A loucura e paixão confessas pelo death metal sombrio e direto dos anos de 1990 gerou o nascimento de mais um super grupo (sim, eles existem no underground também) do estilo mo Brasil.
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| Capa do single "Meet You In Hell" por Fernando Lima. |
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| Capa do single "Meet You In Hell" por Fernando Lima. |
A capa de "Brasil Visceral" reúne todos os 10 singles, e suas temáticas, lançados pela banda em 2024, mais outras três faixas. Lançadas separadamente, com suas respectivas artes de capa, os singles não atraíram tanta atenção nas redes sociais, até o lançamento da arte definitiva.
Todos os singles de "Brasil Visceral" (e outros vídeos) do Drowned estão AQUI.
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| Capa de "Brasil Visceral" por Fernando Lima |
A reação dos reaças mostra que "Brasil Visceral" é uma enorme carapuça que muitos correram para usar (veja nos perfis do Drowned e divirta-se).
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Com 13 faixas, "Brasil Visceral" será lançado em CD pela mítica Cogumelo Records e a data escolhida casa com a proposta do Drowned de meter o dedo na ferida. O álbum sai em 1° de abril, que além de ser o dia da mentira, também é a data de início do golpe militar de 1964, que os milicos tentam emplacar como 31 de março, em mais uma tentativa de maquiar a história.
"Brasil Visceral" foi produzido pela própria banda (Fernando Lima - vocal, Marcos Amorim - guitarras/backing vocals, Rodrigo Nunes - baixo e Beto Loureiro - bateria) e recrudesce o posicionamento de quem não teme falar de temas que são evitados por muitos para "não rachar o movimento".
01. Deplorável Mundo Novo
02. This Message Is For You
03. Brasil Visceral
04. Que A Forca Esteja Com Você
05. Ecocídio Napalm
06. Ao Pó Voltarás
07. A Bancada Do Pistoleiro
08. Misoginia Em Cristo
09. Deus Me Livre De Deus
10. Positivo Inoperante
11. Expresso 1.888
12. Sem Lugar De Fala
13. Desgraça Urgente
*por Artur Mamede
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A data escolhida é carregada de simbologias. Popularmente conhecido como o Dia da Mentira, 1° de abril é visto pela banda como a cara do país das fake news. E isso vem de muito tempo, o golpe militar que mergulhou o Brasil em um regime de exceção de mais de 20 anos, foi cometido no Dia da Mentira de 1964, mas os milicos, para maquiar a história, cravaram 31 de março como data oficial.
Mas voltando ao álbum, "Brasil Visceral" terá lançamento em formato físico pela mítica Cogumelo Records. O disco está sendo produzido pela própria banda e terá capa assinada por Fernando Lima, ilustrador e vocalista do Drowned.
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"Brasil Visceral" reforça o posicionamento direto e reto do Drowned (Fernando Lima - vocal, Marcos Amorim - guitarras/backing vocals, Rodrigo Nunes - baixo e Beto Loureiro - bateria) em falar de temas que são evitados por muitos para "não rachar o movimento".
Lembrando que esse posicionamento não é de ontem, um exemplo é o ótimo "Bio-Violence" que já tem quase duas décadas de lançamento.
Na estratégia de divulgação de "Brasil Visceral" o Dtowned já publicou 10 singles. A série que compõe o álbum aborda a hipocrisia da elite (e de quem acha que faz parte desta) e o recrudescimento do reacionarismo, facilmente reconhecidos nos títulos "Desgraça Urgente", "Ao Pó Voltarás", "Que a Forca Esteja com Você", "Misoginia em Cristo ", "Expresso 1888", "Ecocídio Napalm", "Deus me Livre de Deus", "A Bancada do Pistoleiro", "Positivo Inoperante" e "Sem Lugar de Fala".
Todos os singles de "Brasil Visceral" e vídeos recentes do Drowned podem ser vistos na página do YT da banda (veja aqui).
Por aqui, aguardamos a divulgação da capa e a data de distribuição nos streamings.
*por Artur Mamede
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A produção de "Brasil Visceral" está a cargo do próprio Drowned, que desde janeiro vem divulgando o álbum, disparando um single por mês, sendo que o último (da série e do álbum), a instrumental "Sem Lugar de Fala" saiu no dia 4 de setembro (confira aqui).
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A capa de "Brasil Visceral" se encontra em finalização, mas sabendo que Fernando Lima assinou a arte dos singles, já podemos ter ideia do conteúdo. O autor já sabemos quem é.
Mas "Sem Lugar de Fala", além de nos remeter a grandes obras do thrash metal mundial, tem ainda o toque barroco típico da música mineira, aqui muito bem executado. Imagino a faixa sendo usada como abertura de futuros shows. A calma que precede o quebrar de ossos
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| Ilustração de "Sem Lugar de Fala" por Fernando Lima |
Aqui está "Sem Lugar de Fala". Acesse e ouça ALto!
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A exclusão de vozes na faixa foi uma forma que o Drowned usou para se solidarizar com as minorias, explica a publicação.
"Sem lugar de fala também para todos os que são excluídos pelos Poderes Públicos e Políticos, pelo Poder Econômico, pelos falsos Pastores, Monges, Padres e Deuses, deste ou de qualquer Mundo".
"Muitas das pessoas excluídas são denominadas minorias (indígenas, negros, gays, portadores de necessidades especiais etc.). O termo é indevido/errado, porque todos são POVO brasileiro, a grande maioria é excluída da 'festa' sequer percebe... ou são levados a crer que a meritocracia os conduziu ao sucesso ou fracasso. O mundo é bem mais complexo do que se pensa."
O Brasil é o tema do novo álbum (ainda sem data de lançamento ou arte da capa divulgadas), como pode ser visto nos 10 singles já lançados, já incluindo aí "Sem Lugar de Fala".
A série de um single por mês, iniciada em janeiro, aborda a hipocrisia da elite (e de quem acha que faz parte desta) e o recrudescimento do reacionarismo, facilmente reconhecidos nos títulos "Desgraça Urgente", "Ao Pó Voltarás", "Que a Forca Esteja com Você", "Misoginia em Cristo ", "Expresso 1888", "Ecocídio Napalm", "Deus me Livre de Deus", "A Bancada do Pistoleiro", "Positivo Inoperante" e "Sem Lugar de Fala".
*por Artur Mamede
"Positivo Inoperante" é direto em sua letra, em sua arte de capa e até mesmo na duração da faixa (1'51"). O vídeo oficial, em versão animada pela Bonegringer Productions, até suavizaria o tema se não fosse a estridência e violência da música e letra.
Aqui está "Positivo Inoperante". Acesse e ouça ALTO!
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| Capa do single "Positivo Inoperante " |
"A capa retrata simbolicamente as inúmeras vezes em que a bota aperta um pescoço nesse País", diz o Drowned em texto publicado nas redes sociais para a divulgação do single.
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Mesmo lembrando que a maioria dos servidores do aparato policial militar seja de profissionais sérios, o Drowned vai aos primórdios da criação da instituição, no Brasil colonial, quando esta era incumbida também da caça aos escravizados fugidos e a herança que este "serviço" deixou
"Uma vista diária no noticiário teremos várias amostras de abuso de autoridade e violência policial. E como a Polícia trata diferente ricos e pobres, brancos e negros, mulheres, indígenas, etc. O aparato estatal, pouco importa de que lado da história você está, protegerá sempre uns em detrimento de outros. A polícia (em sentido mais amplo) será o braço dessa ação, vulnerando a dignidade dos indivíduos muitas vezes. No Brasil tais traços são muito evidentes", escreveu a banda.
O Brasil é o tema do novo álbum (ainda sem data de lançamento ou arte da capa divulgadas), como pode ser visto nos nove singles já lançados, já incluindo aí "Positivo Inoperante".
A série de um single por mês, iniciada em janeiro, aborda a hipocrisia da elite (e de quem acha que. Faz parte desta) e o recrudescimento do reacionarismo, facilmente reconhecidos nos títulos "Desgraça Urgente", "Ao Pó Voltarás", "Que a Forca Esteja com Você", "Misoginia em Cristo ", "Expresso 1888", "Ecocídio Napalm", "Deus me Livre de Deus", "A Bancada do Pistoleiro" e "Positivo Inoperante".
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| Frame de"Positivo Inoperante " |
E o Drowned (Fernando Lima - vocal, Marcos Amorim e Rafael Porto - guitarras/backing vocals, Rodrigo Nunes - baixo e Beto Loureiro - bateria) prometem dar continuidade a estratégia de guerrilha sonora marcando 04 de outubro como data para o próximo single.
*por Artur Mamede
Em um breve texto publicado nas redes sociais para o single, a Drowned já dá a deixa que não vai aliviar no novo álbum. "Você se irritou com o conteúdo? Então 'nosso tiro foi certeiro'", diz um trecho.
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Sobre o conteúdo lírico de "A Bancada do Pistoleiro" a própria banda deixa suas impressões abaixo.
"Brasil é um País extremamente desigual e não será armando a população que isso se resolverá. Armas são feitas para destruir. Só quem as fabrica ganha.
Um País para se desenvolver deveria ter uma Bancada da Educação, Bancada da Inclusão Social, Bancada da Ciência, Bancada dos Portadores de Necessidades Especiais, Bancada da Civilidade, e por aí vai.
Não vamos resolver problemas estruturais graves municiando um mercado paralelo do Crime, travestido de legalidade. É CAC na mão de milícia, bandido e cidadão despreparado. E arma nas mãos das pessoas ditas de bem muitas vezes resulta em tragédia familiar. Lembrando, arma é feita pra matar, mais nada. E mata pobre, negros de periferia, indígena, mulheres em feminicídio etc.
'Ah, mas então você quer arma só na mão de bandido, bla bla bla'. Esses argumentos de 5ª Série aqui não colam. Crime é crime e tem de ser reprimido nos limites da Lei. E a tal Bancada da Bala está aí há décadas e NUNCA resolveu merda alguma. Sabe por qual razão? Porque não é com arma que se resolve...
Brasil precisa é de Livro, e não é religioso. Brasil precisa de uma bancada de Brasileiros de verdade, não de oportunistas a serviço de interesses escusos, que sobrevivem do medo e desesperança. Precisamos de inteligência, não truculência".
"A Bancada do Pistoleiro" e os outros singles da série são facilmente encontrados nas plataformas de streaming. Recomendo a procura e a audição.
*por Artur Mamede
Meio-ambiente é o tema de "Ecocídio Napalm", faixa que segue a série de músicas/crônicas do nosso tempo escritas no estilo Drowned. Da série, com alguns títulos auto explicativos, já ouvimos "Que a Força Esteja com Você", "Ao Pó Voltarás", "Desgraça Urgente", "Misoginia em Cristo" e "Expresso 1888".
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Sobre o posicionamento frente a questões sociais, que para muitos é visto como utópico e se assemelha a pregar no deserto, o Drowned foi enfático na nota de apresentação de "Ecocídio Napalm". "Somos um nada nesse Universo, mas vamos seguir martelando. É para isso que o Metal veio!", disse a publicação.
O tema do recente single não é novidade para o Drowned, tendo sido abordado durante toda a carreira da banda, com maior força no álbum "Bio-Violence" de 2006.
Segundo o Drowned, a volta ao tema é necessária, já que " a relevância segue intacta, agravada pela ação humana nas últimas décadas. Das indústrias ao Agronegócio inescrupulosos, passando pelas mineradoras, por todos nós, cada um tem sua cota de responsabilidade".
A banda ainda exalta a necessidade de se discutir o assunto e alerta para o perigo dos lobbies da agroindústria. "A proteção ao meio-ambiente não é uma conversa de acadêmicos. E a falta dela mata. Pauta da destruição é ditada por quem tem dinheiro, compra fácil cliques, coopta discursos em tribunas, posa para fotos em desastres, distribui fake news, etc. Até 2,4-D, um componente do chamado 'agente laranja' usado pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã por aqui já foi usado, para se ter uma ideia", afirma o Drowned na nota.
Para reforçar a mensagem de "Ecocídio Napalm" o Drowned lançou mão da conhecida e saudável simbiose entre as bandas de Belo Horizonte, o que faz as cidade ser conhecida por alguns como BH Area, em referência a cena que moldou o thrash metal dos anos 80 nos EUA.
Assim, a faixa tem a participação de Marco Mark, guitarrista do Chakal que contribui com alguns solos. Ainda falando em Chakal, o Drowned foi conduzido nas gravações por André Cabelo, vocalista da influente banda citada.
Ouça "Ecocídio Napalm" clicando aqui ou no streaming de sua preferência.
O resultado é puro death/thrash metal. Um arregaço de três minutos intensos para bater cabeça e também para fazê-la funcionar.
E já fica o aviso. O próximo single com AA grife Drowned sai em 95 de julho. Anote!
*por Artur Mamede
Assim fica registrado mais um exemplo da relação simbiótica entre as bandas de Belo Horizonte, algo que acontece desde os anos de 1980 e que faz com que a cidade seja chamada por alguns de BH Area, em referência a Bay Area, o berço do thrash metal nos EUA.
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A Ex Machina foi fundada em 1998 na capital mineira e é figura constante em festivais de BH e interior do estado.
Formada atualmente por Thiago Viana e Igor Arruda (guitarras), Thiago Alves (bateria) e Leônidas Valadares (baixo/vocal), a Ex Machina está produzindo "Heretic", com data de lançamento ainda a ser anunciada.
A banda aponta como suas influências um grosso caldo sonoro que inclui Sepultura, Ratos de Porão, Obituary, Crowbar e outras.
Além do citado "Eighteen Years Dying", a Ex Machina tem como registros sonoros a demo tape "Beyond Aggression" (1999), o CD demo "Perverted" (2004), o EP "A Shot In You Faith" (2007), o split "Ex Machina/ Severa" (2018) e o CD/DVD ao vivo "Dying Alive - 20 Years Under the Underground (1998-2018)" lançado em 2020.
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| A arte brutal de "Eighteen Years Dying" |
Aqui está"Eighteen Years Dying", acesse e ouça ALTO!
*por Artur Mamede
"Over The Bloodshed", o primeiro single pinçado de "Apostasy Campaign", o novo álbum dos thrashdeath metalle...