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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Karne Krua - "Vermelho Sangue" tinge os 40 anos da banda


Mais uma tijolada na rica discografia do Karne Krua, "Vermelho Sangue" mostra que os sergipanos ainda têm lenha para queimar. Mesmo com quatro décadas de hardcore, o álbum e a banda soam raivosos e combativos como nos primeiros anos.


"Vermelho Sangue" tem 18 faixas muito bem estruturadas, construídas e executadas, fazendo do hardcore praticado pela banda um dos mais criativos do estilo no Brasil.

E isso é extremamente bem aproveitado, já que emolduram e se amalgamam à lírica subversiva e poética de Sílvio Campos que personaliza tudo o que escreve e verbaliza, mesmo no cover de "Livre de Fronteiras" dos conterrâneos noisy do Olho Por Olho.

Aqui está "Vermelho Sangue". Acesse e ouça ALTO!


 Capa de "Vermelho Sangue"


O álbum


A atual formação do Karne Krua (Ivo Delmondes - baixo, David Dória - guitarra, Afonso Ramalho - bateria e Sílvio Passos - vocais, mais Amarílio Camargo nas faixas 10 a 18) cometeu em "Vermelho Sangue" uma das melhores obras do hardcore nacional.

Leia também: Terror Nuclear - "The Cold of Guillotine" é o ultimo chamado para o primeiro álbum

O álbum teve  os sons captados por João Mário e masterização/mixagem de Alex Prado e o resultado é a raiva primitiva do Karne Krua soando contemporânea e revigorada.

Dureza separar algumas faixas para destaque num álbum todo bom.  "Vermelho Sangue" tem a crueza de trabalhos antigos que levam o ouvinte à 1994, época de "Labor Operário", tem os títulos usados como refrões minimalistas (e não há nada errado nisso), tem as narrações épico/dramáticas de Sílvio e a execução criativa e poderosa de uma banda entrosada, que imprimiu aqui um grande panfleto da música de combate.

Sei que vai contra o espírito libertário da Karne Krua, mas... a banda é sim um ícone em seu campo de atuação e não dá para não dizer isso. A gente precisa ouvir mais Karne Krua!


Track list


1. Vermelho Sangue

2. Torturador

3. Trevas

4. Nova Ordem Fascista

5. Te encontrarei no inferno

6. Meu eu

7. Guerrear, guerrear

8. Falso plástico

9. Procissão dos desesperados

10. Ódio pelo ódio

11. Guerra todo dia

12. Sociedade do medo

13. Mundo pandêmico

14. Deus Motor

15. Fora Nazi

16. Livre de Fronteiras (da Olho por Olho)

17. Renascer Violento

18. Refugir


"Vermelho Sangue" atualmente se encontrs apenas no Bandcamp (ouçam, comprem, presenteiem, compartilhem), mas logo estará nas outras plataformas e as pré-vendas para o LP vinil já iniciaram em freedomdiscos.com.br.


*por Artur Mamede


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sexta-feira, 4 de abril de 2025

"Histeria Coletiva" primeiro álbum da Torpes está lançado


Da região conhecida como Norte Pioneiro,  no Paraná,  a Torpes lançou nesta sexta-feira (4), o seu primeiro álbum.  "Histeria Coletiva" chega após alguns singles e um EP publcado em fins de fevereiro e vem carregado de críticas sociais,  aspecto que norteia todo o trabalho da banda desde sua fundação em 2019.


"A critica política é o que nos move hoje. Somos impulsionados diariamente a ser mais uma voz em meios a tantas, que querem mostrar a insatisfação com tudo que testemunhamos nesses tempos obscuros", disse a Torpes ao Riffmakers.

Trabalhado, da pré-produção ao lançamento,  por dois anos, entre empregos formais, família e tantos outros compromissos,  "Histeria Coletiva" tem sete faixas (sendo seis inéditas) gravadas, produzidas e mixadas por Carlão Pimentel,  baixista da Torpes. 

O álbum foi masterizado no Mopho Studio e tem a capa assinada por Guilherme Amorim, responsável pelo logotipo da banda e pela arte do single "Anomia Social", traduzindo a proposta da Torpes ao campo visual.

Esse esforço rendeu bem, captando com coesão e clareza a mescla de hardcore, punk e metal cometida por Caião - guitarra e voz: Vinícius Rocha- guitarra; Zica - bateria e o citado Carlão. 

Ouça "Histeria Coletiva" clicando AQUI.


Cqpa de "Histeria Coletiva" por Guilherme Amorim 

Posicionamento bem definido 


Nas mensagens recebidas pelo Riffmakers,  a Torpes mostra bem o seu posicionamento no atual cenário e coloca uma vida digna para todos como uma de suas bandeiras. 

"Estamos em meio a uma luta de classes, onde se torna cada vez mais difícil enxergar, com clareza, quem realmente está do nosso lado."

"Através do nosso primeiro álbum, queremos mostrar que estamos ao lado daqueles que se sentem abandonados, excluídos, violados e sem perspectiva de um futuro melhor. Mostrar que queremos mais, o que é de nosso direito. Por uma vida mais feliz, com segurança, moradia, educação, saúde e lazer, por uma vida mais digna."

Leia também: Disfagia - "Horrores da Guerra" é o novo EP da one-man-band


Faixa a faixa


A conversa com a banda ainda rendeu um faixa a faixa , onde a própria Torpes comentou sobre suas composições. Confira. 

Anomia Social - A primeira faixa do álbum traz os questionamentos acerca do caos e as incertezas que foram instalados em nossa sociedade. Uma canção sobre perda de valores, quebra de normas, tudo o que estiver ao alcance para alcançar os interesses escusos de uma elite política corrompida, preocupada mais em se manter no poder do que com os reais problemas de uma sociedade aflita, desamparada e carente de politicas que proporcionem tudo aquilo que foi prometido, o que lhe é de direito, o básico, como retorno sobre os impostos pagos com seu suor e trabalho.

Seguir & Obedecer - a segunda faixa do álbum trata sobre a guerra moral, a desinformação, o uso das redes sociais, da religião, das promessas vazias de uma elite que tem como único interesse, manipular a sociedade mais vulnerável, carente de políticas que tragam melhores condições para uma vida mais digna. 

A faixa aborda a maneira como a população é usada como massa de manobra, absorvendo e transmitindo falas que vão contra seus próprios interesses.

Histeria Coletiva - a terceira faixa não mede palavras para demonstrar a revolta contra a violência policial. Um projeto de extermínio contra a população pobre e vulnerável que necessita da atenção dos órgãos de segurança pública, uma crise de direitos humanos, onde governos dão o direito de atirar antes e perguntar depois. Sem meias palavras, Histeria Coletiva é uma crítica àqueles que enxergam algozes como heróis. Que normalizam esta barbárie, que assistem de braços cruzados nossa população sendo assassinada por sua cor e classe social.

Contra o Caos - uma chamada à Revolução Popular. Não há como deixar esta opção de lado. Quando as reivindicações pacíficas não surtirem efeito, quando parecer não haver mais saída, somente a união coordenada e ofensiva será a maneira como vamos depor o mal que assola nossa nação.

Somos a Revolução - uma canção sobre como estamos rumo à nossa extinção. Sobre como evoluímos para criar meios de nos exterminarmos. De mamíferos frágeis à donos do mundo. Partindo da nossa criatividade, sede por conhecimento, curiosidade, nosso instinto explorador até o nosso declínio, pela nossa petulância, nosso desejo de poder, nosso individualismo, nossa falta de empatia, nossa falta de amor empatia com o próximo, até nossa destruição.

A Verdade - uma faixa que soa mais como um desabafo. Testemunhando toda injustiça e descaso, um grito de revolta, uma maneira de externalizar o sentimento de quem se sente desamparado, abandonado a própria sorte, de quem é desfavorecido perante uma elite política financiada e sustentada no poder para governar pelos interesses de uma minoria.

Zé ninguém - A última faixa fala sobre o desapego por tudo que a sociedade nos vende como ideal. Libertar-se da necessidade de pertencimento, de ser o que querem que sejamos. Desprender-se de uma vida de mentiras, que nos é vendida como um desejo comum e alcançável a todos. Que possamos ser nós mesmos, vivendo nossas vidas, sendo felizes com o que realmente nos importa, com tudo aquilo que é real.


*por Artur Mamede 


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segunda-feira, 3 de março de 2025

Torpes - "Anomia Social" abre caminho para primeiro álbum


Recente lançamento da Torpes, o single "Anomia Social" chega como prenúncio do álbum"Histeria Coletiva", o primeiro dos paranaenses. O álbum, assim como a recém lançada faixa,  vem carregado de crítica social, tema que baseou toda sua concepção.


Segundo a Torpes (Caio - guitarra/vocal, Vinícius - guitarra, Carlão - baixo e Ezequiel “Zica” - bateria), "Anomia Social" traz os questionamentos acerca do caos e as incertezas que foram instalados em nossa sociedade. 

"É uma canção sobre perda de valores, quebra de normas, tudo o que estiver ao alcance para alcançar os interesses escusos de uma elite política corrompida, preocupada mais em se manter no poder do que com os reais problemas de uma sociedade aflita, desamparada e carente de politicas que proporcionem tudo aquilo que foi prometido, o que lhe é de direito, o básico, como retorno sobre os impostos pagos com seu suor e trabalho", explicou a banda.

Leia também: DeathBanger - "The Rise of Death" exalta o legado brutal do thrash brasileiro

"Anomia Social" tem o punch do hardcore aliado a elementos do punk e metal e isso também é visto/ouvido na parte lírica. Entre o groove e os beats e vocais nervosos, um riff recorrente durante os três minutos da faixa lembra um estridente sinal de alerta. E é bom mesmo ficarmos espertos.

Aqui está "Anomia Social". Acesse e ouça ALTO!


Capa de "Anomia Social" por Guilherme Amorim 


Primeiro álbum 


Com previsão de lançamento para o fim de março, "Histeria Coletiva" é o primeiro álbum da Torpes, banda fundada em 2019, na região conhecida como Norte Pioneiro, no Paraná.

O álbum, assim como o recente registro, teve suas gravações feitas entre julho de 2024 e janeiro desse ano, sendo produzido, gravado e mixado pelo baixista Carlão e masterizado pelo Mopho Studio (SP).

*por Artur Mamede 

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sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Ofensiva Sonora levanta a bandeira do rock das ruas

Ofensiva Sonora, projeto solo de Fábio Belluci (guitarrista das bandas Cólera e Epidemia, também vocalista nesta última), chegou com tudo em outubro. Foram três singles lançados em menos de 10 dias. Todos, da parte gráfica às gravações e processos de distribuição online, na base do FVM.


E isso com o Cólera rodando o Brasil em uma excursão de poucos dias de folga, mostrando o comprometimento de Fábio com o rock das ruas encarnado no punk e hardcore.

Leia também: Desalmado segue como quarteto


O rock das ruas nunca vai morrer 


O subtítulo acima dá nome ao primeiro dos três singles da Ofensiva Sonora. Lançado em 8 de outubro, a faixa segue a linha punk/HC numa letra de métrica quebrada que casa com o tema: questionar os padrões estéticos/sonoros impostos por produtores e o mercado (ouça AQUI "O Rock Das Ruas Nunca Vai Morrer").




No Bandcamp desde 15 de outubro, "Destino Manifesto" tem uma letra contundente, lembrando a conquista, à base de massacres de povos originários, do Oeste dos EUA. O single remete a The Clash, da capa ao uso de dois refrões, passando pelo esmero em letra e música (clique aqui e ouça "Destino Manifesto").


Capa de "Destino Manifesto" por Nicole Taille

"Destino Manifesto" teve as vozes registradas no Dual Noise Estúdio (São Paulo) e a masterização de João N. A capa, assinada por Nicole Taille (baixista da Epidemia), é claramente inspirada na arte de Gen Greif para "Give 'Em Enough Rope" do The Clash.


Um riff estridente e marcante inicia "Centro Ilusório", disponível desde o dia 17. Questionadora, a letra mostra a veia compositora de Belluci. Retalhos (e patchs) de bandas da primeira onda do punk são ouvidos na faixa,mas isso não a limita aos aficionados do estilo. Aqui está "Centro Ilusório". Acesse e ouça ALTO!




Sabe-se das pretensões de Fábio Belluci em lançar um álbum cheio da Ofensiva Sonora em CD físico. E esperamos por isso.

Em tempo: Agora em novembro. "Subterrâneo" primeiro álbum da Epidemia (Fábio Belluci - guitarra/vocal, Nicole Taille - baixo/backing vocal e André Chessas - bateria/backing vocal) completa um ano de lançamento (OUÇA AQUI). Apreciem.

*por Artur Mamede







terça-feira, 1 de outubro de 2024

Delinquentes - "O Ovo da Serpente" sai em lyric video

"O Ovo da Serpente" é o primeiro single/lyric video retirado do recém-lancado álbum "A Serpente" da veterana banda paraense de hardcore/crossover Delinquentes. Disponibilizado nesta terça-feira (01/10) o clipe, pelo que ficou subentendido em uma postagem nas redes sociais, é o primeiro de vários a serem extraídos do novo trabalho.

"O Ovo da Serpente" é um vídeo de curtíssima duração (produzido por João Barros) e mostra toda a urgência da Delinquentes, o que se espalha por todo o álbum. Apesar de curto, o clipe se dá ao luxo de uma introdução. 

A tal intro reproduz o trecho de um programa de uma rede de notícias, que tende total à direita, em que os debatedores condenam o Facada Fest, evento censurado por um ex-ministro da justiça, hoje no limbo político e social. 

Após a vergonhosa intro (para os debatedores e seus patrões) vem o som da Delinquentes. O lyric video tem imagens registradas ao vivo no Dia D Festival, grande evento independente realizado no último mês de maio em Belém.



Aqui está o clipe de "O Ovo da Serpente". Acesse e ouça ALTO!

Leia também: Velho - "Vingando as Bruxas" tem capa e temática reveladas


O álbum 


Lançado em vinil 12" em meados de setembro, "A Serpente" foi gravado, mixado e masterizado por Kleber Chaar no Fábrika Studio (Belém). A produção teve início durante a pandemia (2020) sendo finalizada somente em 2024, daí a urgência e raiva que corre em todas as suas 17 faixas (sendo quatro registros ao vivo).


Capa de "A Serpente" por Letícia Portela 


O título do álbum e do lyric video fazem referência ao filme "O Ovo da Serpente", de 1977,  do cineasta sueco Ingmar Bergman. Daí vem também a expressão "o ovo da serpente foi chocado" para demonstrar a ascensão do neo-fascismo no Brasil. 

Urgente também é a capa do álbum, assinada pela ilustradora Letícia Portela. A obra enriquece grandemente a extensa obra da Delinquentes.

Ouça "A Serpente" clicando AQUI.



Já na mais alta prateleira dos preferidos da casa, o álbum "A Serpente" consolida a formação Jayme Katarro (vocalista/fundador), Paulo Bigfoot (guitarra), Pablo Cavalcante (baixo) e Raphael Lima (bateria), como a mais prolífica da Delinquentes, banda iniciada a quase 40 anos e que sempre ergueu a bandeira independente.

"A Serpente" foi lançado de forma colaborativa, com a participação de 19 selos de todas as regiões brasileiras. A marca é inédita para as banda que já havia lançado pelo mesmo esquema, mas contando com apenas três, mas muito importantes, selos.

Se uniram para o lançamento e distribuição de "A Serpente" os selos Doutromundo (SP), Red Napa (SBC/SP), Undershows (SP), Poeira Maldita (SP), Tu Pank Records (SP), Mortos Humanos (RJ), Kaska Krosta (RJ), Cérbelo Discos (Chapecó/SC), Punho Em Riste (MG), Two Beers Or Not Two Beers (GO), Bacural Discos (GO), Bigbross Produtora (BA), Ponto Cego Shop (AP), Manaós Distro (AM), Xaninho Disco (PA), Lokaos (PA), Música Paraense (PA), Festival Vozes do Abismo (PA) e Belém Records (OA).


*por Artur Mamede 


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sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Pense divulga capa de “Tudo Que Temos de Lembrar”

Os mineiros da Pense divulgaram nesta sexta-feira (29) a arte da capa de “Tudo Que Temos de Lembrar”, o quarto álbum de estúdio da banda de hardcore formada no ano de 2017 em Belo Horizonte. O álbum estará disponível em todas as plataformas de streaming a partir de 23 de outubro.

"Tudo Que Temos de Lembrar " é o sucessor de "Realidade, Vida e Fé " de 2018. No texto que acompanha a divulgação da arte, a banda afirma que o álbum é "um marco em nossa trajetória; é o fruto da nossa resistência, do nosso amor à arte e à música — é nossa voz sendo mantida e ouvida."


Capa de "Tudo Que Temos de Lembrar " por Raphael Gonçalves 

Leia também: Jacau lança documentário e clipe


Nova logo 


"A arte que escolhemos pra representar e carregar todo sentimento que esse disco tem foi pensada e elaborada em cada detalhe pelo Raphael (guitarrista da Pense), que se entregou totalmente nesse trabalho", disse a banda.

A Pense também colocou na capa a nova logo, assinada pelo ilustrador Victor DEAF Lopes. Segundo a banda, DEAF "soube expressar exatamente o que a gente queria, e encaixou perfeitamente pra transmitir o que Pense precisa nessa nova fase"

*por Artur Mamede 


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terça-feira, 30 de julho de 2024

Jacau e Natural Hate - clipes em Libras e crítica social

Do interior baiano, as bandas Jacau e Natural Hate, lançaram recentemente clipes que promovem a acessibilidade à surdos. O uso de intérpretes de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) expande a crítica social das letras à um público que não é visto como público de música pesada.


As duas obras audiovisuais, além da proximidade geográfica, do uso de Libras e dos temas sociais, também convergem na "categoria" de bandas que contaram com o auxílio das leis de incentivo a cultura.

"Violência Mental" da Jacau e "Seguir em frente e resistir" da Natural Hate foram contemplados nos Editas Paulo Gustavo Bahia, via Lei Paulo Gustavo, criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.

Leia também: Lucifer's Child excursiona pelo Brasil em novembro e dezembro


A banda de hardcore/crossover Jacau (de Itabuna, distante 435 kms de Salvador), uma das mais atuantes da região, lançou "Violência Mental" no último dia 27. 

A letra traz o ponto de vista de uma mulher abusada de várias formas pelo pai e de como esta o renega após as violências sofridas e o assassinato da mãe. É um tema pesado, mas não dá para sentir pena de agressores/abusadores.

Aqui está o clipe de "Violência Mental" da Jacau.


Cena de "Violência Mental" da Jacau


O vídeo inicia com uma silhueta e um áudio de um teleatendimento da polícia relatando ameaças. A banda (em trio) atua em estúdio e a simplicidade do cenário enriquece a letra que é passada por legendas e pela interpretação em Libras.

De Caetité (a 635 kms da capital baiana), o trio Natural Hate desfia seu thrash metal cheio de identidade usando o clipe de "Seguir em frente e resistir" como veículo.

Veja AQUI o clipe de "Seguir em frente e resistir " da Natural Hate.

A produção esmerada eleva a obra audiovisual. Cenários agreste e figurantes ajudam a banda a homenagear a mulher sertaneja. Uma inovação foi colocar a intérprete de Libras em cena, junto aos músicos.


Natural Hate e a atriz/intérprete de Libras Rita de Cássia 


"Transformamos uma exigência do edital de cultura numa oportunidade de fazer diferente. Então, inserimos a intérprete como um elemento estético, como um integrante da banda e não somente no cantinho da tela para acessibilidade", disse a Natural Hate.

*por Artur Mamede 


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sexta-feira, 5 de julho de 2024

Surra - "Falha Crítica" está lançado



Já nos streamings, "Falha Crítica", o novo álbum do Surra lançado nesta sexta-feira (5) reafirma o posicionamento da banda frente ao cenário sociopolítico atual.  


O bom thrash/crossover/hardcore sempre foi de combate, mas os últimos anos demandaram o recrudescimento da luta. E o Surra tá dentro. E fazendo de um jeito divertido.

O álbum 


"Falha Critica" foi produzido por Leeo Hanna, mixado e masterizado por Hugo Silva. O álbum foi gravado no Family Mob Studios (SP) entre 2023/2024. 

A capa e produção de arte ficaram a cargo de Guilherme Elias. Maya Melchers e Estevam Romera assinam a produção das fotos e Alexandre Kool, a ilustração.

O álbum tem 14 faixas distribuídas em pouco mais de 27 minutos. É um divertido e veloz crossover, que não abre mão de politizar as letras.  E assim entramos no vórtex das letras afiadas que pedem músicas intensas que deixam as letras afiadas ainda mais cortantes.



Aqui está "Falha Crítica". Acesse e ouça ALTO! AGORA!

Leia também: Drowned - "Deus me Livre de Deus" marca o posicionamento da banda


Nunca foi tão justo esperar um álbum 


Nunca foi tão injusto citar uma faixa preferida (ainda que o subtítulo acima entregue o jogo). "Falha Crítica" já pode ser colocado entre os bons discos do ano. 





Aquilo que eu esperava desde a audição de "Liberdade Eliminando o Mundo" (single lançado em fins de junho), foi entregue, e ainda devo  troco.

Leeo Hanna (guitarra/vocal), Guilherme Elias (baixo/ vocal) e Victor Miranda (bateria), executam aqui um dos melhores álbuns que ouvi nos últimos anos. Thrash, HC, grindcore, death e tesão em fazer tudo isso acontecer e chegar vibrando aos ouvidos, enriquecem o Surra. Eu só recomendo que ouçam "Falha Crítica". E ouçam ALTO!

*por Artur Mamede 


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segunda-feira, 10 de junho de 2024

Manger Cadavre? divulga datas de tour europeia


O Manger Cadavre? divulgou na manhã desta segunda-feira (10) as datas da sua tour pela Europa, incluindo aí uma passagem pelo icônico Obscene Extreme Festival, na República Checa.


Formada por Nata Nachthexen - vocal, Paulo Alexandre - guitarra, Bruno Henrique - baixo e Marcelo Kruszynski - bateria, o Manger Cadavre? iniciou as atividades, ininterruptas, em 2011, em São José dos Campos (SP), praticando uma fusão de hardcore/crust/death combativo, libertário e abertamente antifa.

Leia também: Nightwölf - "Unleash the Cult" inicia nova fase

Passagem pela Europa 

A passagem do Manger Cadavre? pelo Velho Continente terá gigs iniciadas no próximo dia 28, com nove datas, encerrando em 08 de julho.

A Manger Cadavre? European Summer Tour passará por Charleroi (Bélgica), Amsterdam (Holanda), Brunsvique e Berlim (Alemanha), Trutnov - cidade do Obscene Extreme Festival, e Praga (República Checa), Cracóvia, Kielse e Varsóvia (Polônia).

A tour tem o agenciamento sob responsabilidade da incansável Xaninho Discos


Cartaz da tour de autoria de Lobo Ramirez

Na bagagem 

A Manger Cadavre? leva na bagagem, além da monstruosa experiência de palco, o álbum "Imperialismo", o terceiro álbum cheio da banda, lançado a pouco mais de um ano.






Aqui está "Imperialismo". Acesse e ouça ALTO!

A discografia do Manger Cadavre? se completa com os álbuns "AntiAutoAjuda" e "Decomposição", de 2019 e 2021, respectivamente; os EPs "Origem da Queda", "Revide" e "Senhores da Moral" de 2013, 2017 e 2020; o split "Limbo" dividido com o Disforme, de 2015 e o 3 way split "Alone in Grind" de 2021, com The Grindful Dead e Hcg. 

*por Artur Mamede 


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quarta-feira, 29 de maio de 2024

REPULSION - 35 anos de "Horrified"



Em 1989 o mundo descobria o death metal. O estilo saia das demo tapes para álbuns oficiais e gravadoras, estúdios e produtores viraram grife. O metal da morte deixava de ser exclusividade do underground.


Mas algo muito barulhento vinha sendo tramado na surdina. E em 29 de maio de 1989, vinha à luz, de forma oficial, o monstruoso "Horrified", o único álbum do Repulsion (EUA), que geraria a cria bastarda de uma relação promíscua entre o death metal e o hardcore mais cru, chamada de grindcore.


Primeiro, SIM


Tu pode até questionar e alegar que a paternidade do grindcore cabe ao Napalm Death, que em 1989 já havia lançado "Scum" e "From Enslavement to Obliteration" (1987 e 1988, respectivamente), mas lembre, 1989 é o ano de lançamento oficial de "Horrified", porém o trampo já corria o mundo na rede mundial de troca de fitas desde 1986, como a demo "Slaughter of the Innocent". E quando todos saudavam o novo estilo, o Repulsion já até havia encerrado as atividades.





"Horrified" não é a pedra filosofal da música extrema, no Brasil já havia o Brigada do Ódio e Atack Epiléptico, mas é a gema que condensa quase todos os atributos para o grindcore como hoje o sabemos.





Aqui está Horrified

Riffs ultra velozes, baixo e bateria a milhão, solos sugados do death metal primitivo e vocais desesperados, aínda que mais hardcore que o habitual. A produção é bem boa, o que mostra que a sujeira não é gratuita, ainda assim "Horrified" não tem pretensão de salvar ou converter. Chega, destrói e vai embora em meia hora. É grindcore pra caralho!

Apenas ouça "Horrified".

*por Artur Mamede 


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Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...