Enfim, em 2019, já com uma bagagem e com a banda tinindo, percebi que era o momento, então fizemos toda a pré produção ajustando alguns arranjos, depois disso fizemos toda as sessões para fazer as guias de guitarra e baixo. 

No mesmo ano e na época eu tinha uma parceria com um estúdio local chamado MH Studio, onde, quando eu precisava gravar, tinha uma sala liberada nos finais de semana para eu fazer minhas produções. Foi nessa época que fizemos todas as bateras do EP, depois disso infelizmente o MH Studio fechou e não conseguimos concluir o trampo. 


Scalpo ensaiando em 2018 (Foto: Reprodução/Instagram João Paulus)


Em 2020 tivemos a pandemia e foi quando tivemos que dar um breque em tudo. Como não tinha o que fazer e eu ainda tinha algumas coisas que me permitiam gravar em casa mesmo, fiz todas as guitarras para deixar só esperando a hora de gravar os outros instrumentos e vozes quando as coisas melhorassem.

Bom, o tempo passou eu deixei todos resolverem suas correrias e em janeiro de 2024 retomamos as gravações para finalizar no RB Studio do amigo Risley, onde gravamos todas as linhas de baixo e também as vozes, e onde fiz toda a mixagem com o Risley preparando o ambiente de mixagem pra eu poder fazer-lo. então acho que é isso. o processo de produção foi esse. 


Jardel Costa (Imagem: acervo pessoal)


Riffmakers: "No Fear" tem uma qualidade acima da média, um bom estúdio ajuda, mas sem empenho da banda, não seria possível. Quais experiências a Scalpo vem acumulando nesses anos e que contribuíram para o resultado?

Jardel: Com esse tempo de banda realmente temos uma bagagem, e essa formação que gravamos o EP vinha numa batida muito forte de ensaios constantes e apresentações e a banda estava muito redonda. 

Além de Moisés e de mim, no contrabaixo contamos com a contribuição de alguns baixistas como André Bandeira e também Junior Gonzalez sendo esse o primeiro baixista que sempre que podemos incluímos nos shows e gravação. 

Abrimos show de bandas importantes na cena nacional como Ratos de Porão, Korzus e outras, em suas passagens pelo Acre. Acho que todos fizeram o dever de casa de estudar suas partes e executar tudo da melhor forma possível. 

Riffmakers: "No Fear" lançado. E agora, como mostrá-lo ao vivo? Rio Branco tem um circuito de eventos voltados ao metal? 

Jardel: Bom já estávamos organizando a logística para fazer shows, pois o nosso baterista e o baixista foram morar em Curitiba. E aí estamos começando a ver uma data para ele vir e fazermos alguns shows em Rio branco e outros municípios que também querem nos ver novamente, e também estamos vendo alguns lugares para fazer essa passagem por Curitiba, aproveitando que agora moram lá. Nada impede de tentar fechar datas em outros estados e festivais e etc. 


Scalpo na edição de 2012 do Feliz Metal (Foto: Reprodução/YouTube)


Quanto à banda, sempre estivemos prontos para fazer isso com perfeição. Aqui no Acre tem a galera do Studio Beer, Dream Cry e a PI Produções Rock Store que organizam eventos voltados para metal, um dele o Feliz Metal que já é tradicional no final de ano do acreano, organizado pela Dream Cry, do meu amigo Ricardinho. Também tem o Carnarock organizado pelo Igor Healer que também faz a cena acontecer. São heróis que lutam e fazem acontecer. 

Riffmakers: São poucos dias desde o lançamento de "No Fear" e qual tem sido a aceitação do público e o que a internet representa nesse processo de divulgação?

Jardel: Cara, a aceitação tem sido tão boa, eu tenho mandado para todo mundo, algumas pessoas influentes, grupos do Facebook, algumas pessoas do exterior e o que tenho escutado é sobre o quando o EP tem impressionado. 

Estamos tentando fazer com que chegue em alguns canais do YouTube, infelizmente não tenho tido muitas respostas... acho que não tenho a "Senha" (risos) mas continuamos tentando. E aproveitando gostaria de agradecer por essa entrevista e eu e toda a banda ficamos muito gratos pelo espaço. 

Só pra finalizar, a internet é uma coisa maravilhosa que está nos dando a oportunidade de mostrar o nosso trampo daqui do Acre para o Brasil e o mundo também.

Riffmakers: Costuma haver uma reação em cadeia quando uma banda sai "da garagem". Alguma banda da região da Scalpo pode ser citada acompanhando a onda, ou acreditam que outras possam surgir por influência de vocês?

Jardel: Desde o início aqui na cidade sempre tivemos um círculo de amigos que nos inspiraram e é algo interessante de se falar pois aqui as bandas que nos inspiravam eram as bandas dos amigos, seja lá no início quando assistíamos os ensaios na casa do vizinho ou quando atravessávamos a cidade para poder gravar uma fita TDK do Cannibal Corpse com o baixista de uma banda de death metal da época chamada Zarcref que tinha o vinil, e ali fazíamos uma nova amizade e uma nova fonte de inspiração. 

Vou citar algumas que tem seus trabalhos lançados, tem a Survive com o disco "Destroy and Revolucionize", tem a Hylidae que tem três discos lançados vou dar o destaque pro primeiro deles que é o que eu gosto mais, chamado "Promiscuous World", tem os amigos da Guerrilha PA 44, banda de hardcore, os amigos da Fire Angel, Dream Healer. Pra quem gosta de black metal tem o Necromantticu que também tem disco gravado, enfim, existe uma cena, que já foi bem mais efervescente, mas que está viva. 

Riffmakers: Sobre as letras, o que a Scalpo tenta passar a quem ouve?

Moisés (vocal): As letras sempre retratam os conflitos e relações do ser humano em seus aspectos políticos e sociais, suas frustrações e vitórias em um cotidiano árduo, onde é preciso ser forte e enfrentar seus medos para não ser um mero figurante, em um mundo onde protagonistas ditam regras, criam guerras e cometem genocidio globalizado. 

Jardel:  Só complementando o que o Moisés falou, o EP " No Fear" tem uma temática e uma crítica social forte em relação a colonização, a imposição de um credo religioso, a tomada de território, a destruição da cultura dos povos nativos. 

Músicas como "Pseudo Coletividade" que fala sobre a hipocrisia de grupos, sejam eles políticos ou sociais, ou "Vamos Quebrar" que começa com Frase "Vamos Quebrar a Máscara dos Políticos", essa não precisa nem falar sobre o que é. Então Scalpo é sobre crítica, sobre insatisfação com o sistema e tudo isso. 

Riffmakers: O que esperar da Scalpo a partir daqui? 

Jardel: Enquanto vamos organizando a logística para reunir todo mundo pra fazer os show e marcar datas, já estamos trabalhando em mais alguns sons, tanto que já existem músicas para um próximo álbum e que saia o mais rápido possível. 

*por Artur Mamede 


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quinta-feira, 6 de junho de 2024

"No Kings - No Masters" do Destruction antecipa novo álbum

Destruction, um dos quatro grandes do thrash germânico lançou na tarde desta quinta-feira (6) o single/clipe de "No Kings - No Masters". A faixa antecipa um novo álbum a sair no início de 2025 pela Napalm Records. 


O single também gerou um EP de duas faixas, em vinil de 12 polegadas com lançamento ainda a ser anunciado.

"O novo single inicia, um pouco mais cedo, às contagem regressiva para o novo álbum, mas queríamos mostrar aos nossos fãs que estamos trabalhando em um novo álbum incrível. Valerá a pena esperar", disse o baixista/vocalista e único da formação original do Destruction, Marcel Schmier.



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No Kings - No Masters

O clipe de "No Kings - No Masters" traz o Destruction (Martin Furia e Damir Eskić - guitarras e Randy Black - bateria, além de Schmier) em um cenário distópico e apocalíptico, uma proposta bem simples para uma música que não tenta ser inovadora.

Aqui está o clipe de "No Kings - No Masters"

É apenas o thrash típico do Destruction com riffs mais grudentos e poderosos (lembrando que este é o primeiro trabalho sem Mike Sifringer, guitarrista desde o início da banda em 1982) e Schmier moderando o vocal, deixando de lado os falsetes.


Destruction em junho de 2924 (Foto: Jennifer Gruber)

É o Destruction, apesar de renovado, sentindo o peso dos anos, mas ainda executando um ótimo trabalho.

"Na Alemanha, dizemos: 'Não mude sua receita de vitória. Atenha-se às armas. Atenha-se ao que você pode fazer melhor.' E para mim, o que posso fazer de melhor é tocar thrash metal. Cada álbum que fazemos soa um pouco diferente, mas sempre soará como Destruction", disse Schmier em 2023, durante entrevista ao site chileno iRock.

O EP


"No Kings - No Masters" será lançado em breve em vinil de 12 polegadas. O disco, de edição limitadíssima, trará em um lado a faixa título e no outro o cover de "Fast As A Shark" do Accept, conterrâneos do Destruction.

*por Artur Mamede 


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terça-feira, 14 de maio de 2024

Goro dispara lyric video de "Emperor Prophet"


"Emperor Prophet" é mais um single dos equatorianos do Goro. Retirada do ótimo e recém-lançado EP "Last Wave of Summer", a faixa vem agora como lyric vídeo.

Destrinchar o EP em singles e estes em videos acompanha a estratégia da banda de expandir a compreensão do que é dito nas letras e músicas, só lembrar que o formato CD vem com as faixas transcritas para histórias em quadrinhos. 


Escancarado a manipulação estatal 


Todos os vídeos do Goro, nascidos deste processo, ganham uma dimensão maior com a arte gráfica. Com "Emperor Prophet" não é diferente, veja o clipe clicando AQUI.





O combo música/letra/imagem critica ferozmente a manipulação mental promovida pelo Estado através da elite, TV, clero e, claro, política populista.




A animação leva a assinatura do ilustrador indonésio Zulfajri MB, captando a essência das comics apocalípticas e distópicas.

Goro 


"Emperor Prophet" foi retirado do EP "Last Wave of Summer", lançado em abril, um trabalho maduro que apresenta a nova e inovadora proposta do Goro (José Romero - guitarras / vocais, Guillermo Bolaños - baixo) e Jaime Molina - bateria).





Aqui está Last Wave of Summer. Acesse e ouça.

Ao stoner são acrescidas fusões e mesclas de psicodelia com grunge, punk e thrash metal, este último executado de forma direta em "Emperor Prophet", um stoner/metal inteligente e nada chato. Recomendo.

*por Artur Mamede 



sexta-feira, 10 de maio de 2024

Insane Hell - "Faith Deceivers" é o novo single



Os old school thrashers do Insane Hell lançaram nesta sexta-feira (10) o single de "Faith Deceivers".A faixa é o primeiro lançamento do ano e conta com a participação de Alex Kaffer, vocalista/baixista do The Troops of Doom.


"Faith Deceivers" sucede o single "Brazilian Holocaust" de 2023 e vem preparando o público para ataques maiores da banda. O single será executado ao vivo no próximo dia 19, na primeira gig da banda com a formação atual, junta há quatro anos.


A hora e a vez dos falsos religiosos 

O single traz algumas mudanças na sonoridade da Insane Hell, mas a "limpeza" no som não encobre a aspereza do tema. 

A banda aqui critica ferozmente os falsos religiosos e as vendas de indulgências promovidas pelo clero. O thrash da banda vem com alguns toques de crossover e fica ainda mais raivoso com a participação do vocal death metal de Alex Kaffer em dueto com Neskau Magnarello, do Insane Hell.






Além de Neskau, a Insane Hell conta com Michel Soria e Césinha (guitarras), Luciano Meira (baixo) e Crisólito Reis (bateria), formação unida desde 2020 e que prepara o próximo EP, que sucederá "Insane Hell", também de 2020.

A faixa foi produzida, masterizada e mixada por Luiz Ricardo Ciero (Oitão), no estúdio DaTribo, em São Paulo. A arte do single leva a assinatura de Artur Fontenelle.

Ouça "Faith Deceivers" clicando AQUI.

*por Artur Mamede 



sexta-feira, 26 de abril de 2024

Overdose de volta em "Século XXI"

O Overdose está de volta. A lendária banda mineira disponibilizou no último dia 13 o single "Século XXI", clara referência a faixa e ao EP "Século XX", lançados em 1985 pela também lendária Cogumelo Records. A famosa caveirinha da capa também voltou repaginada.

Uma das mais influentes e atuantes do celeiro metálico que foi Belo Horizonte (MG) - ou "BH Area", nos anos de 1980 e 1990, o Overdose chega a sua quarta década com Bozó e Cláudio David (vocal/percussão e guitarra, respectivamente, na banda desde sempre), mais o parceiro de longa data Sérgio Cichovicz (guitarra) e os "novatos" Bernardo Gosaric (baixo) e Tiago Vitek (bateria).

"Século XXI" também representa o fim do silêncio do Overdose nos estudios. A banda não lançava nada desde "Scars", de 1995.


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Século XXI


O Overdose é conhecido por sua capacidade de inovar a cada álbum, acrescentando algum elemento da época ou flertando com estilos que não são da gênese da banda, mas admirados pelos integrantes.

Assim, já ouvimos do Overdose hard rock, prog, thrash, groove e power metal. Este último, o estilo que dominava a banda na época do clássico split com o Sepultura (o EP "Século XX/Bestial Devastation" citado na abertura da matéria).

Em "Século XXI" o que se ouve é um veloz thrash metal, o que o Overdose provou saber fazer com maestria no renomado "Circus of Death" que completou 30 anos em 2022.






Velocidade e fúria seguem os 3'42" da faixa. A letra tem conotações políticas criando um ambiente apocalíptico novo e mais real que o de 1985. Os vocais são poderosos e casam com a métrica da letra, feita para se cantar em coro. Dá pra imaginar o poder dessa faixa com o público cantando junto.

Aqui está "Século XXI", acesse e ouça.

"Século XXI" é uma das cinco faixas que estarão em um EP de mesmo nome. Ainda não se sabe a data de lançamento, mas espero, desde já, com ansiedade.

Uma ótima faixa de retorno para uma banda de imensa relevância. Não deixe de ouvir. 

*por Artur Mamede 




Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...