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sábado, 14 de junho de 2025

Disfagia - "Corrupção" é o novo EP da one-man-band

O ultraviolento projeto grindcore de um homem só, que leva o nome de Disfagia, publicou no último dia 13 mais um EP. "Corrupção" tem oito faixas desarmônicas e rápidas, em duração e andamento, executadas por Victor Skullcrusher Viana.


"Corrupção" passa por muito pouco dos oito minutos e após o play o que se ouve são guitarras abrasivas, vocais cavernosos e uma bateria que ataca numa velocidade quase industrial. 

Aqui está "Corrupção". Acesse e ouça ALTO!


Capa de "Corrupção" por Victor Skullcrusher

Políticos na mira


Produzido, gravado e editado de forma caseira por Victor, "Corrupção" coloca os políticos na mira da metranca. Ainda há críticas contundentes ao colonialismo ianque, vícios em apostas online, picaretagem religiosa e um cover do Discharge.

Leia também: Payback - "Rataria" traz temas atuais ao velho thrash metal

As faixas são ultravelozes e em quase todas a bateria cessa abruptamente, o que torna o silêncio que vem depois ainda mais incômodo que a faixa que se acaba de ouvir. Uma boa sacada de Victor.


Outros projetos


Mortuário A.D, de death/thrash, Necrovomit 666, de black/death metal; Destruidor, de black/speed thhrash; Achalasia, de noisegrind e Wardog, de D-Beat, são os outros projetos de Victor Skullcrusher.

Assim como o Disfagia, todos os projetos citados estão disponíveis na web (sugiro a audição pelo Bandcamp). Acesse, ouça, compre, compartilhe.


Track list


1. Corrupção

2. Matar Todos os Políticos

3. Alimentando o Tigre

4. Morte ao Tio Sam

5. Carcaça

6. Porcos de Terno

7. F.O.A.D

8. The Nightmare Continues (cover Discharge)


*por Artur Mamede


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sexta-feira, 30 de maio de 2025

Mortuário A.D - resgata death/black BR dos 80


Mortuário A.D, a one-man-band encarnada em Victor "Skullcrusher" Viana, exumou recentemente mais um EP (o quinto da infame carreira). "Bloodshed" tem seis cruas e brutais faixas que exalam o odor nauseabundo dos berçários do metal extremo brasileiro da década de 1980.


As seis faixas de "Bloodshed" (uma cantada em português) são retratos sonoros de filmes de terror e suas macabras e mórbidas temáticas gore e apocalípticas.

Aqui está "Bloodshed". Acesse e ouça ALTO!

Capa de "Bloodshed" por Victor Skullcrusher


"Bloodshed" está disponível no Bandcamp, YouTube, Spotify, Amazon Music e Apple Music.

Leia também: Heed the Call - single "Rebellion" pavimenta caminho para o álbum de estreia


Música extrema, autonomia e independência


Gravado de forma caseira, "Bloodshed", os EPs anteriores e todos os outros cinco projetos musicais de Victor Skullcrusher, carregam ainda a busca do músico, que é pessoa com TEA (Transtorno do Espectro Autista), por autonomia. Sobre esse e outros assuntos o Riffmakers trocou uma conversa rápida com o músico.

Riffmakers: Esse já é o sexto lançamento do Mortuário A.D e o terceiro , só nesse ano. Como se deu o processo de criação deste e dos outros trabalhos?

Victor Skullcrusher: "Bloodshed" levou dois meses para ser feito e as letras falam sobre filmes de terror, morte e armagedom enquanto o instrumental tem influências do Sepultura na fase "Morbid Visions" e outras bandas dessa época como Sarcófago, Vulcano e Mutilator.

Quanto ao processo de criar, produzir e lançar, é tudo feito em casa. Faço a guitarra e a voz de maneira orgânica, só a bateria que é programada e como eu não tenho baixo em casa, eu costumo duplicar a faixa da guitarra e colocar um efeito de baixo.

Riffmakers: Teus projetos têm um alcance razoável nas plataformas digitais de distribuição, mas como é se divulgar ao vivo?

V. Skullcrusher: Tenho 25 anos incompletos, comecei a me apresentar ao vivo já tem um ano, inclusive abri um show do Cemitério ontem (29/05), aqui em Fortaleza, com a Scatophagia . a Viollen, que são locais.




Como sempre me considerei melhor no gutural do que na guitarra, eu costumo separar os instrumentais pra tocar de fundo enquanto eu canto ao vivo.


Victor Skullcrusher e Hugo Golon (Cemitério)

Riffmakers: Sendo uma pessoa com TEA, no que teus projetos e apresentações ao vivo te ajudam?

V. Skullcrusher: Acho que meus projetos me ajudam a desenvolver minha autonomia, me ajudam a ser mais independente (que são dificuldades comuns na vida de quem tem autismo) e também me ajudam a perder a timidez e estimular a criatividade.

Riffmakers: Ainda sobre projetos, além da Mortuário A.D, tu tem outros. Fala um pouco sobre.

V. Skullcrusher: Meus outros projetos são o Disfagia, de grindcore (já resenhado no Riffmakers. Relembre AQUI); Necrovomit 666, de black/death metal; Destruidor, de black/speed thhrash; Achalasia, de noisegrind e Wardog, de D-Beat.

Mas os principais são o Mortuário AD, Necrovomit 666 e Disfagia. E todos estão nas plataformas digitais. Ouçam.


Track list de "Bloodshed"


1. Bloodshed

2. My Bloody Valentine

3. Black Christmas

4. Total Death

5. Day of the Dead

6. Caos Total


*por Artur Mamede


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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Disfagia - "Horrores da Guerra" é o novo EP da one-man-band


De Fortaleza (CE), a one-man-band Disfagia disparou no último dia 2 mais um EP. "Horrores da Guerra" tem oito violentas faixas compactadas em 7'03" de duração. E o que ouve é uma amálgama de crust/grind/HC muito bem executado.



Encarnada em Victor Viana (composições/vocais/todos os instrumentos), a Disfagia leva a sério o prefixo "DIS". É nítida a influência do hardcore britânico do Discharge  e outros arregaçou sonoros como Doom, Extreme Noise Terror, Disrupt, Terrorizer e Napalm Death mais primitivo. 

Aqui está "Horrores da Guerra". Acesse e ouça ALTO!


Capa de "Horrores da Guerra"


Brutalidade  crescente 


Em "Horrores da Guerra" a Disfagia sobe ainda mais o nível da brutalidade cometida nos seus trabalhos anteriores, a isso se deve mais experiência e melhor qualidade de gravação. 


Das oito faixas de "Horrores da Guerra", três já haviam sido publicadas no EP 'Armagedom", lançado em setembro de 2024, que aqui ganharam um novo verniz, soando mais altas e claras e mantendo a violência do registro original. 

A temática lírica é aquela comum ao que se pede a quem encara a proposta de fazer grind/crust: guerras, fome, autoritarismo e exploração.  Parece repetição,  mas a culpa é da humanidade que insiste em repetir estes erros dando motivo para que se façam mais músicas (ou anti-músicas) de repúdio. 

Track list 


01. Horrores da Guerra 
02. Guerra Profana 
03. Miséria 
04. Guerra Nuclear 
05. Parasitas 
06. Morte Corporativa 
07. Revolta 
08. Guerra, Morte e Destruição 


Outros registros 



Da Disfagia e Victor Viana (a.k.a Victor Skullcrusher) também são encontrados no Bandcamp o já citado "Armagedom", o EP "Carcaça' (julho,  2024) e as demos "Miséria e Exploração" e "Puro Desprezo", de setembro de 2023 e agosto de 2022, respectivamente. 

Ainda de Victor, a plataforma abriga os projetos paralelos Wardog, Achalasia e Scumbag, todos transitando entre os subgêneros mais extremos da anti-música. Recomendo.

*por Artur Mamede 


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terça-feira, 4 de março de 2025

Nightmare Slaughter revela capa de "VVLGATAE"


Nightmare Slaughter (a.k.a David Koss) divulgou recentemente a capa de "VVLGATAE", mais um álbum conceitual da entidade death metal que opera como one-man-band desde 2005. 


A capa de "VVLGATAE", assinada por Koss - como outros trabalhos do Nightmare Slaughter - segundo o próprio, retrata a podridão e a decadência do Vaticano, mostrando o que acontece por debaixo dos panos, "por trás de todo o ouro e hierarquia que existem nesse lugar". 

"VVLGATAE" sucede "The Mother of Abortions" (2023), obra conceitual que aborda a mitologia mesopotâmica e a Thelema, além de outros temas comuns a quem se aprofunda na filosofia ocultista, executados com maestria e fúria (OUÇA AQUI).




Capa de"VVLGATAE" por David Koss


Tema espinhoso



Embasado em documentários, artigos, filmes, sites e notícias de jornais, o álbum faz uma imersão crítica no submundo da pedofilia no meio religioso, especialmente na Igreja Romana, e aborda a cultura do amordacamento à suas vítimas.

De acordo com o compositor, tratar de um tema tão espinhoso, requer sangue frio por ser algo possível de acontecer com pessoas próximas. "Confesso que, durante a pesquisa e o aprofundamento, senti alguns arrependimentos por tratar de algo real, que pode acontecer com qualquer pessoa e em qualquer âmbito social, principalmente dentro do ambiente familiar. A maldade contida nos atos cometidos por séculos por padres, clérigos, diáconos, arcebispos e toda a corja ligada à Igreja Católica tem sido maquiada e escondida da luz da verdade pelos próprios e por seus seguidores, que, na maioria dos casos, servem de cúmplices para acobertar o inadmissível, baseando-se na fé imposta culturalmente", escreveu Koss.

O músico conta que houve ainda dificuldades na captação de relatos. 'Mesmo com tantos meios de acesso à informação, os casos são parcialmente vagos. Se a pessoa não tiver paciência, acaba desistindo, pois o tema não é tão difundido", ressaltou. 


Material para pesquisa 



No comunicado publicado nas redes sociais do Nightmare Slaughter, Koss listou algumas de suas fontes de pesquisa. Lá se encontram documentários como "Exame de Consciência" (espanhol), "Atrás do Véu: Sobrevivendo à Igreja Luz do Mundo" (mexicano), "Minha Máxima Culpa - Silêncio na Casa de Deus", "Não Digas a Ninguém" (polonês) e os filmes "Graças a Deus" (francês) e o vencedor do Oscar de melhor filme de 2016, "Spotlight: Segredos Revelados".

As citadas obras, segundo ele, "retratam o pesadelo real vivido por milhares de famílias ao redor do mundo, com relatos absurdos de pessoas que tiram a própria vida e de pessoas que não conseguem ter uma vida social devido ao trauma sofrido na melhor fase da vida, a infância."

Koss agradece ainda aos jornalistas Fábio Gusmão e Giampaolo Morgado Braga, pela obra "Pedofilia na Igreja: um Dossiê Inédito Sobre Casos de Abusos Envolvendo Padres Católicos no Brasil" (2023), que classifica como 'o ápice da minha pesquisa".

*por Artur Mamede com informações de David Koss 


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terça-feira, 27 de agosto de 2024

Cult Funeral - one-man-band tem 1° single lançado

 


"Anima In Sepulcro" lançado na segunda-feira (26) é o primeiro single da one-man-band amazonense Cult Funeral. Disponível somente no YT (por enquanto), a faixa tem pouco mais de quatro minutos de um primitivo e cru black metal, circulando entre as duas grandes ondas do segmento.


O projeto tem Prosanctus como responsável pelos riffs, letras e beats da Cult Funeral. O homem por trás da one-man-band também assina a produção, gravação e edição de "Anima In Sepulcro", além de ter cometido a arte da capa do single.



Capa de "Anima In Sepulcro" por Prosanctus 


Aqui está "Anima In Sepulcro". Acesse e ouça ALTO!




Entrevista com Prosanctus 


O Riffmakers trocou algumas poucas palavras com a alma (sombria) da Cult Funeral. Na conversa, o processo de confecção de "Anima In Sepulcro", planos e o que se deve esperar do projeto.





Riffmakers: A Cult Funeral até agora é um enigma. Um nome, um título, poucas imagens. O que é mesmo o projeto?

Prosanctus: O projeto é baseado em meu culto e crença individuais. Logo, faço tudo, riffs, letras, vocais e bateria - sendo esta programada por motivos financeiros. O single foi produzido e gravado por mim, em um smartphone, também usado para a criação da capa e logotipo da Cult Funeral.

Riffmakers: Qual é a intenção do projeto para além da música?

Prosanctus: "Anima In Sepulcro" é uma porta de entrada para o projeto, para a cena manauara conhecer a banda, e desfrutar do som. Então a faixa ajuda o público underground a palpar mais a sonoridade, lirica e estética que sao produzidas.

O que pretendo atingir com Cult Funeral, em seu prólogo, é produzir sons baseados naquilo que acredito espiritualmente, e trazendo contos mórbidos, necromantes e em seu corpo lírico, profanações solidificadas em minhas crenças pessoais.

Riffmakers : A Cult Funeral, a princípio, me parece ser um projeto de estúdio. Existe a possibilidade de um dia ter faixas executadas ao vivo? E o projeto já tem continuidade, como novas faixas e registros?

Prosanctus: Logo, a Cult Funeral terá um EP, sem previsão de chegada. E sobre fazer ao vivo, no momento é uma ideia que soa muito bem. A dificuldade reside na condição de ser um projeto solo. Porém, se na caminhada da Cult Funeral, encontrarmos pessoas que somem com o projeto, isso virá a tona em alguns meses.

*por Artur Mamede 


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quarta-feira, 5 de junho de 2024

Negativus - primeiro álbum a caminho



"Detestabilis" esse é o título do primeiro álbum da Negativus, one-man-band que tem a proposta de executar old school death metal "maldito e groovado em português" segundo Eduardo Jarry, idealizador e vocalista do projeto.


Para o álbum, previsto para sair em agosto, Jarry se cercou de boas parcerias para a execução do projeto que tem como berço a capital paraibana. 

As sessões de estúdio do "Detestabilis" contam com Victor Hugo Targino (produção/guitarras/baixo), Eduardo "Monga" Amorim (bateria) e Thyago Trajano (guitarra solo), nomes de peso na cena nordestina, sendo os dois últimos integrantes da Behaviour, banda fundada por Jarry no século passado.


Victor H. Targino e Eduardo Jarry no estúdio 




Parcerias e death metal em português 


"Detestabilis" ainda reúne participações de Alf Cantalice (vocal do Headspawn) na faixa "Desprezo", Bruno Trindade (vocal do Retroholics) em "Vermes",  Wiliane França (vocal da Halfway Dead) em "Merda de Pessoa" e Rodrigo Barbosa (vocal da Vermgod) em "Segundo Dia", todas de estilos distintos tendo o underground paraibano como elo de ligação entre si.






Sobre a escolha do idioma português para as composições de "Detestabilis", Jarry explicou. "Algo que sempre tive em mente, foi ter uma banda na qual as letras fossem em português, com versões em espanhol, ou vice-versa. Pontualmente, escrevi num idioma ou no outro. Nunca foram o foco principal das bandas. O inglês pela sua universalidade sempre dominou", disse em publicação nas redes sociais.

O músico continua. "Agora chegou a hora de concretizar essa idea. Negativus terá letras em português, com versões em espanhol. Na temática estou resgatando a ironia, cinismo, humor negro, ódio gratuito, praticado nas décadas de '80 e '90, com maestria. Fuck Off & Die, Spit on Your Grave, One Foot in The Grave, entre tantas outras, são inspiração óbvia. Espero que curtam", concluiu.

Em outros fronts


Nome de peso do underground paraibano, nordestino e brasileiro, Eduardo Jarry, além do atual projeto, trabalha com a Behaviour em novas músicas a serem lançadas ainda em 2024. 

Fundada em 1989, a Behaviour, com todas as dificuldade para quem trampa de forma independente, lançou em agosto passado seu debut, o elogiado "Rex Imbecdilic", vigorosa amostra do death metal brasileiro, produzido por Victor Targino, que teve participações de Fernanda Lira (Crypta), Alex Kafer (The Troops of Doom) e Kam Lee (Massacre).





Aqui está "Rex Imbecilic", acesse e ouça ALTO.

Recentemente, Jarry deu sua contribuição vocal na faixa "Lei do Mais Ladrão" no EP "Metamorfose Degenerada" dos também paraibanos Realidade Mórbida (já resenhado no Riffmakers. Confira aqui).

Jarry também é uma das cabeças da banda chileno-paraibana de grindcore Omago.

*por Artur Mamede 


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Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...