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terça-feira, 29 de abril de 2025

Delinquentes - dos primórdios da banda, "Chernobyl" vira web clipe


Veteraníssima no HC/crossover paraense e brasileiro, a Delinquentes disponibilizou recentemente o web clipe de "Chernobyl", faixa que tinha seu último registro oficial no álbum "A Serpente" (2024), mas que faz parte do repertório da banda desde o fim da década de 1980.


A formação Jayme Katarro (vocalista/fundador), Paulo Bigfoot (guitarra), Pablo Cavalcante (baixo) e Raphael Lima (bateria), que regravou "Chernobyl" se consolida como a mais prolífica da Delinquentes, banda iniciada a quase 40 anos e que sempre ergueu a bandeira independente.

E de forma independente vem o clipe da faixa (assista clicando AQUI). 

O eficiente apoio vocal de "Chernobyl"

A produção


Gravado no Fábrika Studio, em Belém, o web clipe tem produção assinada por Kleber Chaar, um quase Delinquente de tanto que acompanha a banda, sendo também o produtor de "A Serpente" e de nais uma penca de bandas e projetos paraenses.

Leia também: Unblooded - "Marcas daTortura" retrata a brutalidade carcerária

Essa promiscuidade (sadia) entre banda, estúdio e produtor garantiu a boa captação e a ótima atuação da Delinquentes no vídeo.

"Chernobyl" é urgente em velocidade e duração. São 1'23" de riffs muito bem executados, baixo e bateria com grande destaque no andamento quase thrash e os vocais raçudos de Jayme Katarro.

A letra, tipica da epoca em que foi escrita, ainda cabe para o mundo atual o que justifica seu resgate. Além de que o título vale (e é usado como ) refrão, aqui reforçado pelos vocais de apoio de Raphael Lima, Paulo Bigfoot e Pablo Cavalcante, mais os fotógrafos e amigos (também quase Delinquentes) Vítor Peixe e Breno Barros.

Para ouvir ALTO!

*por Artur Mamede


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terça-feira, 1 de outubro de 2024

Delinquentes - "O Ovo da Serpente" sai em lyric video

"O Ovo da Serpente" é o primeiro single/lyric video retirado do recém-lancado álbum "A Serpente" da veterana banda paraense de hardcore/crossover Delinquentes. Disponibilizado nesta terça-feira (01/10) o clipe, pelo que ficou subentendido em uma postagem nas redes sociais, é o primeiro de vários a serem extraídos do novo trabalho.

"O Ovo da Serpente" é um vídeo de curtíssima duração (produzido por João Barros) e mostra toda a urgência da Delinquentes, o que se espalha por todo o álbum. Apesar de curto, o clipe se dá ao luxo de uma introdução. 

A tal intro reproduz o trecho de um programa de uma rede de notícias, que tende total à direita, em que os debatedores condenam o Facada Fest, evento censurado por um ex-ministro da justiça, hoje no limbo político e social. 

Após a vergonhosa intro (para os debatedores e seus patrões) vem o som da Delinquentes. O lyric video tem imagens registradas ao vivo no Dia D Festival, grande evento independente realizado no último mês de maio em Belém.



Aqui está o clipe de "O Ovo da Serpente". Acesse e ouça ALTO!

Leia também: Velho - "Vingando as Bruxas" tem capa e temática reveladas


O álbum 


Lançado em vinil 12" em meados de setembro, "A Serpente" foi gravado, mixado e masterizado por Kleber Chaar no Fábrika Studio (Belém). A produção teve início durante a pandemia (2020) sendo finalizada somente em 2024, daí a urgência e raiva que corre em todas as suas 17 faixas (sendo quatro registros ao vivo).


Capa de "A Serpente" por Letícia Portela 


O título do álbum e do lyric video fazem referência ao filme "O Ovo da Serpente", de 1977,  do cineasta sueco Ingmar Bergman. Daí vem também a expressão "o ovo da serpente foi chocado" para demonstrar a ascensão do neo-fascismo no Brasil. 

Urgente também é a capa do álbum, assinada pela ilustradora Letícia Portela. A obra enriquece grandemente a extensa obra da Delinquentes.

Ouça "A Serpente" clicando AQUI.



Já na mais alta prateleira dos preferidos da casa, o álbum "A Serpente" consolida a formação Jayme Katarro (vocalista/fundador), Paulo Bigfoot (guitarra), Pablo Cavalcante (baixo) e Raphael Lima (bateria), como a mais prolífica da Delinquentes, banda iniciada a quase 40 anos e que sempre ergueu a bandeira independente.

"A Serpente" foi lançado de forma colaborativa, com a participação de 19 selos de todas as regiões brasileiras. A marca é inédita para as banda que já havia lançado pelo mesmo esquema, mas contando com apenas três, mas muito importantes, selos.

Se uniram para o lançamento e distribuição de "A Serpente" os selos Doutromundo (SP), Red Napa (SBC/SP), Undershows (SP), Poeira Maldita (SP), Tu Pank Records (SP), Mortos Humanos (RJ), Kaska Krosta (RJ), Cérbelo Discos (Chapecó/SC), Punho Em Riste (MG), Two Beers Or Not Two Beers (GO), Bacural Discos (GO), Bigbross Produtora (BA), Ponto Cego Shop (AP), Manaós Distro (AM), Xaninho Disco (PA), Lokaos (PA), Música Paraense (PA), Festival Vozes do Abismo (PA) e Belém Records (OA).


*por Artur Mamede 


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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Inferno Nuclear oficializa nova formação


A Inferno Nuclear, representante do thrash metal old school cantado em português, originária de Belém (PA), mas já radicada na capital paulista, oficializou sua atual formação.


A banda, que tem o vocalista Wellington Freitas como único integrante original, agora fecha com Marcos Luz (bateria), Leonardo Garcia (guitarra) e Leandro Kronnos (baixo), todos esses achados em SP.


Já no batente 


A "nova" Inferno Nuclear já está no batente desde o início de abril. O evento que serviu como apresentação do time já era um grande desafio, o show da lendária banda canadense Exciter comemorando os 40 anos de "Heavy Metal Maniac", passado o teste de fogo, novos eventos estão agendados.






"Essa atual formação tocou no show de aniversário de 40 anos de 'Heavy Metal Maniac' do Exciter, e já tem duas daatas agendadas para fazer. Uma na Zona Leste da capital paulista e outra em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo", avisou Wellington.

Novas sonoridades 

A Inferno Nuclear já está em processo de composição do sucessor de "Diante de um Holocausto", álbum de estreia de 2020. 

"Estamos otimistas, acreditando que até o final do ano o novo álbum esteja gravado. Já temos músicas novas, estamos trabalhando num conceito mais metal brazuca. Com peculiaridades da cultura brasileira mesmo. Inclusive na questão instrumental", disse Freitas.

Inferno Nuclear 

Formada em 2016 na capital paraense, a Inferno Nuclear tem a proposta de executar o atemporal thrash metal da velha escola. 

Com as letras cantadas em português, a Inferno Nuclear aborda as angústias eternas do capitalismo e a sensação de que o mundo não vai nada bem. 

Os temas são o medo do futuro, os desastres ambientais, as desigualdades sociais e o temor de uma guerra nuclear - ameaças presentes no mundo dos anos de 1980 que foram alvo do thrash da mesma época.

Em 2020, a banda, ainda na sua cidade natal, lançou "Diante de Um Holocausto” (ouça AQUI), álbum de oito faixas, gravado no Fábrika Studio e produzido por Kleber Chaar.




"Diante de um Holocausto"  tem a arte da capa assinada por Márcio Aranha. No track list conta com participações especiais de Jayme Katarro (Delinquentes) nos vocais da faixa "Anarquia" e Vinicius Carvalho (Agent Steel, A Red Nightmare, Disgrace and Terror) no solo de guitarra da faixa "Unidos pelo Underground", que ainda conta e com vários camaradas do underground paraense no coro vocal da track.

A Inferno Nuclear já dividiu palco com as bandas Onslaught (Reino Unido), Hirax (EUA), Exciter (CA), Master (EUA), Skull First (Canadá), Steelwing (Suécia), Ambush (Suécia) e as brasileiras Nervochaos, Violator e Ratos de Porão, além de ter participado de diversos festivais pelo Pará e região Norte, Nordeste e Sudeste.

*por Artur Mamede 



quinta-feira, 18 de abril de 2024

Rot é o primeiro nome anunciado no 18° Porthell Metal Fest


Grande nome do grindcore nacional e mundial, o Rot foi anunciado nesta quinta-feira (18) como um dos headliners do Porthell Metal Fest, um dos festivais undergrounds mais longevos e em constante evolução da região Norte.

O Porthell Metal Fest realizado na cidade de Portel, região do Marajó (PA), este ano completa sua maioridade, e a décima oitava edição acontece no 13 de julho.

Leia também: DEMOLITION HAMMER - Primeiros álbuns ganham versão nacional

Rot


Formado em 1990, em Osasco (SP), o Rot é um dos maiores expoentes do grindcore nacional e mundial, participando ativamente em eventos nacionais e se destacando em uma passagem pelo Obscene Extreme Festival, na República Checa, em 2019.




Atualmente o Rot tem em sua formação Henrick (vocal), Mendigo (guitarra), Diego (baixo) e Emiliano (bateria), que executam de forma violenta o que foi proposto pela banda desde o início.

A discografia do Rot conta com os álbuns "Cruel Face of Life" (1994), "Sociopathic Behaviour" (1998), "A Long Cold Stare" (2002), "Your Lie Is Gone - Your Day Has Come" (2002), "Modern Man Suicide" (2013) e "Organic" (2021), além de cinco EPs, dois álbuns ‘ao vivo’, e a participação em nada menos que 40 splits com bandas de todo o planeta.

Porthell Metal Fest 


O Porthell, realizado desde 2005 na cidade de Portel, região do Marajó (PA), chega a sua décima oitava edição e se consolida como um dos festivais regionais mais fortes do circuito independente.

A princípio criado por amigos apenas para suprir a carência de eventos de metal na cidade, o Porthell já avançou as expectativas no seu primeiro ano, tendo como headliner o Violator (DF).


Os thrashers do Violator no Porthell Metal Fest 


Pelo palco do Porthell também já passaram Torture Squad (SP), Jackdevil (MA), Flashover (DF) e Delinquentes (PA), entre outros nomes em evidência no cenário underground.

*por Artur Mamede 




sábado, 2 de abril de 2022

DELINQUENTES - Lyric video de "Necro-Religião" é um "quer que eu desenhe?" do momento atual



*por Artur Mamede 

A desde sempre combativa Delinquentes lançou recentemente o lyric video de "Necro-Religião", poderosa amostra do hardcore/crossover praticado pelos veteranos paraenses. Quando te perguntarem sobre o atual.momento sociopolítico brasileiro basta usar o clipe produzido por Raoni Joseph e ilustrado por Paulo Victor Magno para se ter uma vaga noção do estado necrosado das coisas.

O vocalista e fundador da Delinquentes, Jayme Katarro explica o conceito. "Desde os primórdios da história da humanidade, há relatos do lado opressor da religião. O lado que mistura a ganância pelo dinheiro com a busca encegueirada pelo poder. Foi assim na guerra santa e na terrível inquisição. Aqui no Brasil, os mercadores da falsa fé misturada com política chegaram ao auge na gestão do presidente atual", comentou Jayme.

Delinquentes é Paulo Henrique (guitarra e backing vocals), Jayme Katarro (vocais), Pablo Cavalcante (baixo e backing vocals) e Raphael Lima (bateria e backing vocals).

"A letra fala desse tema em cima de um hardcore crossover veloz e agressivo criado pelo guitarrista Paulo Bigfoot em plena 2° onda da pandemia. A capa do single foi encomendada mais uma vez ao Paulo Victor Magno, que fez as artes dos últimos singles da banda, e que soube captar bem a ideia que tínhamos na letra da música", completou Katarro.

Contatos / Shows:
Xaninho Discos
kaka@xaninhodiscos.com.br

Confira o clipe de "Necro-Religião" clicando aqui. 


sexta-feira, 4 de março de 2022

Delinquentes divulga arte e pre-save de "Necro-Religião"


*por Artur Mamede 

"Necro-Religião" é o novo single da Delinquentes. A faixa estará disponível em todas as plataformas de streaming a partir do dia 14 de março, via Xaninho Discos. Antecipando o disparo do single, os veteranos do HC/crossover paraense e brasileiro divulgaram nesta sexta-feira  (4) a capa de "Necro-Religião". A impactante arte é assinada por Paulo Victor Magno, autor do polêmico e censurado cartaz do Facada Fest. 

O cartaz censurado  (arte Paulo Victor Magno)

O vocalista e fundador da Delinquentes, Jayme Katarro ex0lica o conceito. "Desde os primórdios da história da humanidade, há relatos do lado opressor da religião. O lado que mistura a ganância pelo dinheiro com a busca encegueirada pelo poder. Foi assim na guerra santa e na terrível inquisição. Aqui no Brasil, os mercadores da falsa fé misturada com política chegou ao auge na gestão do presidente atual", comentou Jayme.

"A letra fala desse tema em cima de um hardcore crossover veloz e agressivo criado pelo guitarrista Paulo Bigfoot em plena 2° onda da pandemia. A capa do single foi encomendada mais uma vez ao Paulo Victor Magno, que fez as artes dos últimos singles da banda, e que soube captar bem a ideia que tínhamos na letra da música", completou Katarro.


A música, gravada ano passado por Kleber Chaar , estará nas plataformas dia 14 próximo, mas você já pode fazer o seu Pre-Save desde já pelo link https://lnk.dmsmusic.co/delinquentes_necroreligio-1 



quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Delinquentes dispara clipe de "Um Milênio de Silêncio"


*por Artur Mamede 

"'Um Milênio de Silêncio' é o minuto de luto, eternizado agonizadamente para as próximas gerações." assim a Delinquentes, veterana do HC paraense e brasileiro, definia a faixa homônima que teve sua versão videocliptíca lançada nessa quarta-feira  (3).

A faixa, gravada no Fábrika Studio por Kleber Chaar, foi transformada em clipe pela Mekaron Filmes, com direção do Eduardo Sousa, em locações feitas em um ferro velho da cidade de Belém. 

"A intenção foi mostrar o desespero e a falta de caminhos do ser humano num mundo semi destruído, num cenário com referências a filmes como Mad Max, com os gritos entalados dos integrantes pelas mordaças da civilização", diz a banda.

Influências thrash metal

A letra, composta no auge da pandemia, retrata o pesadelo do ser humano diante de uma pandemia apocalíptica, em cima dos riff's thrash metal do guitarrista Paulo Bigfoot, que tentou resgatar uma pegada do metal oitentista ao hardcore mais moderno feito atualmente pela banda.

"Os riff's do Bigfoot trazem suas influências thrash metal e nesse caso, um thrash mais oitentista, com influências de 'Kill 'Em All' do Metallica e outros" conta o vocalista e funddador da Delinquentes, Jayme Katarro. A banda se completa com Pablo Cavalcante  (baixo) e Raphael Lima (bateria) já escolados n0 crossover a que a banda se propõe.

Veja aqui o clipe de "Um Milênio de Silêncio"


sexta-feira, 10 de setembro de 2021

"Um Milênio de Silêncio" é o novo grito dos Delinquentes


*por Artur Mamede 

Publicado na última quinta-feira (9) “Um Milênio de Silêncio” dos veteranos Delinquentes é a 3ª faixa lançada pelos paraenses, em forma de single ou clipe, desde que a pandemia começou. A faixa faz parte de um conjunto de músicas que comporão o próximo disco, com previsão de lançamento para 2022 que já tem metade do repertório gravado. "A letra foi feita no auge da pandemia, ainda ano passado, quando o cenário estava bastante assustador, pois nem sabíamos ao certo se haveria vacinas num futuro próximo", disse o vocalista Jayme Katarro.

"É uma letra carregada até então de um pessimismo que quase todos passaram, quase um desespero coletivo. Trata-se de um grito entalado em nossa garganta que ecoou mais anda ao sabermos de todas as trapaças do governo federal, com propinas das vacinas e relativizações sobre o vírus. Um negacionismo que repercutiu em seus seguidores desumanos", apontou o músico.


Rifferama caótico para dias caóticos

A sonoridade do single carrega um riff pesado de thrash metal, feito pelo guitarrista Paulo Bigfoot, já mostrando a que veio na banda (ele ingressou na Delinquentes final de 2018). É uma música que vai na contramão da anterior lançada, 'Carro Prata', cuja melodia é mais cadenciada e com toques de rap core. 'Um Milênio...', ao contrário, é rápida, pesada e agressiva, como os tempos caóticos da pandemia pediam". A faixa foi gravada, mixada e masterizada em maio no Fábrika Studio pelo Kleber Chaar, que trampa com a Delinquentes desde 2012. Chaar também assina a produção do single juntamente com a banda que tem apoio da Xaninho Discos Booking.

"A capa, mais uma vez a cargo do parceiro Paulo Victor Magno (autor das polêmicas artes do Facada Fest), solta para todos os lados o que berramos na música: Da CPI às manifestações do gado, tudo sob a sombra do Hitler do 3° Mundo, e em cima dos túmulos das vítimas da Covid e do mal governo. 'Um Milênio de Silêncio' é o minuto de luto, eternizado agonizadamente para as próximas gerações", pontuou Jayme Katarro.

Ouça "Um Milênio de Silêncio" clicando aqui






quarta-feira, 4 de agosto de 2021

DELINQUENTES - Clipe de "Carro Prata" lembra de chacinas nas ruas de Belém


*por Artur Mamede 

A veterana Delinquentes lançou nos fins de junho o single/clip de "Carro Prata". A faixa lembra e o vídeo encena chacinas ocorridas nas ruas da capital paraense.
Gravado entre dezembro de 2020 e junho de 2021, em plena pandemia, "Carro Prata" começou a ser produzido com recursos da banda e amigos, até o projeto ser contemplado pela Lei Aldir Blanc - Sesc de incentivo à cultura.  

"A letra foi inspirada em fatos reais. Um parente da minha esposa foi vítima de uma das maiores chacinas daqui. Eu o conhecia e fiz os primeiros rascunhos ainda no velório. Posteriormente, o nosso baixista Pablo Cavalcante fez um arranjo meio cadenciado e tivemos a ideia de jogar a letra final num estilo cantado meio de rap, porque tem tudo a ver com a realidade pesada da letra", disse Jayme Katarro, voz dos Delinquentes.

Delinquentes em ação (foto: Breno Barros)

A produção 

A ideia central do clipe veio do diretor Kleber Chaar, que montou a história em cima do dia na vida de um jovem que comete pequenos delitos e acaba nas mãos dos milicianos. Chaar também foi responsável pela gravação, mixagem e  masterização de "Carro Prata" no Fábrika Studio, em novembro último. 

As cenas, estilo thriller policial, foram registradas nas ruas belenenses e se alternam com imagens da banda no Fábrika Studio, no bar Rock no Porão e no terraço do edifício onde mora Breno Barros que assina a fotografia still do clipe.

A fotografia meio "dark" foi proposital, para não fugir do tema. "A locação da banda tocando foi ideia do amigo e fotógrafo, Breno Barros, que cedeu o terraço do prédio que mora para a cena principal. As imagens casaram com a edição do Chaar, e funcionaram muito bem", reforçou Katarro.

Alcance e planos

Com pouco mais deum mês lançada, "Carro Prata" teve essa semana a disponibilização em várias plataformas de streaming. "O número de visualizações nos surpreendeu. Temos um bom alcance de conteúdo nas mídias, porque sempre estamos alimentando as redes. Mas a rapidez com que o clipe subiu nas visualizações e comentários nos surpreendeu. Nunca um vídeo nosso tinha alcançado  mil views antes de 24 horas de lançado. O feedback tem sido excelente", comentou Jayme. "Em setembro, soltaremos mais um single, 'Um Milênio de Silêncio' e em outubro, uma nova live", fecha.

Assista o clipe de "Carro Prata" clicando aqui.


quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Clipe da Eutanase tem impulsionamento barrado. Censura?


*por Artur Mamede 

A amazonense Eutanase lançou no último dia 03 o clipe oficial da faixa "Backstabber", uma versão remixada e remasterizada da mesma de 2019. Um pouco antes do lançamento conversei com Thiago Rocha (guitarrista) e em acordo, decidimos esperar para ver qual a reação da audiência.

Até as 11h dessa quinta-feira  (06) a publicação no YouTube havia atingido 697 views, 164 likes e dois "dislikes. E isso com vários compartilhamentos e até matéria em um jornal de grande circulação. São números modestos que pedem um impulsionamento da publicação para que se atinja um público maior.

E foi ao tentar esse impulsionamento que a Eutanase foi surpreendida por um aviso da plataforma de vídeos (veja foto abaixo) que impede que tal ação seja feita.

A alegação é de que a expressão "bullshit" (asneira, besteira, papo furado) usada   na letra de "Backstabber" é considerada ofensiva pela "Política sobre linguagem ofensiva e gramática." 

O Riffmakers conversou com Thiago sobre o tema. Acompanhe.

Riffmakers: Sabendo que não é pessoal e  nem contra o estilo de música praticado pela Eutanase (jjá limando conspiracionistas e fundamentalistas do metal), como tu vê essa política da plataforma que censura uma palavra, comum e usual na língua inglesa, mas que deixa passar obscenidades e fake news que destroem carreiras e vidas privadas?

Thiago Rocha:  É importante salientar que não somos a favor de confundir liberdade de expressão com libertinagem de opinião. Acredito também que há um limite. Mas sejamos justos: essa expressão não chega nem perto das barbaridades que assistimos todo dia nas timelines. É mais um tabu externo do que uma censura justa. Se formos analisar a quantidade de bandas, até mesmo fora do metal (essas divas) que usam de expressões muito piores, pode cancelar toda essa produção cultural do mainstream. 

E vale lembrar que eu nem estou falando dos funks que vão no extremo da baixaria, pois não vale nem o debate. Parece assim que tudo o que envolve o rock e, principalmente, o heavy metal parece sofrer um filtro mais denso. Bom, sempre fomos resistência. Quem quiser conferir o clipe... pelo menos não tiraram do ar.

Riffmakers: Quando alguém está a falar muita besteira, é comum o uso da expressão "teu cu!" no lugar de "para de falar asneiras!". Trocar o "bullshit" por "teu cu", poderia ser uma solução?

Thiago: No caso dessa substituição talvez eles nem entendessem a ideia. Só iam censurar pelo tabu da palavra cu. Existe um grande problema em falar determinadas palavras, embora sejam usadas diariamente por várias idades. Eu entendo a política dos caras de reduzir a falta de "educação", mas esse radicalismo é hipócrita e parece bem seletivo.

Riffmakers: Considera isso um ataque pelas costas (backstab), já que  não há um códex de palavras a serem evitadas? Corre-se o risco de tal cartilha ser criada?

Thiago: Hahaha, podemos entender que sim. Fazemos uma análise pesada das letras. Não imaginávamos que uma expressão dessa, em pleno século XXI, ainda pudesse prejudicar alguém. Acho que não corremos risco: A cartilha já está criada. Só não é aplicado a todos, o que me causa a indignação. 

Essa hipocrisia seletiva parece ter seu próprio "jeitinho" de resolver as coisas. Se esse codex fosse aplicado a todos, a nossa produção cultural do mainstream não estaria do nível que está.

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O impulsionamento do vídeo pela banda está restrito, mas as visualizações e compartilhamentos, não. Assista "Backstabber" acessando https://youtu.be/SuV5CnjPdFU

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Caso similar

Em 2019, a banda paraense veterana no hardcore Delinquentes passou por um caso parecido. Desta vez no Facebook. A banda foi impedida de anunciar o seu disco recém lançado "Infrctus Humanus" por conta da imagem conter "pessoas com um excesso de pele exposta".

Em 2020 a Delinquentes foi citada em um programa de rádio  (favorável ao atual governo Federal) de alcance nacional com comentários idiotas do tipo "não deixaria minha filha ver uma banda com esse nome". O programa em questão debatia o evento Facada Fest III, que o então super juíz S. Moro queria enquadrar na Lei de Segurança Nacional.

São coisas do tipo que me fazem pensar na força que o Brasil tem no metal mais extremo, no punk e no hardcore (apesar de muitos babacas reacionários infiltrados). A vida real gera temas mais impactantes para música e letra do que os contos de elfos e dragões. 


terça-feira, 7 de julho de 2020

Roadie Crew Online Festival terá o hardcore da Delinquentes


A Delinquentes participa com "Mad Max Now" (foto: Victor Peixe)

*por Artur Mamede 

O isolamento causado pela Covid-19 anda tão sério que festivais online já estão sendo chamados de "tradicionais". Um exemplo é o Roadie Crew Online Festival, parceria da revista Roadie Crew e produtora Som do Darma que nessa sexta-feira  (10) transmite a quarta edição do evento. Riffmakers conversou com Jayme Katarro, vocalista da veterana Delinquentes (Belém-PA), única representante do hardcore nessa edição. 

Riffmakers: A Roadie Crew, publicação que tem o metal como pauta principal, vem abrindo espaço para o hardcore nos eventos online. Como o convite chegou à Delinquentes?

Jayme Katarro: O convite  veio do Kaká,  da Xaninho Discos. Desde o ano passado estamos trabalhando com ele e já tínhamos vários planos para este ano, que foram adiados para depois da pandemia. Foi uma surpresa bacana, porque desde o início da quarentena decidimos atuar com algumas atividades para não ficarmos parados. 

Riffmakers: Como foi a adequação ao formato do festival com o isolamento recomendado pelos órgãos de saúde? 

Jayme: Para quem não conhece o festival, não será uma live. São videos produzidos e gravados pelas bandas. Gravamos cada um na sua casa, estilo clipe. Com exceção do Raphael (bateria) e eu, que gravamos no Fábrika Studio, só que em dias separados. Aproveitamos a bateria da gravação do disco Infectus Humanus, de 2019. O restante, inclusive eu, foi todo gravado com interfaces e até celular. A música escolhida foi "Mad Max Now" e as imagens foram editadas pelo Raoni Joseph, do Dislexia, que fez o nosso clipe do Facada Fest.

Riffmakers: A Delinquentes se diferencia do restante da escalação, mais voltada ao metal. Como vocês encaram isso?

Jayme: Mesmo sendo a única de hardcore da quarta edição, sabemos que é a cara do projeto acolher o estilo. A edição passada teve duas representantes do hardcore. A música escolhida tem uma pegada mais thrash, se encaixa fácil. Tocamos para o público do metal desde   muito tempo, nos adequamos bem ao estilo. Agora estamos sozinhos, mas ao lado de grandes bandas de metal, então está de boa.

Riffmakers: Evento online é a opção mais segura e viável no momento. E a fissura de tocar ao vivo?

Jayme: Nem me fale. Estávamos com vários planos. Esse ano era um ano redondo. 35 anos da banda e 20 anos do nosso 1° disco, "Pequenos Delitos". Mas temos consciência de que nada foi perdido. Só adiado.

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O Roadie Crew Online Festival vai ao ar na sexta-feira, dia 10 de julho, a partir das 19h30 (horário de Brasília). A escalação, além da Delinquentes,  conta com Sepultura, Mystifier, Wizards, Paradise In Flames, Bywar, Maestrick, Attractha, Vulture, Marenna, WolfPire, Spiritual Hate, Overdose Nuclear, Endrah, além de dois especiais com Ignispace e Coven Japan tocando Queensrÿche e o Warshipper e Hammathaz tocando Deicide.


Confira no link abaixo o clipe de "Mad Max Now" gravado no lançamento de "Infectus Humanus" em abril de 2019:





Vulture lança single "Over The Bloodshed" em lyric video

"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...